sexta-feira, 3 de julho de 2015

5 ESTRELAS !


EU PRECISO SOBREVIVER, ENTENDE ?

 
No Brasil do final dos anos 60 e início dos 70, o jornal Pasquim, contestador de estruturas, criou o slogan exato para quem seguiu a ditadura:
"Eu preciso sobreviver, entende?"
Questionado pelos poucos amigos que lhe restaram, um vereador que se transformou num defensor apaixonado pelas causas do prefeito, justificou:
- Eu preciso sobreviver, entende ?
Uma jovem jornalista, conhecedora dos meandros, dona de grande facilidade de se expressar, argumentou sobre o seu silêncio:
- Eu preciso sobreviver, entende ?
Um comerciante de sucesso, ativo junto aos seus companheiros de entidade, disse sobre a sua quase alienação sobre as coisas públicas:
- Eu preciso sobreviver, entende ?
Uma competente e correta Senhora, indagada sobre qual a razão que a levava a permanecer na sua agremiação esfacelada por denúncias de todos os tipos, declarava:
- Eu preciso sobreviver, entende ?
Um irrepreensível engenheiro, perguntado quais os motivos que o levavam a cumprir ordens tão esdrúxulas do chefe, murmurava:
- Eu preciso sobreviver, entende ?
Um empresário da mídia, sobre o seu posicionamento "em cima do muro",  quase cochichando, dizia para seus pares:
- Eu preciso sobreviver, entende ?
Perguntado sobre a razão de não se identificar quando dos seus equilibrados comentários no blog, o comentarista abalizado explicou:
- Eu tenho que sobreviver, entende ?
 
Sinceramente, mas que preço alto !
 
É a vida...
 
Viver é Perigoso  
 

CANTINHO DA SALA

Wassily Kandinsky - 1913

CLARIN DA BOA VISTA - SOCIAL

 
Como dizem na Boa Vista, eles "interam" hoje 40 anos de casados e caso não esteja enganado, 45 anos anos juntos. Claro, 5 anos de namoro à espera de condições para juntar os panos.
Conheci o Aldo pelo menos uns 10 anos antes da Angela conhece-lo. Sempre digo que foi um milagre acontecido na terrinha no início dos anos 70.
Uma mocinha linda de Belo Horizonte, de passeio na terrinha, se encantar pelo sujeito mas burramente sincero que conheci.
Fomos colegas no Ginásio. A sua indefectível e intirável jaqueta com gola de pele de algum animal. Nylon não era. Ainda não era usual nas confecções.
Daí o seu apelido "esquimó". Chamava atenção dos transeuntes da Praça Theodomiro Santiago aquele garoto gordinho e corado, encarando um sorvete de quatro bolas do Sr. Edgar, no verão brabo, trajando a jaqueta ( posteriormente tombada pelo patrimônio histórico de Delfim Moreira).
Um criador de casos nato, apaixonado por causas perdidas, amante de boleros e dos Beatles e uma linda moça de doçura impar.
Como boi feio dá bezerros bonitos, filhos de dar orgulho. Família admirada.
Grandes amigos.

ER