quarta-feira, 15 de julho de 2015

SOB A LUZ DE VELAS


Preciso sobreviver, você me entende ?

Pasquim

O QUE É ISSO COMPANHEIRO ?

 
Dá para perceber uma tênue alteração de rota no jornal aniversariante (12 anos) Itajubá Notícias. Foi premiado na semana passada com informações diretas de Belo Horizonte sobre a retomada de obras estaduais na cidade e na edição desta semana trás na sua já famosa página 7, entrevista com o Deputado Ulysses Gomes.
Isso não é ruim. Pode ser até bom.
Só não dá para engulir a posição do nosso Deputado sobre as denúncias comprovadas de corrupção que assolam a administração petista. Já correm na praça, dadas pelos petistas  antenados, desculpas menos esfarrapadas.
O que é isso Companheiro Ulysses ? Segundo ele:

"É claro que compartilho da mesma indignação de todos os brasileiros diante das denúncias que temos visto. No entanto, é importante saber exatamente e com profundidade o que está por trás de cada fato, muitas da vezes, a falta de informação ou mesmo um fato mal explicado leva  a população a uma compreensão equivocada dos fatos. A corrupção, por exemplo, que sempre existiu desde o nosso descobrimento, já deixou ir pelo ralo muito dinheiro público. Mas, até então, não víamos isso. As coisas aconteciam nos bastidores e ficavam por isso mesmo. Hoje não, somos vigilantes, punimos e prevenimos a corrupção como nunca antes. Talvez por isso tenhamos a impressão de que ela é maior que antes. Não posso garantir isso. Garanto que hoje ela é desmascarada, colocada à luz de todos os brasileiros, doa a quem doer.
Esse é o passo fundamental para combatê-la e identificá-la. Antes isso não era possível e ela ia corroendo o Estado sem que ninguém visse. E quem está no governo neste momento enfrenta o desafio de combater e punir na mesma velocidade em que ela está sendo descoberta e descortinada."
 
Viver é Perigoso

BENGALADAS


O começo do fim.

"No dia 29 de novembro de 2005, na véspera de sua cassação como Deputado Federal, José Dirceu deixava o plenário da Câmara quando foi atacado, com duas bengaladas pelo escritor de livros infanto-juvenis Yves Hublet, de 67 anos, que visitava o Congresso.
Enquanto atacava, Hublet gritava "Fristón ! Fristón !, em referência a um personagem de Dom Quixote, de Miguel Cervantes.
Em uma passagem do livro, Quixote diz que seu inimigo Fristón, um mago, "não poderá evitar aquilo que pelos céus está ordenado". Quixote o culpa pela transformação dos gigantes que tenta atacar em moinhos de vento. Fristón, na interpretação de especialistas em Cervantes, é um encantador que transforma o mundo de acordo com os seus interesses.
Detido por duas horas pela Polícia Legislativa, Hublet disse que teve um "ímpeto de revolta" ao ver Dirceu e que o ataque não fora premeditado." - Otávio Cabral no livro Dirceu.

Blog: Como todos sabem, Zé Dirceu, condenado pelo mensalão, cumpre prisão domiciliar. São tantas as evidências de seu envolvimento no chamado petrolão, que não terá como escapar de uma nova prisão. Outros menos envolvidos já se encontram recolhidos em Curitiba.
Imagino que a situação do Zé Dirceu é a pior dos mundos. Por ter passado uma boa temporada na Papuda sabe como os dias são longos na prisão.
A ameaça diária de ter decretada a sua prisão, o ruído de sirenes, o barulho de helicópteros, a imprensa rondando sua casa, segundos comentários, o têm levado ao desespero. 
O pior de tudo deve ser a constatação do abandono de seus companheiros.
Creio que trocaria tudo por mais 10 anos vivendo com identidade falsa, como dono de boutique, no interior do Paraná.
É um candidato sério a solicitar delação premiada. 
É a vida...

Viver é Perigoso

PRIMEIRO CUIDAM DOS SEUS

 
Os deputados da Assembleia Mineira, aprovaram uma resolução que lhes permite reajustar os salários dos gabinetes, aumentando em R$ 12.220,40 a cota máxima da verba de contratações por parlamentar. Em vez dos atuais R$ 84.015,25 permitidos hoje, eles passam a ter direito a R$ 96.235,65 para gastar com funcionários que atuem na sede do Legislativo ou em suas bases. O adicional vai custar por mês R$ 940.970,80.
A regra foi aprovada na noite de sexta-feira por 48 votos a um. Os salários vão de R$ 863,74 a R$ 12.161,56, com jornadas de quatro ou oito horas. 
 
Blog: Sabem como é...inflação, eleições municipais chegando, muito trabalho pela frente.
 
É a vida.
 
Viver é Perigoso
 
 

DÚVIDA CRUEL


ESTAMOS LASCADOS

 
Aqui de longe na terrinha matutando sobre a Operação Politéia que "pegou de jeito", entre outros menos votados, o Senador e ex-presidente Collor.
As medidas decorrem de representações da PF e do Ministério Público Federal nas investigações da Lava Jato que tramitam no Supremo. 
Também foi autorizada, pelos ministros Teori Zawascki, Celso de Mello, e Ricardo Lewandowski.
Aí que a porca torce o rabo.
Não se esqueçam que o Ministro Lewandowski reuniu-se com a Dilma Rousseff, estranhamente, na semana passada, em Portugal, mais precisamente no Porto.
Devem ter traçado um belo bacalhau acompanhado de um Vilarinho Palácio da Brejoeira. O bacalhau devia ter espinhas.
A Polícia Federal deve ter em mãos provas inquestionáveis do envolvimento do Senadores Collor, Renan e outros no Petrolão.
Convém recordar como o Renan anda enxuriçando a vida da Dilma no Senado.
Levaram o assunto para o Janot que, por sua vez, encaminhou de bandeja para o Lewandowski.
Deu no que deu. Uma chance para tirar a Dilma e o PT do foco.
Reparem: a mídia quase esqueceu da Presidenta no dia de hoje.
O Collor nas cordas envolveu o Renan. Juntos, sairam dando tiros no Janot e na Polícia Federal.
Macacos velhos sabem que nada foi feito sem o conhecimento antecipado do Planalto.
Não percam os próximos capítulos.
Nós, somos os lascados. 
 
ER

TOGAS ESVOAÇANTES

 
Era outra época, claro. O desembargador paulista Sílvio Barbosa devolvia todos os presentes que recebia, fosse qual fosse o valor, fosse qual fosse o motivo; não aceitava carona nem quando ia a pé para o Fórum e pegava uma chuva. Não ficava bem um juiz receber favores de alguém a quem poderia eventualmente ter de julgar. E é outro país, claro. Nunca ninguém ouviu dizer que o presidente da Suprema Corte americana, John Roberts, tenha conversado informalmente com o presidente da República, o presidente do Congresso, empresários ou advogados.

Tudo mudou: o presidente do Supremo se encontra com a presidente da República em Portugal (e só não foi em segredo por incompetência). O ex-presidente do Supremo se reúne com o presidente da Câmara e conversam sobre o impeachment da presidente da República. Tudo tão mal feito que esqueceram de combinar o que diriam: Eduardo Cunha garantiu que o afastamento de Dilma não entrou na conversa, Gilmar Mendes disse que o tema entrou lateralmente.

Nem o juiz Sérgio Moro se privou de opinar sobre concorrências públicas: queria afastar empresas que ainda estão sendo investigadas, em casos que sequer foram julgados.

E pensar que houve tempos em que juiz só falava nos autos!

Brickmann