sexta-feira, 12 de agosto de 2016

CANTINHO DA SALA

Raoul Dufy
Viver é Perigoso

HIT DO MOMENTO


É duro quando a gente fica com uma música, ou um trecho dela, o dia todo na cabeça. Ou com assovios baixinho ou mesmo cantarolando. Quando a música é bonita, enche, mais ainda vai. Duro mesmo é quando vem a tona, sabe-se lá a razão, um arremedo qualquer musical.
Dizem que tal fenômeno vem da repetição.
Hoje pela manhã, ao passar em frente a uma barbearia, na Boa Vista, é claro, o barbeiro, ou como diz um amigo candidato a vereador, o cirurgião capilar, para minha surpresa, assoviava a primeira estrofe do Hino Nacional dos Estados Unidos.
Ainda hoje, desta vez à tarde, passou pela minha rua um menino, de bicicleta e com o boné virado, cantarolando o mesmo hino.
Já fiquei encafifado.
Agora à noite, no Supermercado Alvorada, a alegre moça do caixa, após dizer boa noite, seguiu murmurando o hino americano.
Medalhas e medalhas de ouro. Fazer o quê ?

Viver é Perigoso    

QUASE HOLLYWOOD

 

Em Capetinga, cidade próxima de Passos, aqui mesmo em Minas Gerais, disputam a prefeitura, os astros políticos locais, Frank Sinatra, do PT do B e Roberto Taylor (PP).

O pai do candidato Frank Sinatra de Souza Bernardes, era fã do cantor norte-americano, sucesso no mundo todo. O Sinatra mineiro, porém, não obteve êxito nas urnas em 2012. Na ocasião, também tentou a prefeitura, mas terminou em terceiro lugar. Sinatra tem 29 anos e é professor do ensino médio. 

O pai do candidato Roberto Taylor, era fã do ator de nome parecido e que fez história no cinema. Na política, o Taylor de Capetinga tem se dado bem e já foi prefeito no passado. Dentista por formação, ele agora tenta de novo assumir a prefeitura.

Eleição sob as luzes dos holofotes.

Viver é Perigoso

HOSPITAL ESCOLA


Li na internet e tomei como justificativa eleitoral. Declarou o Prefeito Rodrigo Riera, que busca a reeleição, que acionado pelos dirigentes do Hospital Escola de Itajubá, agiu para conseguir, a fábula, nesses tempos difíceis, de R$ 34 milhões, para investimentos.
Caso tenha sido a Fundo Perdido, muito bom.
Pensando bem, a verba conseguida atingiu a quase R$ 1 milhão mensal.
Imagino uma reunião acontecendo no Céu, com a presença dos grandes benfeitores da medicina de Itajubá, ouvindo o  grande Sr. João Aldano  dizer:
Gente, agora vai !

Viver é Perigoso  

SÓ NÃO VIU ANTES QUEM NÃO QUIS


O que já foi, já foi. Não adianta mais derramar lágrimas de arrependimento e muito menos justificar erros de avaliação, muito embora, erros cometidos na análise não sejam muito próprio de Professores dirigentes de Universidades Federais.

Qualquer aluno do Grupo Escolar Rafael Magalhães, na Boa Vista, é claro, já tinha percebido que a política econômica do governo federal estava levando o país para o fundo do poço.

Talvez, ainda ouvindo no fundo o som enganoso do "funk desastre" que animava a festa e por que não, a existência de uma pitadinha ideológica estudantil, arrastou a totalidade de Reitores a apoiar e disparar públicos votos de solidariedade ao governo Dilma.

Atuaram como violinistas do Titanic.

A conta começou a chegar no ano passado. Cortes e mais cortes. 

Esta semana, foi publicada no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle, portal do Ministério da Educação (MEC) que trata do orçamento, previsão média de redução de 45% nas verbas de investimento (cerca de R$ 350 milhões) nas 63 universidades públicas do país para 2017. Nos recursos destinados ao custeio, a diminuição é da ordem de 18% na comparação com o que havia sido previsto para 2016.

A nossa Escola (Unifei) enfrenta um período pré-eleitoral para escolha do Senhor Reitor. Pedreira pela frente. Corte nos investimentos, corte nos custos e exigência de muita criatividade.

Oremos.

Viver é Perigoso

DE OLHO NO RETROVISOR


Publicado no Viver é Perigoso - 09/outubro/2009

Nossa Itajubá assumiu de uns tempos para cá (e coloca tempo nisso) uma característica negativa e especial. Não se discute idéias, projetos, tendências, coisas, etc. Aqui se discute pessoas. Aí é cair no erro na certa.
Se alguém discorda de alguma sugestão colocada ou alguma proposta feita, o dono da sugestão ou proposta é massacrado. Taxado de burro, mal pagador, esquisito é até de ladrão. Na terra dos intocáveis ninguém pode ser criticado.
E isso acontece em todos os setores. Na entidades representativas de algum segmento, nos clubes de serviço, nas escolas, na classe médica, entre engenheiro e professores, nas igrejas, na imprensa escrita/falada e principalmente no meio político. Nesse setor é que a coisa pega.
O olho do furacão parece ser defronte o café da praça. Conheço muita gente que evita passar por lá e ser lembrado por alguma opinião emitida, mesmo que o assunto for passado, por exemplo, a explosão na loja do Tonico Adami acontecida em 1970.
Tem mais, algumas pessoas que evitam a região, pensam que o Cine Apolo ainda existe e nem sabem da existência do calçadão.
O pior é que isso não tem cura. É o mal das Cidades que tem centro. Cidade progressista, não tem centro, já observaram ?
E como Itajubense, gostaria de deixar bem claro: Eu vou descer a lenha em quem não concordar com as besteiras acima.
Viver é Perigoso

Blog: Alguma coisa mudou. Quem critica hoje é taxado também de invejoso, pessimista e negativista.

Viver é Perigoso