segunda-feira, 31 de março de 2014

CANTINHO DA SALA


Depois de 20 meses de restauração, a emblemática pintura "Mural", de Jackson Pollock, está em exibição no Getty Center.
A obra de 1943, encomendada pela colecionadora Peggy Guggenheim para o seu apartamento de Nova York, chegou ao Getty Center em 2002 para uma profunda pesquisa sobre os materiais usados pelo artista, que à época da realização de "Mural", começava a flertar com a técnica pela qual seria reconhecido, o derramamento de tinta, ou "dripping"
Em tempo:
O Getty Center é um complexo cultural localizado em Brentwood, um bairro da cidade de Los Angeles nos Estados Unidos. No complexo encontram-se uma série de órgãos ligados ao bilionário Jean Paul Getty.

Ilustríssima

ER

AI QUE SAUDADE DA DITADURA

No tempo da ditadura é que as coisas funcionavam. Não era essa balbúrdia, não era essa zona. Tinha dono no pedaço, a gente sentia que tudo caminhava segundo um projeto, um projeto de Brasil grande, de país do futuro.
Hoje eu vi um menino de rua pedindo dinheiro a uma Ferrari. Ou melhor, ao motorista da Ferrari, que provavelmente é gente de carne e osso, como nós. Estavam ali na avenida Giovanni Gronchi, em São Paulo, no bairro do Morumbi. Estavam ali na avenida Giovanni Gronchi, em São Paulo, no bairro de Paraisópolis. Ali, uma das maiores favelas do Brasil, segundo o IBGE.
É tudo uma questão de ponto de vista.
No tempo dos militares não haveria o menino de rua. [Nem ponto de vista.]
No tempo da ditadura, dura mesmo, as coisas funcionavam. Os militares não roubavam: não havia mensalão, trensalão, corrupção. Nem petralhas nem tucanalhas, em 1964 eram todos unidos por um fim: o Brasil. Todos gritavam juntos, nas ruas, nos quartéis, nos porões, na selva e no pau de arara: “Viva o Brasil!”.
Até a cultura era melhor, na ditadura. Hoje não se produz nada que preste. E a economia ia bem: havia uma abundância de empregadas domésticas pra gente escolher – dormiam no quartinho dos fundos, felizes. Que maravilha, os aeroportos viviam quase vazios.
As ruas eram limpas: nada de bêbados, nada de equilibristas.
A saúde era uma maravilha. As escolas públicas tinham qualidade. Todo mundo sabia cantar, de cor, treze hinos: nacional, da República, da Independência, da Marinha, da Aeronáutica, do Expedicionário, da Revolução Constitucionalista de 1932 etc. Quantos desses você conhece? Morreu a cultura.
Nasci nos anos 1990, que pena, mas tenho saudades disso tudo. Hoje eu posso falar: ai, que saudade da ditadura. Faço marcha, peço intervenção militar, peço o fim da corrupção dos partidos, o fim do Congresso, de toda essa bandalheira.
1. O Brasil precisa de uma ditadura para ser levado a sério pela Fifa.
2. As mulheres precisam de uma ditadura para se darem ao respeito.
3. Os vagabundos precisam de uma ditadura para aprender a trabalhar.
Hoje eu posso falar: ai, que saudade da ditadura. Hoje eu marcho na av. Faria Lima pedindo ditadura. Reúno amigos em Moema para debater ditadura, distribuo panfletos no Leblon pela ditadura, tenho seis grupos no Face; até compus uma marchinha.
Só a ditadura salva a democracia. 
*Contém ironia.
 
Renato Essenfelder (p/ o Estadão)

CARTA QUE NÃO ENVIEI (AINDA)

Itajubá, 31 de março de 2014
 
Senhor Prefeito Municipal Rodrigo Riera
CC aos Senhores Secretários
 
Foi me entregue numa esquina da terrinha, um pequeno panfleto anunciando os "Shows" que acontecerão por ocasião da 33º Expo de Itajubá a ser realizada no Parque de Exposições da Cidade.
Deverão ser aplicados de 30 de abril a 4 de maio.
Nunca ouvi falar das duplas Munhoz&Mariano, Thaeme&Thiago e do Senhor Lucas Luco. Do conjunto Capital Inicial, já.
Imagino, que tirando o conjunto citado, todos sejam da linha "sertanejo universitário".
Há quem aprecie.
Não somos contra e temos absoluta convicção da não existência de recursos públicos empenhados no evento. (e tão pouco de camarotes "especiais")
Como moradores da Boa Vista e seguidamente atingidos na alta madrugada pelo ribombar de ruídos vindos daquele local, rogamos de V.Sas que adotem providências no sentido que, após às 24:00 horas, o som se restrinja ao local da apresentação.
Ficaremos gratos ao verificar a lei cumprida e os nossos ouvidos poupados. 
Registrem a observação no alvará a ser concedido aos senhores realizadores.
Estamos tendo o cuidado de alertar as autoridades com 30 dias de antecedência.
 
Certo de seu entendimento.
 
ER

PANORAMA VISTO DA BOA VISTA

Milhares de artigos e reportagens, nos últimos dias, falam sobre o golpe militar de 1964.
Resumo, na opinião de um humilde observador:
 
Já concordei com o nome de "revolução de 64". Hoje, creio que o título de "golpe" define melhor.
Lembro-me do 31 de março e 1º de abril de 1964. Vivia na Boa Vista, é claro, os meus lúcidos 16 anos. Acompanhava a política pelo rádio, um pouco pela TV e muito pelos jornais.
Tirando o pessoal do governo e uma fatia mínima da imprensa, o país aplaudiu de pé a deposição do Jango Goulart.
O Brasil estava virando uma zona. A disciplina era zero. Até Cabo da Marinha dialogava direto com o Presidente da República.
Jango não era comunista. Simplesmente estava perdido.
Os militares, no princípio, foram carregados nos ombros. Prometeram eleições diretas para o ano seguinte, 1965. Foram pegando gosto pelo poder, ficando, ficando.
Iniciaram-se os movimentos pela volta da normalidade. Surgiram os movimentos para trocar uma ditadura por outra.
O Presidente Castelo, até que era mais ou menos. A coisa engrossou de vez com a "eleição" do Costa e Silva.
Escureceu totalmente com a triste edição do AI-5, em dezembro de 68.
Os militares confirmaram suas intenções quando da doença do Costa e Silva,  a posse dos "três patetas" e o triste chapéu no Vice Pedro Aleixo.
Colocaram as garras de fora no Governo Médici (período mais duro da repressão). Enfrentaram a crise mundial do petróleo com o Geisel. Fim do milagre brasileiro e começo da distensão política.
Na sequência entrou o rude, para não dizer grosseiro, Figueiredo, que dizia apreciar mais o cheiro de cavalos do que de gente.
Meio que malemá, voltou a democracia com Tancredo Neves. Era para ser o início da mudança.
O destino empurrou para o comando o Sarney. Sim, esse mesmo que atua como imperador do Maranhão.
Pulem o governo Collor.
Aos trancos e barrancos, com privatizações, não muito claras, imposição de responsabilidade fiscal e estabilidade na economia (pulem projeto de reeleição), FHC cumpriu o seu papel.
Desde 2002 o país vive e assiste o aparelhamento do Estado pelo PT.
A premiação da incompetência, a compra de votos através de "programas", dirigentes partidários cumprindo penas em celas, mentiras sem fim, parcerias com ditadores de plantão, esfacelamento de empresas públicas e corrupção desvairada.
Aconteceu incompetência dos militares ? Sim. Corrupção nos outros governos que passaram ? Sim.
Mas nunca de maneira tão escandalosa e aviltante.
 
É a vida...
 
ER

     

MORDAÇA TÉCNICA



Mastercabo, a razão do nosso silêncio.

Clarin da Boa Vista