domingo, 22 de março de 2015

ENTERRANDO FIOS

 
Continuo acreditando na ideia de revitalização do centro comercial. Digo, na ideia, uma vez que não sei se existem projetos. Croquis não valem.
Somos de opinião (expressa outras vezes) que sem tornar a rede aérea de distribuição elétrica (e telecomunicações) subterrânea, feio do mesmo jeito continuará.
O jornal Estadão, com referência a cidade de São Paulo, trata do assunto na edição de hoje. Interessante de ler.
Ficamos sabendo da existência do Decreto Municipal (São Paulo) 47.817 de 26 de outubro de 2006, que estabeleceu o Programa de Enterramento das Redes  Aéreas (Pera), determinando que 250 kms lineares fossem enterrados anualmente.
Desde lá foram enterrados somente 250 kms. Entre 2013 e 2014 foram enterrados 15 quilômetros.
Para variar, como acontece em todo o Brasil, o Decreto Lei  "não pegou)
O custo é alto. Além da substituição dos cabos e instalações, o que significaria, segundo a Eletropaulo, 30% dos custos, pesaria e muito, a parte de obras civis, como a construção de galerias, etc.
A Prefeitura quer que a Companhia de energia assuma todo o custo. A Companhia estaria disposta a assumir os 30% mencionados.
Absurdamente falam no valor de R$ 10 milhões por quilõmetro de linha enterrada. Em outras publicações falam em R$ 3 milhões/km.
Embora os tempos, financeiramente falando, sejam bicudos e as prefeituras tenham necessidade de vender o almoço para pagar o jantar, o assunto merece ser discutido.
Atentem que não falamos em enterrar toda a fiação aérea da cidade. Loucura. Mas tão somente o chamado centro comercial (calçadão, rua nova e Major Belo).
Entramos num campo que provoca arrepios na Prefeitura: Planejamento.
O assunto poderia ser discutido na Câmara Municipal, cujo presidente Santi, é engenheiro e já foi gerente regional da Cemig na cidade. Conhece o assunto.
A Unifei poderia participar dos estudos. Hoje não sei, mas em passado recente dominava a questão.
A Cemig terá que assumir as suas responsabilidades.
Os comerciantes terão que entender que só terão a ganhar com a transformação da região central num moderno shopping a céu aberto.
Lógico que alguns (muito fortes) não se interessarão. Se estão nadando de braçada com os varais pendurados nos postes, para que mudar ?
 
ER   

TERRA DE ZÉ MANÉ

 
Os dirigentes da Fifa estiveram reunidos esta semana na Suiça. Contentes com o lucro (atenção: lucro!) de mais de R$ 8,3 bilhões com a Copa do Mundo no Brasil.
Segundo o Estadão, a entidade máxima do futebol não está nem aí pela pindaíba em que se encontram os estádios, verdadeiros elefantes brancos, construídos pelo país afora.
Os dirigentes questionados pelo jornalista declararam, entre outras pérolas:
 
- Estádios vázios ? o problema é de vocês. 
- Não tratamos do Brasil na reunião.
- A Copa de 2014 é passado.
- Então ? não era contra a Copa do Mundo que as pessoas protestavam ?
- A realidade é que o problema é do Brasil e não do futebol.
- A Dilma fica até quando no poder ?
 
Lembrando: R$ 5 milhões é o prejuízo atual do Estádio Mané Garrincha (Brasília). Já o rombo da Arena da Amazônia (Manaus) é de R$ 2 milhões.
 
Dá até saudade do 7 x 1 .

ER 

TEMPO ESGOTADO


MOÇA BONITA

Penelope