sábado, 10 de dezembro de 2016

BONS TEMPOS



Bons tempos, na Boa Vista, é claro, onde os apelidos eram criados, respeitados e atendidos. Queriam dizer simplesmente, amizade e camaradagem.
Não eram aplicados, como hoje os são, pelos nomes complicados dados aos personagens: Lawrence Chistian, Wolfpeter, Ann Lynn e por aí afora.
Ou era Antonio, ou Geraldo, ou Francisco, José, Ivete, Angela, Aparecida. Apelidos simples e diziam muito: Véio, Esquimó, Tipica, Bigodinho, Fernet, Princesa, Feola, Jiboinha, Lobisomem, Javali, Socó, Sardinha, seguindo adiante.
Na imprensa deste final de semana a aplicação de apelidos para recebedores de propinas, arrecadadores de recursos desviados de hospitais e escolas.
Causa revolta ler sobre Caranguejo, Caju, Índio, Bitelo, Boca Mole, Corredor, Gremista, Piqui, Feia, Angorá, Decrépito, entre outros.
Perderam o respeito com o País. Aliás, pensando mal, nunca tiveram.

Viver é Perigoso

    

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