terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

RCA VICTOR

 
Aconteceu na pacata cidadezinha de Volta Grande.
O novo delegado chegou com tudo. Lei Seca, Lei do Silêncio;proibição de culto evangélico em praça pública; homens sem camisa e mulheres de mini-saia, nem pensar.
E o povo sem saber o que estava acontecendo.
Reunião com mais de duas pessoas, negativo.
O Sr. Rui Clóvis Almeida Victor, mais conhecido como Dr. RCA Victor, condutor de importantes programas da Rádio Clube de Volta Grande, inclusive da Hora da Ave Maria e redator do horóscopo, imbuído de surpreendente coragem, tomou a liberdade de se aproximar e convidar o Delegado Turíbio para uma entrevista ao vivo.
Seria uma oportunidade para esclarecimentos e orientações em geral.
O homem aceitou o convite.
A população providenciou a substituição de válvulas defeituosas nos rádios e fios extras de antenas foram estendidos.
Data e horário marcados.
Foi adiada uma, duas, três e quatro vezes. Sempre por iniciativa da autoridade.
Aquilo foi criando uma certa ansiedade nos moradores do lugarejo.
O Vigário, que já tinha em passado recente exercido uma certa autoridade no lugar, indagou discretamente ao Dr. RCA (para os íntimos) sobre a razão para tanta protelação.
Respondeu, entre dentes, o radialista:
- O homem ainda não aprovou todas as perguntas que poderão ser feitas.
 
É a vida...

ER 

PODE PIORAR

 
ESTÁ RUIM MAS PODE PIORAR. LULA PREPARA PARA DESARTICULAR A CANDIDATURA DILMA E SAIR PARA PRESIDENTE.

Clarin da Boa Vista

CHORAR FAZ BEM

 
As importantes e representativas entidades da terrinha, ACIEI e CDL, têm-se mostrado insensíveis a diversas decisões tomadas pela atual Administração Municipal, principalmente quanto àquelas que dizem respeito ao meio ambiente.
Não têm contestado. Muito pelo contrário. Consultadas aplaudem e se posicionam favoravelmente.
Curvam-se respeitosamente e agradecidas, quando da liberação de verbas públicas para  subsidiar seus eventos. 
Provocados, pela alteração e aumento do ISS determinados pela Prefeitura, mobilizam-se, agora, e dão ligeira demonstração que a "sensibilidade" não morreu.
Estava apenas adormecida.
Teria acontecido apenas a chamada "insensibilidade parcial".
Somos contrários a qualquer majoração de impostos antes  de serem envidados todos os esforços para redução dos custos da máquina pública.
Não assistimos providências nesse sentido.
Porém, antes de vertermos lágrimas solidárias, não custa lembrar, que no fundo, bem no fundo, todos os reajustes aplicados aos setores de indústria, comércio e serviço, são antecipadamente repassados para o consumidor.
Mas chorar faz parte do jogo.
 
ER 
 

FAZ SENTIDO

 
 
Ouvido hoje na Feira Livre da Boa Vista:
 
- Ô Cumpadre, a cidade doou o terreno e um novo Fórum deverá ser construído lá pelas bandas do Centro Administrativo da Prefeitura.
 
- Isso é bom. Irão surgir mais estacionamentos ali no centro da cidade.
 
- Comenta-se que um novo prédio para o vereadores também será construído lá naquelas proximidades de Maria da Fé.
 
- Nesse caso ficará perfeito. Além de instalações amplas (serão 17) e sobrar vagas para estacionamentos aqui no centro da cidade, existe um enorme simbolismo na mudança:
Estarão longe do povo e perto do Executivo.
 
- Éh...faz sentido.
 
ER    

ACREDITE SE QUISER

 
Como todos sabem, precatório é a ordem judicial emitida ao fim de uma ação na qual o Estado foi condenado a pagar uma quantia. No Rio de Janeiro, até o final de 2013, cerca de 12.000 aguardavam pagamento. A dívida total do Rio de Janeiro era de R$ 3,4 bilhões. Alguns esperam há mais de 10 anos.
Enquanto aguardavam na fila, credores do Estado eram procurados por empresas para vender os papéis com deságio.
Vera Lúcia Silva perdeu 8 parentes na chacina de Vigário Geral em 1993. Em dificuldades aguardava o pagamento. Procurada, vendeu os precatórios.
Uma das compradoras dos precatórios da chacina foi a Xerox. Em 2010, ela devia R$ 4,8 milhões por atrasos no ICMS - valor que caiu para R$ 2,9 milhões após adesão ao Programa de Recuperação Fiscal.
A empresa quitou o débito com precatórios de 5 parentes de vítimas da chacina. Mas pagou R$ 1,6 milhão pelos papéis, 57% do valor total fixado.
A economia foi de mais de R$ 3,2 milhões - R$ 1,9 milhão em descontos dados pelo governo e R$ 1,3 milhão no deságio dos precatórios.
(Deu na Folha)

Blog: Está errado desde o começo.

ER

"O CARA SOU EU "

Esperando o Supremo - Ruy Castro

De 1940 a 1970, todos os atores, produtores e até os chefes dos estúdios de Hollywood comeram na mão de um advogado chamado Greg Bautzer. Era Bautzer quem os defendia, aconselhava, advertia e tirava de encrencas. Desde a venda de um estúdio quebrado até a compra do silêncio de alguém, tudo passava por ele.
Bautzer defendeu a atriz Marion Davies, amante secular do magnata da imprensa William Randolph Hearst, o "Cidadão Kane" real, contra os herdeiros deste, que não se conformavam com que Hearst tivesse deixado seu império para Marion. Pois Bautzer ganhou. Defendeu Nancy Sinatra no divórcio pedido por seu marido Frank, e não apenas tirou as calças de Sinatra em benefício de Nancy como ficou amigo dele. E, acima de tudo, Bautzer foi advogado de Howard Hughes, então o homem mais rico do mundo.
Nos anos 60, sua principal tarefa para o recluso e paranóico Hughes foi tentar sustar biografias sobre ele, produzidas por editoras como a Time-Life, a Random House, a McGraw Hill e outras do mesmo porte. Bautzer começava por escrever-lhes cartas amigáveis, oferecendo a "colaboração" de Hughes se este tivesse acesso aos originais. Quando sua indecente proposta era ignorada, ele ameaçava com processos. Mas só ouvia risos do outro lado.
As ditas biografias foram publicadas e nos permitiram aprender sobre um dos homens mais importantes do século 20, pioneiro do petróleo, do cinema e da aviação. Nem o astuto Bautzer, nem o bilionário Hughes conseguiram dobrar a liberdade de expressão nos EUA. Lá, o sistema funciona e se defende por si.
No Brasil, o sistema é frágil, as editoras têm medo e um cantor de rádio nos reduz à menoridade. E, com a "polêmica das biografias" adormecida, fala-se na vitória dos neocensores. A cultura não vê a hora de o STF nos tornar adultos e responsáveis.
 
Ruy Castro (Folha)

CANTINHO DA SALA

David Hockney

MOÇAS BONITAS


ABSURDO !