terça-feira, 30 de maio de 2017

QUASE REAL


Lá pelos anos 70 foi construída e instalada, em uma pacata cidadezinha do Sul de Minas, quando as pessoas ainda se davam, uma importante indústria. Funcionou por lá uns belos pares de anos, proporcionando empregos e rendas.
Numa dessas crises que abalam a economia, esmorecem sócios, encerrou as suas atividades, deixando sob a responsabilidade da Prefeitura, uma bela e moderna construção ocupando enorme área.
Toca-se a buscar outro investidor tão necessário para gerar desenvolvimento e criar empregos. Visitantes interessados vinham e iam e espantados por alguma urucubaca, se é que existe isso nos interesses comerciais.
Descobriu-se a razão. A indústria existente anteriormente no local, em tempos de inexistência de controle e fiscalização ambiental, utilizou uma lagoa no terreno, para depósito de resíduos, digamos assim, um pouco radioativos. Coisa leve, capaz de desaparecer num prazo médio de cem anos. Ninguém se interessava a assumir tamanho passivo.
As criativas autoridades resolveram a situação. A área, mesmo interna, foi devidamente cercada e o município assumiu a sua posse e responsabilidade sobre a desprezada zona.
Outra grande empresa ocupou as instalações, progrediu, gerou riquezas, sempre com um "jardim de inverno" interno e inacessível.
Funcionou bem até tempos atrás, quando da chegada da crise atual.

Um amigo, lembrando do caso acima acontecido na região, aventou a hipótese de semelhante providência ser adotada pelos brasileiros. O País tem riquezas, tem gente capaz, uma juventude trabalhadora, por que não toca a vida adiante, fazendo um cercado lá pelas bandas do Planalto Central, isolando os tais poderes constituídos, deixando-os  assumirem o passivo "ambiental" provocado por eles próprios.

Tal qual a indústria mencionada, todo o País seguiria adiante, sempre de olho no tal cercado. 

Faz sentido.

Viver é Perigoso     

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