sexta-feira, 11 de setembro de 2015

SOB A LUZ DE VELAS



O bom político, geralmente, é mau amigo e mau parente.

Ulisses Guimarães

MURO DAS LAMENTAÇÕES


 - O que aconteceu na Audiência Pública ? Alguma coisa grave ? Deve ter acontecido algo sério para terem vindo a essa hora interrompendo a minha torcida pelo São Paulo. Por que estão tão murchos ? 
 
- Chefe, desculpe virmos incomoda-lo, mas deu muita gente na Audiência Pública. Não nos deixaram falar e ainda por cima, socaram vaias em cima da gente.
 
- Calma, calma. Bem feito para vocês que marcaram esse troço. Não tem nada que dar cartaz para esses manés.
 
- Achamos que não iria ninguém. Marcamos o horário e desmarcamos duas vezes para confundir. É dia de clássicos no brasileirão. A Medicina fica longe. A gente nunca imaginou isso.
 
- Vamos lá resolver isso: Eles querem 10 no lugar de 17 e redução de custos ? Vão ficar querendo. Quem estava lá ?
 
- O Remy, a Leandra, o Zezinho Riera, o Garnet, o Waki, a Collares, o Celem, o Wander Machado, o Mafra, a Celinha Rennó...
 
- Parem: O Mafra e a Celinha são da imprensa. Estavam lá a trabalho. Quanto aos outros, eu pergunto para vocês: Eles têm votos?
 
- Bom...o Zezinho e a Leandra já tiveram...
 
- Disseram bem: Tiveram. E mais, nem filiados a algum partido estão. São zumbis da política. Entendam: Esteve lá um bando de trouxas, que certamente escutaram o hino nacional e viram bandeiras brasileiras tremulando no último 7 de setembro e já ficaram todos entusiasmados e querendo meter o nariz onde não devem.
 
- Mas Chefe, muita gente fez discurso e deixaram a gente acuada.
 
- São amadores. Ou melhor, juvenis. Daqui a pouco esquecem disso. Não são políticos e não têm votos. Isso é o que importa. Ânimo rapaziada. Já definimos o número em 17 e pronto. Façam o seguinte: Apareçam na Rádio Itajubá amanhã cedo e coloquem a boca no trombone, dizendo que faltou democracia, etc, etc. Encham linguiça, o que sabem fazer muito bem.
 
- Boa noite Chefe. Se o Senhor espirrar de madrugada, saúde.
 
Viver é Perigoso
  

RETRATO DE GOVERNO


VINGANÇA



Argentina manda frente fria, Brasil reage enviando Lula

Clarin da Boa Vista

ATUANDO FORA DE CASA


Os vereadores Rui e Joel passaram o dia se lamentando. Segundo eles, o público presente na histórica Audiência Pública que discutiu o número de vereadores, não permitiu que eles tentassem justificar a preferência pela aumento da quantidade de edis.
Foi até curioso.
Após as mensagens proferidas pelos inscritos (todas contra o aumento), a plateia (gostosamente) passou a clamar pelos nomes dos vereadores presentes. 
Subiu ao púlpito o Joel. Mesmo portando um estranho ar desafiante, sucumbiu diante das vaias. Ainda tentou recomeçar por duas vezes. Não deu. Chiando, abandonou o palco.
Gritaram pelo Rui. Mesmo acontecimento.
Destaque: Ambos armados de grossas e desarrumadas pastas que deixavam escapar papeluchos pelas bordas. Lembretes, anotações ou documentos para impressionar incautos 
Aparentemente, chegara a hora da desforra dos eleitores.
Pediram pelo Valdomiro, que estava compondo a mesa. Corajosamente, aos trancos e barrancos, o Vereador conseguiu dar o seu recado.
Foi até aplaudido ao afirmar que pensaria mais no assunto, que para o público presente soou como uma possibilidade de reversão do quadro.
Debalde, pediram a palavra do Vereador Sebastião Silvestre, também participante da mesa. O experiente Pastor Silvestre, calou-se. Afinal, dizer o que ?
O Vereador Robson, que presidia a sessão, tentou dar uma estratégica enrolada falando genericamente sobre redução de custos e dos seus feitos pessoais na Câmara. Mais vaias.
Desta forma, chegou-se ao "The End" .
Conclusão: Acostumados a jogar em auditório acanhado, como o da Câmara Municipal, com as poucas cadeiras sempre ocupadas pelo batalhão de assessores e por homenageados e seus familiares, o público questionador, ou as zelites, como dizem, ficam tolhidas, inclusive, pelas regras do limitador Regimento Interno.
Jogam em casa e deitam e rolam. Chapéus, embaixadas e muitas caneladas.
No amplo e lotado Auditório da Faculdade de Medicina estranharam a presença de um elemento que já conheceram um dia:
O povo.

Viver é Perigoso   

ESTAVA NA CARA !