quinta-feira, 8 de setembro de 2016

FOCANDO O ASSUNTO


Muito já foi falado sobre a participação do Remy, honrado e corajoso ex-presidente da Aciei, na campanha eleitoral do município. O Remy, fala dos assuntos municipais, de cátedra. Tem conhecimento e acesso aos números da nossa economia, dos gargalos e do que precisa ser feito. Não é do estilo do atual Prefeito levar em consideração a opinião de "não políticos". Nutre uma ojeriza natural por aqueles que considera "amadores" no ramo.
Não irá mudar.
Tanto não irá mudar, como o seu slogan de campanha prega seguir adiante com o que deu certo. 
Estamos desviando o foco (no blog) por completo.
Vamos discutir as propostas de governo da equipe do Dr. Ricardo. Digo equipe, pois ao contrário do Prefeito Rodrigo, existe a possibilidade, e tem demonstrado isso,  que ele tenha a humildade de ouvir os outros.
Discutir as propostas do candidato Rodrigo Riera, partindo do princípio que segundo seus assessores e ele próprio, estamos diante do melhor Prefeito e da melhor Administração já vista na cidade. E lógico, por coerência interna, não proporão mudanças e sequer correções.
Ganhar ou perder eleições faz parte. Empatar ainda não vi.
Ganha Itajubá com as novas propostas do Dr. Ricardo ou com uma mea-culpa e proposição de ajustes, vindas do Rodrigo Riera.
Sinal de grandeza e galeio para saltos políticos futuros.
Seguir do jeito que está é retrocesso.

Viver é Perigoso 

9 comentários:

Anônimo disse...

Zelador,
Concordo com suas palavras, e sabemos que da parte do RR não vai mudar nada, nem no discurso nem nas ações.
Então vamos ao foco, por favor, me mostre o plano de governo (ou seu esboço) do Candidato Ricardo Melo.
Até agora, faltando menos de 30 dias para a eleição eu não conheço!
Gostaria também que se possível, você comentasse como ele vai viabilizar suas propostas. Dizer que vai gerar empregos é fácil, mas como?
Obrigado!

Edson Riera disse...

Anônimo das 17:19 horas,

Estou longe da terrinha e fiquei sabendo de informações sobre ações de governo do Dr. Ricardo, caso eleito. A questão muito me interessa como itajubense. Vou me inteirar do assunto e discutiremos aqui. A colocação do atual governo que tudo vai bem e não irá mudar, assusta.
O primeiro passo, segundo me disseram, era buscar, a qualquer custo, a estabilização e consolidação das empresas existentes.Estabelecer um campo de confiança mútua entre elas e o poder público. Conhecer suas dificuldades e todas as têm. Uma leve brisa positiva sopra na economia nacional, mas até o final do ano, muitos empregos ainda serão cortados.
Em termos de desenvolvimento regional perdemos o bonde da história. Temos que nos preparar para pegar o próximo. Descobrimos que Itajubá fica fora de mão e a tão falada mão de obra não significa um diferencial tão grande. A melhoria dos acessos pelas estradas é infinitamente mais importante do que a construção do aeroporto. Existem decisões que não podem voltar atrás.
O assunto é da maior importância.

Zelador

Anônimo disse...

Zelador,
Também estou longe da terrinha, tenho acompanhado as campanhas pela internet e conversado com alguns amigos e familiares pelo WhatsApp. ´
Não quero desmerecer o candidato Ricardo Melo, mas vi no seu perfil no facebook o plano de governo simplificado parte 1 e 2. Para a minha surpresa, não tem o seu tão valorizado tópico geração de empregos!
Temos algumas pinceladas nos itens Indústria, Comércio e Agricultura, que sejamos sinceros, bem fraquinhos! Como diz você "muito do mesmo".
Também pesquisei o Rodrigo Riera, nem no perfil do face nem em seu site consta proposta de plano de governo, só propaganda do que ele fez.
Mas vamos lá, gostaria de saber qual é o índice de desemprego em Itajubá? Sinceramente não conheço, mas pelo que tenho visto acho que estamos melhores do que em muitos outros lugares. Poderemos comparar com outras cidades da região ou de mesmo porte para nos situar melhor.
Outro comentário que gostaria de fazer é que vejo algumas pessoas se preocuparem muito com atração de indústrias.
Claro que são importantes, mas não são as únicas opções para gerar emprego e renda.
Gostaria de conhecer a posição do candidatos para agropecuária, serviços, etc...
Mas não essas frases de efeito de período eleitoral, propostas factíveis, utilizando nosso perfil, sustentáveis.
Você diz que quer discutir projetos, mas até agora não vi nenhum assim!
Desculpe a crítica, mas pelo jeito nem você, já que o que te disseram é muito vago.
Realmente, a menos de 30 dias da eleição, estamos lascados!
Abraço!

Anônimo disse...

Oi Zézinho!
Quero dar uma contribuição para esse debate.
Nossa mão de obra tem um grande diferencial sim, só que não se aplica aos padrões locais.
A maioria dos nossos engenheiros estão bem empregados fora de Itajubá, assim como outros profissionais como médicos, técnicos, etc...
Nossa região paga muito mal.
Abraço!

Edson Riera disse...

Anônimo das 18:47 horas,

O emprego industrial é tomado como base, pois dele saem os empregos no comércio e o serviço. A atual administração ainda viveu um período rico no desenvolvimento. Diversos investimentos industriais anunciados terminaram indo para outros municipios. e mais algumas industrias grande ou fecharam as portas transferindo suas produções para outras cidades.

0 desemprego é muito grande.

ZELADOR

Anônimo disse...

Bom dia!
Ok, sobre a situação de inércia da atual administração eu já estou cansado de ler o que você escreve. São promessas vazias, falta de transparência, falta de aproximação ou afastamento de entidades municipais, etc... Concordo com tudo. Também já sei que continuar com o atual é mais do mesmo.
Mas isso não basta para mostrar a transformação apregoada ao Dr. Ricardo Melo e ao seu grupo.
Estou aguardando as propostas com os seus comentários para discutirmos.
Abraço!

Anônimo das 18:55, Nossa região sempre pagou mal. Mas isso não é causa do desemprego em nossa cidade. A tão falada saída da PKC da cidade é um exemplo, umas das empresas que tinham a menor base salarial da região. Assim como a Sumidenso em Pouso Alegre e TRW em Lavras. Note que elas fazem parte da cadeia de fornecimento para a indústria automobilística, que infelizmente está indo ladeira abaixo. Engenheiros, médicos, enfermeiros, técnicos formados em Itajubá vão embora porque não temos como absorve-los. Nem mesmo o Sul de Minas. O excesso de mão de obra é que derruba os valores de salário.




Anônimo disse...

Nossa região paga muito mal.

Verdade, alias se vc viu o ultimo IN uma entrevista do filho do Rodrigo Marques, medico , formado aqui, esta trabalhando no vale do paraíba pois as condições por aqui são ridículas, assim vários outros; No Vale a diferença de salários é de 25 a 30 %, então quando vem estas empresas pra cá é simplesmente para ter uma mão de obra barata, mas o pessoal já se deu conta e esta buscando outras pragas, Itajubá meu camarada é pra mão de obra barata, costureira, pedreiro, etc, diferente de Santa Rita que transformou um agricultor em técnico e dá um show .
Aqui é pra dormitório e olha lá, emprego é fora, saúde é fora, não adianta.
Veja as entidades de classe, ridículas,preocupadas com ninharias, o sindicado da industria não faz nada, inclusive o presidente esta la ha anos , o mesmo, levando na flauta e fingindo que ta tudo bem, mantendo o que pode, a fiemg aqui é nada, diferente de poços, pouso alegre, santa rita que pelo menos tem presidente, tem ações, tem desenvolvimento, enquanto não elevar o nível vamos continuar nesta pobreza.
A itajuba que vc imagina já não existe mais, nem o transito eles consertam, não ha respeito.

Edson Riera disse...

Anônimo das 09:18 horas,

A atual Administração começou bem antes do acirramento da crise. Todo o projeto de governo foi feito em cima da pessoa do Eng. Primo, ex-Siemens. Profissional preparadíssimo para a iniciativa privada. Iria ter dificuldades com o setor público, mas avançaria. Por outras razões foi levado a deixar o governo. Caos total em determinadas e importantes áreas. Perdemos inúmeros investimentos industriais. Grande parte por inabilidade. Essas empresas estão espalhadas por aí. O governo municipal entrou em confronto burro com a Mahle (maior empresa da cidade), Vide Fundação Mahle/Santa Casa e aterro da várzea do Ribeirão Piranguçu, que colocou em risco a planta da empresa. Essa Administração tomou conhecimento da saída da PKC, pelos jornais da cidade.
As empresas de componentes para o setor automobilístico têm várias plantas em locais diversos do país. No caso de retração demorada do mercado, a saída óbvia é concentrar produção. Centralizam nas plantas onde são melhores tratados em termos de logística, produtividade, mão de obra, incentivos e compromissos firmados. Nesse momento, muita aproximação, negociação, capacidade de convencimento são necessários. Nesses quesitos, a terrinha se tornou um "zero". A mão de obra intensiva, que não exige muito preparo dos funcionários é importante.Meus filhos (2 médicos e 1 engenheiro) sempre trabalharam longe de Itajubá. Temo, e muito, por uma reação da Mahle. Seria difícil de absorver.

Zelador

Edson Riera disse...

Anônimo das 09:45 horas,

Cidade dormitório ? Estamos quase lá.

Qualquer mudança gera insegurança. A Administração atual sequer percebe que precisa corrigir o rumo. Acham que tudo vai muito bem. Como temos escrito, preferimos o risco. Na certa, um outro governo procurará ajuda e debaterá o assunto.

Zelador