quarta-feira, 6 de agosto de 2014

A VÍTIMA !


Demitida do Santander depois do polêmico informe divulgado pelo banco a clientes de alta renda, que associava a presidente Dilma Rousseff à piora do quadro econômico no Brasil. Até há poucos dias ela era a superintendente de investimentos da instituição financeira espanhola.
"Minha trajetória é impecável e bem-sucedida. Portanto, jamais poderá estar associada a qualquer polêmica. Esse assunto já se esgotou".
 
247 

PARQUE DOS SONHOS

 
 
Parque Municipal - Presente da Helibrás para Itajubá
 
Em 2010 foi noticiado que a Helibrás doaria um parque para Itajubá. Muito oba-oba em cima da notícia. O prefeito da época (Dr. Jorge), em conjunto com a empresa escolheram a área no bairro Pinheirinho.
O tempo foi passando, passando.
Em 2013 o Sr. Marson, Presidente da empresa disse que o projeto estava avançando. Hoje no jornal "Itajubá Notícias", o Secretario de Industria e Comercio, Ado Mauad, que durante muitos anos foi Diretor da empresa, re-anunciou que o tal projeto continua em andamento.
Quatro anos para decidir um projeto de parque ?
Com o decorrer do tempo as coisas vão mudando. Primeiro era um presente para Itajubá, que teria entrado com o terreno (200 mil metros quadrados).
Segundo o Eng. Ado Mauad, a prefeitura seria responsável por uma parte das obras. Já complicou. Declarou também que a Helibrás está procurando parcerias para que dentro dos " ambientes de esferas estaduais e federais (sic)" se capte recursos para a obra.
Que raios de presente a empresa estaria dando para a terrinha ? Só o projeto que teria custado R$ 700 mil ?
Ressalte-se que o Prefeito Rodrigo Riera não tem nada com isso. Foi herança.
Desconfio que há muito estão "tirando com a gente"
 
ER

CONFIRMAÇÃO



Confirmado: Congresso é o quartinho de despejo do Palácio do Planalto.

Clarin da Boa Vista

O BURRO É QUEM DISCRIMINA

Algumas das pessoas mais sábias que conheci são iletradas. E alguns dos maiores idiotas têm doutorado. Às vezes, mais de um.
Significa que os iletrados são melhores que os doutores? Não.
Então, o contrário? Também não.
O nível de escolaridade e a forma através da qual uma pessoa se expressa muitas vezes é irrelevante frente ao conteúdo que pode agregar a uma discussão.
Se ela conseguiu fazer com que os outros a entendessem, ótimo, fez-se a comunicação.
Muita gente não entendeu isso ainda e desvaloriza a opinião do outro porque este separou sujeito e predicado com vírgula. Mesquinhos, sabe? Isso quando não oprimem quem não sentou em bancos de escola.
Mas o que esperar de uma sociedade em que pipocam pessoas que desconsideram o interlocutor por não saber acertar uma concordância verbal ou conjugar um verbo?
- Meu Deus! Você não sabe flexionar o verbo “funhunhar” no futuro do subjuntivo? É um desqualificado ignorante que merece meu desprezo…
E na qual o domínio da norma culta (que, convenhamos, é um porre) é alçado à condição de passaporte para a participação nas discussões sobre o destino do mundo.
A língua é construída pela boca das pessoas no dia-a-dia e não por meia dúzia de iluminados. É dinâmica, em constante mutação e, para sobreviver, não precisa de formalismos – que são exatamente isso, construções, muitas vezes definidas pelo grupo hegemônico.
Como dizer que uma pessoa que nasceu e cresceu falando português e sempre se fez entender está errada ?
Dizer que um pescador, um vendedor ambulante, a vendedora do tabuleiro de doces, uma quilombola ou ribeirinha ou um operário da construção civil que não usem a norma culta “desconhecem a própria língua” não é uma ação pedagógica e sim um ato político.
Excludente.
Que usa uma justificativa supostamente técnica para manter do lado de fora dos debates sobre o futuro a maior parte da sociedade brasileira.
A quem interessa a manutenção desse comportamento? A quem está no poder e, muitas vezes, usa a língua como instrumento de coerção.
Que faz o restante – que não foi chamado para Grande Rega-Bofe – acreditar que política é coisa de gente culta e estudada. E, portanto, melhor eles ficarem de fora e só entrarem para para encher as taças de vinho ou trazer os canapés.
No sufrágio que se aproxima, não seja niilista: defenestre – de forma paradigmática – quem maquiavelicamente oblitera a democracia por diletantismo ou dolo. Traduzindo: dê uma banana a quem não quer que você entenda nada.

Leonardo Sakamoto - Uol