sábado, 26 de novembro de 2016

FOI-SE !

Viver é Perigoso

CUBA LIBRE



Viver é Perigoso

PRÁ PENSAR


A diferença entre uma democracia e um município totalitário é que numa democracia todo mundo reclama, ninguém vive satisfeito. Mas se você perguntar a qualquer cidadão de um município totalitário o que acha da sua cidade, ele responde sem hesitação:
 "Não posse me queixar ".

Parafraseando Millor

Viver é Perigoso

PHOTOGRAPHIA NA PAREDE


O repórter e fotógrafo espanhol,Enrique Menezes, que trabalhou para a Life e Paris Match, entre outras. cobriu em 1958 a revolução cubana e é sua a foto acima, que mostra Fidel Castro cruzando o rio Yara, em Sierra Maestra, quando da revolução que derrubou Fulgêncio Batista.

Vivendo no México, Fidel Castro, comprou de um milionário americano que vivia na Cidade do México, com ajuda de doações, uma embarcação de trinta e oito pés chamada Granma. O barco tinha capacidade para levar no máximo 25 pessoas em segurança. Em 25 de novembro (1956), com Fidel, seu irmão Raul, o médico argentino Che Guevara e mais 79 revolucionários cubanos, o Granma deixou Tuxpan, no Golfo do México, para invadir Cuba. Encontraram fortes ventos e águas turbulentas. A viagem deveria levar cinco dias. Levou sete.
Havia poucos marinheiros experientes no navio,e quase instantaneamente os rebeldes ficaram violentamente enjoados. Che Guevara, médico do grupo, procurou freneticamente pílulas para enjoo, mas não encontrou nenhuma. Sobre a viagem, Guevara escreveu:
"O barco todo ficou com um aspecto ao mesmo tempo ridículo e trágico. Homens com rostos angustiados seguravam suas barrigas, alguns com suas cabeças em baldes,outros deitados nas posições mais estranhas, imóveis, suas roupas encharcadas de vomito". Outro relato descrevia os membros da tripulação "cagando nas calças".
A certo ponto começou a entrar água no barco. Parecia que havia um vazamento, então, apesar de haver pouca comida, a tripulação começou a jogar rações e suprimentos no oceano para deixar mais leve a carga.
Chegaram à praia (lama e mangue), às 04:20 do dia 2 de dezembro. Segundo Guevara, não foi um desembarque, mas um naufrágio.
Três dias depois, cansados e famintos, foram surpreendidos por um ataque das forças governamentais do ditados Fulgêncio Batista.
Resultado: Dos 82 revoltosos, tão somente 16 escaparam. Entre eles, Fidel, Raul e Che Guevara. Refugiaram em Sierra Maestra. Ali se reorganizaram e seguiram lutando até tomar Havana. (trecho do livro "Noturno de Havana" - T.J. English - bom de ler)

Aprendi a ler com pouco mais de cinco anos. E não parei mais.Isso não foi bom, pois sabia ler e não sabia escrever.
Tive e ainda tenho dificuldade com a escrita.
Com certeza, desde os dez anos leio diariamente um jornal. Meu Pai assinava em 1957 o Diário de Notícias do Rio de Janeiro. O jornal só chegava no dia seguinte e o meu Pai tinha que buscá-lo na caixa postal do correio. Às vezes, ele passava três dias para buscá-los. Eu sempre ficava cobrando.
Digo isso pois, em 1957 eu acompanhava pelo jornal a revolução cubana, que no princípio não tinha nada de comunismo e ditadura.
Era uma luta para derrubar o governo corrupto de Fulgêncio Batista. Tinha como meus heróis, vejam só, Fidel, Raul Castro, Che Guevara e Camilo Cienfuegos. Dos quatro, somente Cienfuegos nunca abandonou os ideais de liberdade. 
Camilo Cienfuegos morreu (foi morto) depois da revolução vitoriosa em um acidente ocorrido com o pequeno avião em que viajava.
Mas também admirava o médico argentino (formado na Colômbia), Ernesto Chê Guevara. Pela sua luta, pelo seu envolvimento e não pela ideologia que adotou.
Ainda rapaz, aprendi a fazer colagem com tinta nanquim em folha de cartolina e isso fiz da famosa fotografia do Guevara. 
O poster, durante durante muito tempo dividiu a parede do meu quarto com o lendário Ho chi Minh, herói do Vietnan, que derrotou os Franceses e os Americanos.

Eu já tinha vinte anos quando, em 1967, Che foi preso e morto na Bolívia, praticamente como um farrapo humano. Estava no lugar errado, na hora errada e lutando por causas erradas, no meu modesto ver. Ele estava com 39 anos.
O pior que pode acontecer a um menino é mirar-se no herói errado. Continuo achando que não errei, embora não concordasse com as ideologias dos dois. Escrevo isso porque um menino, meu vizinho, tem como herói o cantor e compositor Cazuza. Não acho legal.

Fidel passou hoje para as páginas da história, as quais já vinha frequentando há tempos.

Viver é Perigoso 

UM POUCO DE CACASO


Se o Sr. me permite
Vou arriscar um palpite
Quem quiser que acredite
O inferno é o limite
Para abrir o apetite
Do povo e da elite
A política nomeia
A administração demite
Antes de usar agite

Cacaso

Antônio Carlos de Brito, simplesmente Cacaso. Nasceu em Uberaba em 1944. Tomou o barco, com muita antecedência, no Rio de Janeiro, em 1987. Foi professor universitário, letrista e poeta. Foi gente.

Viver é Perigoso