quinta-feira, 8 de setembro de 2016

O MEDO


O medo de tomar decisões deriva da insegurança. Quanto mais inseguro, mais medrosa é uma pessoa. Medo de errar, medo de perder, medo de fracassar, medo do desconhecido. Vários medos envolvem a tomada de decisão.

Biologicamente, sentimos medo como reação natural de preservação da vida. Este medo que nos protege é considerado um “medo bom”, visto que a ausência dele nos deixa expostos à condição de risco. Entretanto, quando ele ocorre de forma exagerada ou irracional, pode nos paralisar, acovardar e roubar nossa liberdade de escolha.

Escolher é, por vezes, um processo desconfortante, uma vez que a decisão implica numa renúncia. E nessa hora estamos sós. Amigos, cônjuge e família podem dar suas opiniões, às vezes contribuindo, outras vezes atrapalhando.

Por medo que lhes são próprios, algumas pessoas acabam desencorajando as outras, através de crítica, pessimismo, previsões futurísticas que mais amedrontam que motivam. E não é por culpa delas. De uma maneira geral, as pessoas são treinadas mais para sentirem medo do que para sentirem coragem.

Ficar prisioneiro do medo é uma forma limitada de levar a vida. Ao nos depararmos com uma situação de insegurança é bom refletirmos à luz da sabedoria do escritor americano Mark Twain: “coragem não é a ausência do medo, e sim o enfrentamento dele”. 

Extraído de Simone Demolinari - Hoje em Dia

Viver é Perigoso

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