domingo, 10 de janeiro de 2016

MOMENTOS MÁGICOS

CANTINHO DA SALA

Pablo Picasso

PATINHO DE PARQUE


Nos tempos Jurássicos costumavam aportar na terrinha mal-conservados parques de diversões. Como o material era muito e pesado, para dispensar fretes, davam preferência para se instalar nas proximidades da Estação Ferroviária, uma vez que utilizavam os trens da Rede Mineira Viação para o transporte.
O terreno onde hoje se encontra a Estação Rodoviária era considerado um "filet mignon". Ficavam na cidade por umas duas ou três semanas. Funcionavam, exceto aos domingos, no período noturno. Ficavam lotados só com a presença dos soldados do Batalhão. Uma festa.
Dentre as atrações, uma chamava a atenção e despertava o interesse por oferecer prêmios. Tratava-se do "tiro ao alvo".  Um bando da patinhos, normalmente estampados em  folha de flandes e pintados de cores diversas. Eram fixados em uma roda por sensíveis dobradiças. Surgiam e sumiam por debaixo de um tablado, conforme giravam. O atirador, por módicos Cr$ 5 tinha direito a a 5 balas, ou melhor, 5 rolhas. Derrubasse um patinho e levava o cobiçado prêmio: Um espelhinho com mulher pelada e escudo do time predileto.
Logicamente, quanto mais vezes o patinho aparecia, mais vezes tinha a chance de ser atingido.
Trazendo para os atualmente, o patinho que andava passando por mais vezes à vista dos atiradores era o Jaques Wagner. Ainda não foi derrubado, embora, já atingido. 
Também voam abalados o Eduardo Cunha, o Renan e o Temer, entre outros. O Delcídio foi atingido em órgão vital. Já era.
Um patão gordo, peludo, esperto que só, é visadíssimo. Questão de tempo.
Vivaldinos são uns patinhos mineiros. Fingem de mortos. Somem e só reaparecem em cena,  de forma rápida, esporadicamente. 
O Moro é considerado um exímio atirador.

Viver é Perigoso    

ESPELHO NOVO


ELEIÇÕES À VISTA !

Para o cargo de prefeito o que importa é ter grana. Grana própria, grana doada ou grana recebida por favores prestados e por compromisso de facilidades futuras. 
É o que definirá as eleições municipais deste ano.
Quá, quá, quá, sobre proibição de doações de empresas.
Enormes laranjais, cultivados há tempos com cuidado, proverão as doações vindas de laranjas, ou melhor, de pessoas físicas.
Caixa 2 devidamente abarrotado.
Enquanto a Justiça Eleitoral vai indo, o pessoal já vem voltando.
O importante e definitivo é a grana. Sem grana é melhor ficar em casa curtindo os replays das competições dos jogos olímpicos.
Estranha e curta campanha.
Candidatos a reeleição gastarão mais tempo e dinheiro tentando fazer os eleitores esquecer o que de errado fizeram e o certo prometido e deixado de fazer.
A grande vilã das eleições será a famigerada crise mundial de 2008, que somente em 2015, resolveu aportar na terrinha. E pelo jeito chegou para passar uma longa temporada.
Vereadores candidatos a reeleição, só os muito corajosos, e acompanhados de batedores, ousarão percorrer os bairros a cata de votos e justificar suas tíbias atuações prejudicadas pela queda de cotação das comodities na Bolsa de Londres. Isso mesmo, comodities.
Nome de partidos, embora seja obrigatório, melhor nem citar. 
Candidatos do PT ? Se surgir algum herói, melhor que faça as caminhadas dentro de luzente armadura medieval. Carreatas petistas ? Mais seguras serem programadas para a alta madrugada, sem barulho e sem foguetes.
Confirmar apoio aos prefeitos  buscando reeleição? tão somente quando ao lado deles. No caso, muita atenção aos caçadores de infiéis de plantão.
Na terrinha, dois acontecimentos, estrategicamente programados, poderão abalar os alicerces eleitorais: A turma do andar de cima caíra de amores pelo teatro. A turma do andar de baixo pelo restaurante popular.
Tem para todo mundo...

Viver é Perigoso