quinta-feira, 19 de maio de 2016

CLÃS DA BOA VISTA


Dr. Antonio Rodrigues da Silva e Professora Geralda Cerávolo Rodrigues, da Rua D. Maria Carneiro, na Boa Vista, é claro.
Dr. Antonio, nascido na terrinha. Dona Geralda, itajubense de Muzambinho, neta de italiano e austríaca. Pais do Leonardo, Catarina, Heloísa, Sônia, Regina, Paulo e Marialva. Presenças marcantes e definitivas na história de Itajubá. Casaram-se em Muzambinho em 1936. Vieram para a Boa Vista em 1942.
Mulher extraordinária, professora. Olhos que sorriam. Doce severidade.
Foi minha diretora no Grupo Rafael Magalhães, onde era professora desde 1949. Dona Geralda aposentou-se em 1966. Amante da música.
Já moravam na Maria Carneiro, quando aconteceu a queda da ponte sobre o Rio Sapucaí em julho de 1954. 
Atuou para a criação das Escolas Jorge Boucherville, Carmo Cascardo, Wenceslau Braz, Antonio Salomon e Casemiro Osório. 
Família Cerávolo, culta, dedicada e participante ativa na Boa Vista e em Itajubá. 
Inesquecível o Dr. Antonio, Dona Geralda e filhos, circular pela cidade na charmosa fubica conversível, com o porta-malas funcionando como banco.
Os frequentadores do famosíssimo bar do Sr. Sylvio Pizzarro e da Dona Fanny, vizinhos do casarão Rodrigues Cerávolo, no cair das tardes, se calavam para ouvir os acordes musicais que vinham do piano e acordeão.
Os filhos do casal estão entre nós, exceto a Heloísa, que tomou o barco muito antes do combinado. Mãe do Ricardo e sogra da Simara Riera Brito.
Devemos muito.

Viver é Perigoso


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