sexta-feira, 13 de novembro de 2015

NADA PARA FALAR


Sexta-feira 13 para não se esquecer. Absurdo em Paris.

Viver é Perigoso

NENHUMA DÚVIDA


Lewandowski passa uns tempos calado e consegue deixar os incautos em dúvida. Basta abrir a boca e eliminá-la. Está a serviço do PT.

Clarin da Boa Vista

MEIO AMBIENTE


O meio ambiente faz mal para prefeitos. O camarada é eleito prefeito de uma pacata cidade do interior. Passa os dois meses após a eleição fugindo de meio mundo e dando uma de migué. São muitos querendo uma boquinha e o número de vagas limitado.
O lema do seu partido sempre foi "ingratidão, jamais".
Na montagem do governo consegue com muito custo assegurar a participação de uns três bons profissionais, que relutam em aceitar por uma razão simples: ganham melhor na iniciativa privada. Outros tantos vêm para o governo, ou porque ajudam muito nas eleições, ou são amigos de longa data, ou são candidatos a vereador derrotados nas eleições. Têm boa formação profissional em áreas distintas, mas sabe-se lá porque cargas dágua vão parar em áreas da qual não sabem nada. Terão que aprender tentando e errando.  
A grande maioria não sabe nada mesmo. Mas é, pelo menos, temporariamente leal.
No segundo e terceiro escalão é um salve-se quem puder.
Somam acima de uma centena.
Assim se compõe o meio ambiente vivido pelo prefeito.
Aqueles primeiros três bons nomeados, ainda ensaiam uma ou outra tênue critica, a uma medida ou a alguma decisão intempestiva do chefe.
Outros jamais. O pelotão maior bajula sem dó ou piedade. Fofocam e trazem notícias ruins.
Arautos da desgraça e alto-falantes de bens inexistentes.
Aumentam e apimentam comentários de possíveis adversários e conspiram acerca dos próprios colegas.
O prefeito sai do convívio com a família, onde só recebe elogios. Começa o dia com a equipe, reuniões e mais reuniões, onde fuça no celular quase o tempo todo. Almoça, toma café, ouvindo vivas, conselhos errados ao pé do ouvido, pedidos, puxação de saco e conversa fiada.
Um dia assim, tudo bem. Sobrevive-se.
Quatro anos ? Um alívio quando surge uma viagem a Belo Horizonte ou Brasília. Sabe que não vai dar em nada, mas só de tirar "ferias" da colmeia já é um bom negócio.
Para um político empolgado, respirar aquele ar e ouvir sempre as mesmas músicas (de péssimo gosto) faz um tremendo mal.
Muda sua cabeça. Começa a ver inimigos por todos os lados, fora de sua cidadela. Habitua-se a ouvir elogios.
E a Sonhar com torres de Babel, Torre Eifel, Jardins da Babilônia e Muralhas da China.
Alguns poucos se enojam do ambiente. Cumprem o mandato com sacrifício e não querem saber nunca mais do negócio.
Um antigo prefeito, faltando ainda seis meses para término do mandato, mandou tudo a pqp e não voltou mais. Nem para passar a faixa para o seu sucessor.
Outros, vão levando, utilizando de uma estratégia que custa muito treinamento: Que é prestar atenção sem ouvir. Mais ou menos como, em situações de fedentina, respirar só pela boca.
Pior de tudo. Não percebem a presença no time de um ou outro espertinho tirando vantagens pessoais.
Daí surgiu a famosa expressão lulista, "eu não sabia de nada".
Como substituir um elemento que não lhe agrada mais ? Só uma saída: Fritando-o.
Mais ou menos como estão fazendo com o Ministro Levy.
Tem saída para isso ? Tem cura ?
Sai caro.
É preciso de humildade e não ter o rabo preso.

Viver é Perigoso