segunda-feira, 25 de abril de 2016

PIPOCA, SÓ DA CASA !


No Supremo, disputando espaço com impeachment, lava-jato e outros perigos:
A Associação Brasileira das Empresas Exibidoras Cinematográficas Operadoras de Multiplex (Abraplex) ajuizou, no Supremo Tribunal Federal, Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 398), com pedido de liminar, a fim de que seja afirmada – no nível constitucional – a legitimidade da opção econômica dos cinemas de vedar o ingresso, nas salas de exibição, de bebidas e alimentos que não tenham sido adquiridos em suas bombonières.
O relator da ação é o ministro Edson Fachin.
Agora vai !

Viver é Perigoso

Um comentário:

marcos.caravalho disse...

Zélador, amigo:

Primeiro, um comentário.
Um país em que se coloca nas mãos de um juiz do STF uma ação para tratar de pipocas "só pode ser do pirú", se me permite o jurassismo.

Esses caras, responsáveis por tal "Associação" e pedido, deveriam ser expostos à visitação pública com um balde daqueles em que vendem pipoca hoje em dia nas cadeias distribuidoras atado ao pescoço e com a aquele cone (chapéu de burro) que víamos nas revistas do Bolinha na cabeça.

Segundamente, aproveitando a pipoca e falando de sérias amenidades:

"Amante a Domicílio", tradução brazuco-burrinha do original "Fading Gigilô".
Mais um pequeno grande filme.
Na praça, vejo hoje, desde 2013.

Bonito e delicado na medida certa para não açucarar a receita em excesso.
Escorrega macio por cerca de 1h30m e deixa no ar uma promessa de "vou ver de novo qualquer dia desses".

Woody Allen - dividindo o papel principal com John Turturro (ótimo, sempre).
Como sempre, também, fazendo o papel de Woody Allen: engraçado com contenção (sabe se segurar, quando preciso, veja motivo abaixo), fotografia/guarda-roupa perfeitos, chics.
Falas engraçadas na medida exata - nada excessivo ou tentando ser "original".
Ambientação irreparável (Brooklyn, o velho Brooklyn da comunidade judaica de NY. Dizem, hoje, à boca pequena, regiao "na moda", ,lugar "hipster" -> ahá!! por essa você não esperava...). História original, sem sombra do Voltaire do "nada se cria tudo se transforma..."
Falas woodyanas - geram um pequeno sorriso, jamais o riso solto.

Mulheres muito bonitas: Vanessa Paradis, Sharon Stone (ainda em formíssima!), Sofia Vergara, etc.

E, surprêsa das surprêsas: escrito e dirigido pelo Tuturro. O Allen é só ator na fita, veja você...
Vale conferir - Netflix.

NOTA: Que me lembre, essa é a segunda vez que Woody Allen faz papel de ator em um filme. A primeira, foi no ótimíssimo "Testa de Ferro por Acaso", idem tradução brazuco-burrinha para "The Front", dirigido pelo Martin Ritt, diretor dos grandes filmes do Paul Newmann. História meio sombria sobre as perseguições do macarthismo (com minúsculas, please...)à comundade do teatro e do cinema nos anos 1950. Também imperdível (o filme).
Pelo menos é o que me lembra agora meu disco de memória, já pedindo substituição há séculos.
Abraços holywoodianos, sem pipoca, ça va sans dire...