quinta-feira, 28 de maio de 2015

BRAZIL !

 
Como país, acho que o Brasil não tem saída - não é trágico como o México, não; é apenas letárgico, egoísta, autocomplacente, meio maluco. O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Não há princípio que não seja desmentido, nem instituição que não seja escarnecida. Já não se crê na honestidade dos homens públicos. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. Os serviços públicos abandonados a uma rotina dormente. O desprezo pelas ideias aumenta a cada dia. A ignorância pesa sobre o povo como um nevoeiro. A intriga política alastra-se por sobre a violência e a sonolência enfastiada do país. Não é uma existência; é uma expiação.

Elizabeth Bishop - Poetiza americana que viveu no Brasil

ER

EVOLUÇÃO

 
A terrinha é seletiva. Como se pudesse, existem os pessimistas municipais, os estaduais e os federais. O pessoal no poder é otimista municipal. No âmbito estadual são meio a meio (por enquanto). No federal são pessimistas no úrtimo.
 
Deu no Estadão de hoje:
 
"Há muito tempo o brasileiro não andava tão sem perspectiva. Não é força de expressão. Pesquisa inédita do Ibope mostra que faz 22 anos que o otimismo não ficava tão por baixo quanto hoje: 48% se dizem pessimistas ou muito pessimistas em relação ao futuro do País, enquanto só 21% se declaram otimistas ou muito otimistas. O resto não está lá nem cá, ou não sabe responder."
 
Viver é Perigoso

REDE GLOBO

 
Flávio Antonio Vieira Fernandes, simplesmente Flavinho. Aos 69 anos, amigo de muitos anos, tomou o barco na última segunda-feira em Itajubá. Formado pela nossa Escola em 1971.
Em 1973, quando fazendo estágio permanente em Campinas (segunda,terça e quarta), junto com outros amigos, moramos na famosa Pensão do Sr. João Brechó. Muitas boas lembranças.
Humor fino. 
No início dos anos 90 os carnavais do Clube Itajubense superavam qualquer expectativa. Época do funcionamento do circo, das mulatas bailarinas e da Bateria do Xandi.
Na época, estava junto com grandes amigos e companheiros dirigindo o Clube Itajubense. Num sábado de carnaval, ali pela meia-noite, com o salão pegando fogo,  fui informado por um segurança que uma equipe da Rede Globo estava na portaria solicitando autorização para fazer algumas tomadas e rápidas entrevistas.
Dado as características, sempre reservadas, do Clube, fui até lá verificar o assunto.
Dou de cara com um cinegrafista com uma câmara panasonic no ombro, um reporter "boa pinta" com um microfone e um ajudante de iluminação.
Todos devidamente uniformizados com a camiseta "globeleza" da emissora.
Provocavam a maior curiosidade dos associados.
De cara reconheci o cameramem. Era o Flavinho, todo sério. Entendemos e permitimos "a reportagem".
Foi o maior sucesso daquele carnaval. Entrevistas e tomadas.
Seria objeto de um especial sobre o carnaval quando do Desfile das Campeãs.
Penso que a reportagem não foi editada. E agora, possivelmente, nunca mais.
Espirito brincalhão que sumiu no tempo.
É a vida...
 
ER   

PADRÃO SUIÇA