quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

SOB A LUZ DE VELAS



A diferença entre uma crítica construtiva e uma destrutiva é simples: a primeira é a que se faz; a segunda, a que se recebe.

Frank Walsh

MOÇA BONITA


DEU NO ITAJUBÁ NOTICIAS

Comprei e li hoje o jornal Itajubá Notícias. Muito interessante. Ao publicar as posições do Executivo, em especial as palavras do Prefeito, o jornal do Rodrigo Marques, para os bons (ou seriam maus ?) entendedores, se mostra um crítico mordaz. Senão Vejamos:

1 - A manchete do jornal diz que o Prefeito garantiu em Audiência Pública que o contrato com a Copasa será revisado.

Blog: Não sei o que querem revisar. Se for para aumentar o valor das contas será melhor deixar do jeito que está. Se não tocaram no assunto nos dois primeiros anos de governo, quando a Copasa estava sob as asas do guru-mor Deputado Bilaquinho, irão mexer agora com o PT na direção ?  Os valentes vereadores assessores do Prefeito buscam colocar a culpa no Deputado Ulysses. Ah ! fizeram uma comissão para tratar do assunto. Agora vai !

2 - Na página 3, com destaque,  o acolhimento pelo Ministério Público da denúncia feita pelo Advogado e importante cidadão, Marcelo Krauss Rezende, sobre a licitação das obras de revitalização do centro.  

Blog: 
Marcelo Krauss Rezende, alertou o Ministério Público, como deveria fazer todo o cidadão que visse esquisitices nas licitações públicas. Obrigação da Câmara Municipal, cuja  base aliada do Prefeito "não está nem aí".
Sobre a licitação das obras de revitalização do centro, a esquisitice está na definição da licitação antes do projeto ser aprovado ou feito. Coisas do além. 
Descontrolou-se o Prefeito ao dizer, "que esse rapaz (Krauss) está totalmente equivocado, com requintes de maldade e até de inveja. Eu não dou ouvidos para energias negativas de meia dúzia de pessoas de Itajubá".
Questão fácil de resolver. É só explicar direitinho o que aconteceu. Não é favor. É obrigação. 

3 - Moradores dos residenciais Eldorado e Bela Vista reclamam de abandono da prefeitura. 

Blog : Aplicação da máxima dos Manuais de Redação dos jornais: "A reportagem do IN entrou em contato com a Secretaria de Obras (?), mas até o fechamento desta edição não deram retorno.

4 - Chuva alaga parte do novo calçadão em Itajubá. Os comerciantes reclamam. A Sanesul (construtora tira o seu da reta). E Secretaria de Obras estaria elaborando um novo projeto de adequação para que o alagamento não ocorra mais (o original ainda não foi inaugurado). 

Blog: Brilhante ! "A Secretaria de Obras foi procurada pela reportagem do IN, porém, até o fechamento desta edição, não se manifestou sobre o assunto. Sei não, mas tudo leva a crer que o Secretário de Obras caiu em desgraça.

5 - Implantação da Zona Azul x Reforma da Praça

Blog: Deixa prá lá.

Conclusão: Edição imperdível do IN. Corra e compre o seu exemplar nas bancas. Conheço o pessoal do Jornal e a não presença de nenhum quadradinho sequer de anúncios da Prefeitura, não tem nada a ver. 

Viver é Perigoso


  

OS MARRETEIROS


O povo brasileiro andou assistindo por esses dias um festival de marretagens. Fuga para a Espanha, com Habeas Corpus e 50 paus por mês em troca de silêncio. Três votos na Comissão de Ética pelo engavetamento do processo de impeachment. 45 milhões para a colocação de um "jabuti" numa Medida Provisória. A exploração de uma plataforma petrolífera pelo pagamento das dívidas de um partido político.

Lembrei-me imediatamente dos "marreteiros" da terrinha, que trabalhavam com produtos próprios e de recomendada procedência.

Como não tinham sede ou algo assim (hoje fundariam uma ong), os marreteiros da cidade se reuniam, diariamente, à partir as 19:00 horas, debaixo da marquise do Bazar Fukaiama, mais conhecido como a loja do japonês.
Na Boa Vista, é claro. No cruzamento da Maria Carneiro com a Miguel Braga (êpa).
Para os que estão chegando agora, "marreteiros" eram os cidadãos viciados na arte de trocar objetos e "outras cositas mas". No popular, breganhar.
Após o início da sessão do Cine Paratodos, que iniciava às 19:30 horas, o pregão breganhista fervia. Razão: Os sapos palpiteiros entravam no cinema e deixavam o palco para os profissionais.
Altíssimo nível na arte de menosprezar os bens dos outros e megavalorizar os seus.
"Di menor" não entrava.
Explico: certa vez um moleque trocou o seu relógio por um isqueiro Ronson. No outro dia o pai foi, ao local, acompanhado pelo Cabo Tiãozinho, desfazer o negócio.
Quando o filme era proibido para maiores de 14 anos, eu costumava ficar assistindo o pregão. Pessoal manhoso. Fingiam que não se interessavam e seguiam negaceando, até a proposta final.
Assisti emocionado a troca de uma charrete, com égua e arreio, ser trocada por uma bicicleta Humber.
Presença marcante era a da Dona Izabel. Mulher forte e se preciso fosse, resolveria uma eventual pendenga no braço.
Boa de negócio. Só prejudicada pelo vício. Claro, breganhar pode se tornar um vício. Era o caso dela.
Certa noite trocou um belo conjunto de beleza facial Coty, com pó de arroz, esponjinha e loção, com certeza ganho nos "dia das mães", por um belo e útil canivete suíço. Um negocião.
Esclarecendo: Os marreteiros jamais diziam a palavra "troquei". Diziam: "Apanhei".
Diziam os fofoqueiros da Boa Vista (tinha um ou outro vindo de fora), que durante o dia, a Dona Izabel, em treinamento, trocava um objeto de um bolso esquerdo do avental, com outro colocado no bolso direito. Negociação demorada e difícil.
É a vida.  

Viver é Perigoso  

O DISCURSO !


RADIODIFUSÃO DEMOCRÁTICA



"A radiodifusão não pode ser um instrumento de poder político e econômico - o que contraria os ideais republicanos. A falta de espírito público do radiodifusor-político leva o radiojornalismo a uma crise ética de graves consequências: surge o risco de a verdade e a mentira serem constantemente confundidas pelos ouvintes."

Francisco Paes de Barros - Estado de São Paulo

REAÇÃO DOS BRASILEIROS



Nem felizes e nem infelizes. Só envergonhados.

Clarin da Boa Vista

O CARA DE PAU