segunda-feira, 3 de agosto de 2015

SOB A LUZ DE VELAS

Atenção, multinacionais, tetas estatais, grandes empresas particulares, banqueiros de bicho e pessoas influentes de modo geral; repito pela milésima vez, que sou homem tediosamente honesto. Mas, dado o momento econômico em que se encontra o país, e a instigante posição ética adotada pelo sistema como um todo, estou sinceramente disposto a rever a minha posição.
Millôr

Viver é Perigoso

CANTINHO DA SALA

Armin Boehm

PARCERIA PÚBLICO - PRIVADA


Deu na Folha:

"Sem recursos próprios para viabilizar a infraestrutura de um novo parque industrial na cidade, a Prefeitura de Itajubá (MG) vai buscar um parceiro privado para o projeto.
O complexo ocupará uma área de 220 mil m2 que pertence ao município, distante 450 km de Belo Horizonte.
A prefeitura ainda não fechou o valor que o investidor deverá aportar na obra, que incluirá toda a estrutura, como asfalto, redes de água, esgoto, energia e telecomunicações. A área poderá receber cerca de 70 indústrias.
Como remuneração pelo investimento, o vencedor do contrato ficará com parte dos lotes do empreendimento.
"É um espaço necessário para que o município possa continuar a receber empresas, pois o atual distrito industrial já está todo ocupado", diz Maria Sircia de Sousa, diretora de Indústria e Comércio do governo local.
Entre as companhias que mantêm unidades hoje na cidade estão a Helibras, fabricante de helicópteros controlada pela Airbus, e a multinacional Mahle, de autopeças.
O edital da parceria público-privada deverá ser lançado em um mês.
Outro projeto em andamento no município é o da construção de um parque tecnológico em parceria com o governo de Minas e a Universidade Federal de Itajubá.
Esse empreendimento, no entanto, ainda está em fase de modelagem"

Folha

Blog: Poderá ser uma saída. Lembro-me do ex-secretário Adilson Primo ter mencionado essa possibilidade. Penso ser otimista a previsão do lançamento do edital em um mês. É só ler o interessante "Manual de Operações do Programa Estadual de Parcerias Público-privadas de Minas Gerais."
Os procedimentos exigidos para formação de uma PPP são complicados. E mais, caso não esteja enganado, os contratos de parceria público-privada não podem ser de valor inferior a R$ 20 milhões.
Ah! e jogadas ensaiadas, nem pensar.

Viver é Perigoso

PROFESSOR RUI

O Vereador e Professor Rui publicou em sua página no Facebook:

"Em primeiro lugar quero parabenizar a importante participação da sociedade através das entidades e das pessoas que entraram neste importante debate de grande importância para nossa cidade. Parabéns por expor suas posições, isto é que fortalece cada vez mais nossa jovem democracia.
Agora quero fazer algumas considerações, expor nosso ponto de vista sobre esta questão. Em primeiro lugar quero relativizar o produto desta pesquisa, coloca-la no seu devido lugar, sem menosprezar o trabalho feito, mas também, sem dar o efeito devastador que alguns querem dar, querem criar um valor excessivo que de fato ela não tem. Explico, no meio dos jornalistas existe uma frase para se referir as pesquisas em geral e em especial, as pesquisas de opinião – “pesquisa é como biquíni, mostra tudo, mas não mostra o essencial”. Desculpe a grosseria de citar esta frase, mas, o essencial nesta pesquisa é que não se falou nas condições que ela foi feita. Não falo do rigor cientifico, este me parece bem considerado, falo do ambiente em que foi feito a pesquisa.
No Brasil, quem tem mais de quarenta anos deve lembrar-se da consulta popular que o Governo brasileiro fez sobre o Sistema de Governo. O famoso plebiscito consultava a população sobre o sistema de governo que deveríamos adotar, continuar com o presidencialismo, adotar o parlamentarismo ou até mesmo a monarquia. Neste processo tivemos no mínimo seis meses de forte campanha de esclarecimento, para que a população tivesse noção da importância de seu voto naquele momento.
No caso do aumento do numero de vereadores foi sendo construído um ambiente bastante negativo por uma parcela da imprensa local e por alguns políticos oportunistas querendo pousar de “bons políticos”. Uma campanha diária que impediu até o debate em torno da ideia. Esta campanha teve e tem acolhida num ambiente de ódio e de criminalização da necessidade de fazer política. Algumas pessoas, expertamente, dividem a humanidade e por consequência os políticos em mocinhos e bandidos. Neste caso ficou evidente que quem se posiciona a favor de aumentar o numero de vereadores é chamado de oportunista, politiqueiro e colocado imediatamente na turma dos bandidos.
Correndo o risco de ser colocado ao lado dos bandidos quero reafirmar que o aumento do numero de vereadores é uma ideia boa. Cada cidadão, cada entidade aqui presente tem seus interesses. O cidadão mais humilde tem o interesse de que a saúde e o ensino publico tenha qualidade. Tenho absoluta certeza de que se a CIMEI ou o CDL fizerem uma pesquisa entre seus filiados iram verificar que a preocupação maior é com a política industrial que esta fechando empresas ou a queda no consumo das lojas. Estes são os interesses reais do comercio e da indústria.
Portanto meus amigos, cada cidadão, cada entidade tem seus interesses, que são legítimos. No mundo civilizado é através da política que temos a oportunidade de conciliar este universo enorme de interesses. Quando digo que aumentar o numero de vereadores estou pensando em propiciar que maiores segmentos da sociedade venham para esta casa com força política para tratar de seus interesses. Quero que esta Casa Política tenha mulheres cuidando de seus interesses, mais trabalhadores, mais comerciantes, deficientes físicos, idosos e muitos segmentos que hoje não tem voz na sociedade.
Alguns expertinhos querem dominar a política sozinhos, se possível ficar dois ou três pessoas tomando decisões por milhares. Não devemos criminalizar o debate, a política é fundamental para uma sociedade mais justa. Quanto mais pessoas participando desta Casa melhor serão as soluções de política publica para Itajubá.
Obviamente não devemos ser irresponsáveis, claro que tudo tem limites, limite orçamentários, devemos ter responsabilidade com os recursos publico. Minha preferência pessoal desde o inicio, a bem da verdade, sempre foi de aumentarmos para quinze vereadores – Quero deixar bem claro que proponho o aumento sem aumentar gastos, se for o caso, devemos até diminuir salário para comportamos maior representatividade da sociedade.
Ainda sobre a pesquisa, certamente ela faz parte desta campanha de criminalização do debate. Expertamente os promotores usam o santo nome da UNIFEI em vão para dar um verniz de credibilidade à pesquisa. Eu particularmente duvido que o Conselho Universitário da UNIFEI foi consultado para chancelar essa pesquisa. No mais vamos vivendo e aprendendo a construir nossa democracia."

Comentário do Zelador:
Rui, foi bom o seu posicionamento público sobre o assunto. Não concordo com a sua opinião sobre a pesquisa. Faça idêntica com Ibope ou Datafolha e o resultado deverá ser parecido. Sempre, e você sabe, defendi 15 vereadores, como foi durante muito tempo. Como todos os vereadores têm outro trabalho, sou pelo estabelecimento de um salário simbólico. Valorizaria demais os eleitos se dedicando a um serviço voluntário. Mas a solução, e parece que está sendo encaminhada pelo Congresso, seria o fim da reeleição. Liberaria os vereadores de fazerem campanha durante o mandato. 
Irei publicar o seu escrito no "viver é perigoso". Abraço.

Viver é Perigoso

DILMA FAZENDO ESCOLA


RECOLHAM O ELEMENTO