segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

TAPEM OS OUVIDOS


Voltamos. Depois de quatro dias vivendo 24 horas/dia com 2/3 dos netos no litoral norte, de volta para a terrinha. Gosto de olhar praias. Não gosto de ir, sentar e morcegar nas areias. 
Com as crianças é diferente.
Sem sinais da crise. Praias, restaurantes, hotéis e logicamente, estradas lotadas.
Impressionante a agressão aos ouvidos em todos os ambientes, inclusive nas praias. 
Proliferam ruídos tratados por funk, axés e sertanejos universitários.
Um deserto musical.
As crises, econômica e política, podem não ser reparadas, mas a crise musical é uma realidade.

Viver é Perigoso 

7 comentários:

Anônimo disse...

Zelador, falam tanto de Ubatuba e há alguns dias estive lá com minha família para dar uma conferida. Ao contrário daqueles que ficam em verdadeiros pombais, dividindo espaço com milhões de pessoas, fiquei em uma pousada até que bem legal (Costa Azul). Posso dizer o seguinte: experiência aterradora! Trânsito caótico, farofeiros aos milhares, restaurantes péssimos. Não se viu lixeiras nas ruas, placas de trânsito nem pensar. Dentre outras calamidades. Me senti em uma cidade na Indonésia, de tanta bagunça. Acrescentando-se o acesso horroroso à cidade, através de uma rodovia praticamente vertical e com curvas absurdas. Não via a hora de voltar para Itajubá. Para não dizer que não gostei de nada, cito como positivos apenas o Projeto Tamar e o Aquário. O resto ...

E ainda reclamam da nossa cidade. Vai entender...

Anônimo disse...

Anônimo das 07:37. Não tenho nada a acrescentar ao que vc escreveu.Temos ainda alguns lugares descentes por entre nossas montanhas.

marcos.caravalho disse...

Zé,
Praia, vá para qualquer uma acima do norte da Bahia, mais ou menos alí prá cima de Sauípe: sejam as pequenas, as escondidas ou as já descobertas por uns poucos e sortudos. Lá, ainda tem palmeiras onde canta o sabiá. A água do côco ainda não estourou a meta; às vezes encontra-se côco com preço abaixo do centro dessa meta...

As do litoral sul da Bahia, belíssimas, outrora agradabilíssimas e baratas, salvo as hoje raríssissíssímas exceções, já foram tomadas pela turma da grana (cash, nesses dias bicudos de lava-Jato), pousadas "upper-hiper hype"- helicóptero - chapéus panamá - maquiagem pesada no sol forte além de fotos fashion (êpa!!) na revista Caras e citações em colunas brechó-chics.
Ficaram insuportáveis.

Tenho esperança de que, um dia, essa turma toda, enjoando do brinquedo ou achando outro "point" (gostou??) voltem a liberá-las para nós, antigos frequentadores de lá.

Vá, leve a família toda, mostre que o caminho futuro para seus netos ainda o há...

Abraços salino-arenosos

Edson Riera disse...

Anônimo das 13:18 e 07:37 horas,

Encontrei um amigo hoje na terrinha que disse sobre Ubatuba: É a 25 de março do litoral brasileiro.

Zelador

Anônimo disse...

Os novos ricos de Itajubá em visita a Ubatuba e região não perdem os costumes provinciais: havaianas com o pé branco, bermudas de calças jeans cortadas, frango no isopor, a sogra e adjacências. Praia Grande, sol, areia e camarão frito. Esta mistura não dá certo, vai virar a 25 de março. Não vou falar de trilha sonora, ok ?

Agora se tiverem um pouquinho de trabalho e visitarem as prais e locais menos "badalados" no norte de Ubatuba a coisa muda e muito. Mar, sol, boa comida e tranquilidade. Chegue antes e saia depois de turba, nem movimento na serra você vai encontrar.

Ubatuba é o paraíso, mas também pode ser o inferno e só depende de você e sua turma.

Edson Riera disse...

Marquinhos,

A melhor praia que frequentei (e muito ) foi a outrora paradisíaca "Filippe Pizzuto Beach". No límpido e manso Rio Sapucaí, na Boa Vista, é claro. Areias brancas e finas. Salgueiros e nos extremos, um pouco de capituva. Do lado oposto (margem oposta), o profundo e insinuante Poço da Popóta, frequentado pelos alienígenas do Bairro da Avenida.
Praia frequentada por pouquíssimo "capitães" que preferiam flutuar pelo canal do rio.
Outros tempos.

Zelador

Edson Riera disse...

Anônimo das 15:07 horas,

Realmente observado. Falta cor para os itajubenses. Ah! estão um pouquinho fora do peso. Registre-se: Os "isopor" são último modelo.

Zelador