sábado, 1 de outubro de 2016

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Porto, cidade espetacular. Cidade de muitos amigos.

O empresário português Rui Moreira, 60, ganhou em 2013 a eleição para a prefeitura do Porto, sua cidade natal, de maneira absolutamente improvável: sem filiar-se a nenhum partido político. Foi o primeiro prefeito independente na Europa Ocidental.

Não se identifica com nenhuma vertente política? 
Não. No âmbito social, sou de esquerda. Na organização do Estado, de direita. Sou uma pessoa tipicamente do centro, da social democracia. Nunca fiz parte de partido algum. 

O senhor se orgulha de não estar vinculado a nenhum partido político. A ideologia atrapalha? 
Pode atrapalhar, não pela ideologia, mas pela clientela. 
Os partidos são, hoje, uma organização piramidal. Para ascender ao topo é necessário fazer uma série de alianças de modo que, assim que se chega ao cume, torna-se necessário prestar vassalagem, pagar o favor àqueles que o ajudaram a crescer. 
Quando saímos da ditadura, tanto em Portugal quanto no Brasil, não havia a figura do político profissional. Os políticos eram pessoas que tinham participação cívica, que haviam se destacado na cultura, eram universitários ou advogados. Essa carreira de político profissional acaba sendo muito contaminada, não pela necessidade de prestar um serviço público, mas de agradar a quem o permitiu chegar lá.

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