segunda-feira, 1 de agosto de 2016

ITAJUBENSE OLÍMPICO


Francisco de Castro Gonçalves, o nosso Chiquinho, nascido na terrinha em 1941. Formado na nossa Escola em 1964. Junto com os seus seis irmãos, conhecidos como "Os Irmãos Castro" formavam a base do time do Itajubense Futebol Clube.
Chiquinho, o primeiro e único atleta olímpico de nossa Cidade. Deveria ter como companheiro o seu irmão Canhotinho, que somente não esteve junto em Roma, devido a uma séria contusão.
As vésperas de embarcar para a Itália, onde disputaria os Jogos Olímpicos de Roma, a Seleção Brasileira de Futebol, um timaço (na época chamada de amadores), passou por Itajubá em um final de semana e a guisa de treinamento jogou com a Seleção Itajubense de Futebol .
Com uma atuação excepcional do Chiquinho, Canhotinho e de seus companheiros, a Seleção Canarinho levou um chumbo sentido.
Na noite do mesmo domingo, o técnico da Seleção, o Sr. Vicente Feola (Campeão do Mundo em 58 com a seleção principal), de forma extraordinária, convocou os dois irmãos para fazer parte do selecionado.
Durante a semana seguinte, num treinamento no Rio de Janeiro, o Canhotinho sofreu uma violenta contusão no tornozelo e foi dispensado dada a impossibilidade de se recuperar em tempo.
Chiquinho foi e representou o Brasil e Itajubá condignamente nos Jogos Olímpicos. A única homenagem que recebeu, se não estou enganado, foi feita pelo Clube Itajubense, dando o seu nome a uma Praça esportiva.
Pobre terra sem memória que não reverencia os seus heróis.
Por mim a Rua Nova chamaria Av. Chiquinho Castro. E homenagens seriam, como disse Nelson Cavaquinho:
Que sejam em vida e de preferência em dinheiro (não é o caso do Chiquinho).
O Chiquinho, graças a Deus ainda está entre nós, mas o Canhoto com certeza está na seleção do Céu.

Viver é Perigoso

4 comentários:

JORNALOSULDEMINAS disse...

É, Zelador. Precisamos resgatar a história, toda ela, e tornar inesquecíveis todos e todas que brilharam em nossa terra. A hora está próxima. A memória será reativada. O tempo de escuridão aproxima-se do fim. Belo texto. Parabéns.
Santiago

Edson Riera disse...

Santiago,

Como disse o jornalista David Nasser, que trabalhava no Rio de Janeiro, sobre o aparente desprezo que São Paulo tinha por ele:

"As pequenas terras não amam os seus grandes homens"

Zelador

Anônimo disse...

Camarada,

Apenas para registrar, claro que não importa a ninguém mas eu pessoalmente acho ridiculo quando alguém diz; presidentA , BrasileirOs e BrasileiAs, TodOs e TodAs então é o fim da picada.
Mas, é modismo e ate tem nome " linguagem inclusiva".
Basicamente trata-se de uma bobagem populista, sucesso com os políticos, cultores por excelência de bobagens populistas, principalmente desta gente do pmdb , rede, petralhas e derivados, quem aguenta isso?
Bom dia!

Anônimo disse...

"As pequenas terras não amam os seus grandes homens"


Pois é, já não os temos mais por agora...a terrinha esta estéril, que pena que a safra anda ruim.