quarta-feira, 17 de agosto de 2016

GENTILEZA DISPENSÁVEL


Sim, é possível acontecer gentilezas dispensáveis. Aconteceu ontem quando entrei no Metrô na Estação Barra Funda.
Imediatamente, um jovem se levantou e me ofereceu o lugar. Senti-me agradecido.
Na Sé, tomei o Metrô para o Paraíso. De imediato uma mocinha de óculos insistiu para que eu sentasse no seu lugar. Mais de que agradecido, senti-me sensibilizado.
Na Estação Paraíso tomei o Metrô para a Estação Brigadeiro. Nem bem entrei no vagão, vejam bem, um rapaz descolado e tatuado, levantou-se de imediato e praticamente exigiu que eu ocupasse o seu assento.
No escritório, para onde me dirigi, um amigo reclamou da minha longa ausência. De passagem, comentei sobre a educação dos jovens paulistas.
Ele, observador como sempre, exclamou:
Cai na real Cara. Você está mesmo envelhecido. Até eu, que tenho a sua idade, lhe ofereceria o meu lugar.
Amigo é para essas coisas.

Viver é Perigoso 

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