quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

SÓ BLUES



Viver é Perigoso

ENQUANTO AINDA HÁ TEMPO


Ainda é possível acreditar no ser humano. O que dizer das manifestações de solidariedade à Chapecoense em todo o mundo? Clubes de futebol, atletas, imprensa, torcedores de diferentes nacionalidades expressando virtudes que estavam esquecidas num mundo em guerra constante.

Não há palavras para descrever a homenagem que a torcida do Atlético Nacional de Medellin fez em seu estádio às vítimas do trágico acidente com os atletas e jornalistas brasileiros.

Um alento diante da tristeza e perplexidade. Um sopro de esperança diante de aberrações, como a canalhice de deputados que votaram pela impunidade em nosso país, como o absurdo da descriminalização do aborto referendada pelo STF. 

Sim, ainda acredito no ser humano, de que nada está perdido, de que o jogo ainda não acabou, que ainda dá para restaurar o que está caído, de indignar-se com as injustiças, de que é possível amar as pessoas independente de sua cor, raça, credo ou condição social. De que ainda é possível chorar com os que choram, estender a mão e promover a paz e a justiça. Ainda dá tempo de externar o amor, esse mesmo amor de Deus derramado em nossos corações, sem escandalizar ou dividir as pessoas. 
Ainda dá tempo! 

Às vezes uma tragédia como essa é capaz de nos implodir por dentro, nos faz rever conceitos e a descartar futilidades e inutilidades que tanto nos corroem e nos destroem. E nos faz perceber que a vida é curta, que o nosso tempo está acabando.
 
Chega de perder tempo com o que não tem a menor importância! Chega de guerrear contra o próximo! Já é hora de aprendermos definitivamente a lição e vivermos a vida que vale a pena ser vivida. 
Enquanto ainda há tempo...

Claiton César

Viver é Perigoso

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