domingo, 11 de janeiro de 2015

LAVANDO ROUPA SUJA


FURACÃO ANITA


A atriz Anita Ekberg em cena de 'A doce vida' (1960), de Fellini (Foto: Divulgação)


A lendária sex symbol sueca dos anos 1960, Anita Ekberg, imortalizada por Federico Fellini no filme "A doce vida", tomou o barco hojeneste em Roma, aos 83 anos. 
Kerstin Anita Marianne Ekberg, simplesmente, Anita Ekberg, nasceu em 29 de setembro (mesmo dia do Zelador em anos diferentes) de 1931 em Malmo, em uma família de oito filhos - ela foi a sexta.
Com suas curvas exuberantes e longos cabelos loiros, tornou-se Miss Suécia em 1950, aos 19 anos, e foi para os Estados Unidos participar do Miss Universo. Não venceu, mas ganhou um convite do ator John Wayne para seu primeiro papel no cinema.
Em Hollywood, fez filmes como "Guerra e Paz" e "Artistas e Modelos", com Jerry Lewis, além de se atuar ao lado de Bob Hope em uma turnê pelo país.
Em 1960, ganha o papel que marcaria sua carreira em "A doce vida", uma das obras-primas do neo-realismo italiano e uma peça fundamental na história do cinema, onde aparece na famosa cena da Fontana di Trevi ao lado de Mastroianni.
Não sabemos como o Alaor irá sobreviver ao golpe.
 
ER

NOTÍCIA DE SEGUNDA MÃO


"ou o PT muda ou acaba".

Rubinho Barrichelo, ou melhor, Marta Suplicy

Clarin da Boa Vista

EU SOU CHARLIE


Enquanto, na França, dezenas de milhares saíam às ruas para dizer "Eu sou Charlie", professores universitários brasileiros saíam de suas tocas para celebrar o terror. Não começou agora: é uma reedição das sentenças asquerosas pronunciadas na esteira do 11 de setembro de 2001. São sinais notáveis da contaminação tóxica de nossa vida intelectual e, especificamente, da célere conversão de departamentos universitários em latas de lixo do pensamento.
A mensagem dos franceses foi um tributo à vida e à civilização. "Eu sou Charlie" não significa que concordo com qualquer uma das sátiras do Charlie Hebdo. Significa que concordo com a premissa nuclear das sociedades abertas: a liberdade de expressão é, sempre, a liberdade daquele com quem não concordo. Isso, porém, nunca entrará na cabeça de nossos mensageiros da morte.
Seu discurso padrão começa com uma condenação ritual do ato terrorista: "É claro que não estou defendendo os ataques", esclareceu de antemão uma dessas tristes figuras, antes de entregar-se à defesa, na forma previsível da condenação das vítimas "justiçadas". "Não se deve fazer humor com o outro", sentenciou pateticamente Arlene Clemesha, que ostenta o título de professora de História Árabe na USP, para concluir com uma adesão irrestrita à lógica do terror jihadista. É preciso, disse, "tentar entender" o significado do ataque: "um atentado contra um jornal que publicou charges retratando o profeta Maomé, coisa que é considerada muito ofensiva para qualquer muçulmano".
Clemesha é só uma, numa pequena multidão acadêmica consagrada à delinquência intelectual. No mesmo dia trágico, Williams Gonçalves, professor de Relações Internacionais na Uerj, esqueceu-se do cínico aceno prévio para expor logo sua aguda visão sobre o "controle social da mídia" e, de passagem, candidatar-se a porta-voz oficial do Estado Islâmico: "Quem faz uma provocação dessas", explicou, referindo-se aos cartunistas assassinados, "não poderia esperar coisa muito diferente". O curioso, nas Clemeshas e nos Gonçalves, é que eles rezam pela mesma cartilha que Marine Le Pen, apenas com sinal invertido. O nome dessa cartilha é "choque de civilizações".
Na onda de islamofobia que varre a França, surfam dois lançamentos recentes. O livro "Le suicide français", do jornalista ultraconservador Éric Zemmour, alerta contra a destruição da cultura francesa por vagas sucessivas de imigração muçulmana. O romance "Soumission", de Michel Houellebecq, imagina a França governada por um partido islâmico no ano agourento de 2022. Segundo a gramática do "choque de civilizações", o Islã não cabe na França: um muçulmano só pode ser um francês se, antes, renunciar à sua fé. Os nossos Gonçalves e Clemeshas estão de acordo com isso –mas preferem que, para acolher os muçulmanos, a França renuncie a suas leis e a seus valores, entre os quais a laicidade do Estado. E, no entanto, apesar de Zemmour, Houellebecq, Clemesha, Gonçalves e Le Pen, milhares de muçulmanos franceses exibiram nas ruas os cartazes com a inscrição "Eu sou Charlie"...
Karl Marx escreveu cartas elogiosas a Abraham Lincoln. Leon Trostsky contou com a colaboração inestimável do filósofo liberal John Dewey para demolir as falsificações dos Processos de Moscou. Entre um evento e outro, o socialista August Bebel qualificou o antissemitismo como "o socialismo dos idiotas". Em outros lugares e outros tempos, o pensamento de esquerda confundiu-se com o cosmopolitismo e produziu as mais comoventes defesas das liberdades civis. No Brasil de hoje, com honoráveis exceções, reduziu-se a um pátio fétido habitado por "black blocs" iletrados, mas fanaticamente antiamericanos e antissemitas.
"Não se deve fazer humor com o outro", está escrito na lápide definitiva que cobre o túmulo do humor. Raqqa, a sede do califado, é aqui. "Eu sou Charlie".
 
Demétrio Magnoli
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POSSÍVEL EXPLICAÇÃO OFICIAL


Hierarquicamente o Major é subalterno do Coronel, razão pela qual não poderá receber benefícios antecipadamente.
Em tempo, Major Belo e Coronel Carneiro Junior.

Clarin da Boa Vista 

CANTINHO DA SALA

Bracha L. Ettinger