sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

LIBERANDO GERAL

 
Confirmado: STI - Supremo Tribunal da Injustiça, começará a funcionar em janeiro/2015, sob a presidência do Lewandowsky.

Clarin da Boa Vista

DESSA ESCAPAMOS !


A Justiça Federal determinou que a empresa alemã Siemens fique impedida de participar de licitações públicas e fechar contratos com governos no Brasil pelos próximos 5 anos. A decisão, de janeiro, tem base em sindicância feita nos Correios que apontou suspeita de pagamento de propina da Siemens para obter contratos com a estatal federal.
 
Estadão

INFRINGENTES


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

ADIOS PACO !


ESTÃO EM TODOS OS LUGARES


DEU NO JORNAL


Julgado fosse hoje pelo STF, o bando de Lampião seria considerado uma ONG.

Clarin da Boa Vista

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

RETIRO FORÇADO


Não é por falta do que escrever. Fui ali e volto rápido.

Zelador

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

CAINDO DE MADURO


Sou, sem dúvida, um lacaio do império: do império da razão, da tolerância, da compaixão e da liberdade. Sempre que os direitos humanos forem violentados, não vou calar-me. Não posso calar-me se a mera existência de um governo como o da Venezuela, uma afronta à democracia. Não vou calar-me quando estiver em perigo a vida de seres humanos que apenas defendem seus direitos de cidadão.
Vivi o suficiente para saber que não há nada pior do que ter medo de dizer a verdade.

Óscar Arias - Nobel da Paz


Blog: A posição do governo brasileiro tem sido a esperada. Apoio aos que estão enterrando a Venezuela.

ER

MORRO ABAIXO


PRÁ PENSAR


"Se considerarmos a educação, não são décadas, é um século de atraso. Se considerarmos a postura empresarial, outro século. O quanto o legislador considera isso prioridade para o bem estar, um outro século"


Bernardo Gradin (alerta do CM)


ER

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

ROUBEI MAS NÃO FUI EU


Ele sempre repete com a maior cara de pau :
- Não tenho e nunca tive nenhuma conta no exterior. Quem provar o contrário pode ficar com todo o dinheiro. É mentira, repete.
Tem mandato de busca expedido pela Interpol, parte do dinheiro já está sendo devolvido para a Prefeitura de São Paulo e o próprio Deutche Bank reconhece que movimentou recursos "sem origem" dos malufs.

Deu na imprensa: 
O Deutsche Bank fechou um acordo com a prefeitura de São Paulo e com o Ministério Público Estadual (MPE) para o pagamento de 20 milhões de dólares (cerca de 47 milhões de reais) por ter movimentado valores depositados pelo ex-prefeito Paulo Maluf. 
O objetivo do Banco Alemão é, de acordo com os promotores de São Paulo, “evitar qualquer discussão” sobre transações bancárias feitas pela família de Maluf entre 1996 e 2000.
Familiares de Maluf teriam movimentado cerca de 200 milhões de dólares em contas de empresas de fachada (offshores) na Ilha de Jersey. Os investigadores constataram que, deste montante, 93 milhões de dólares foram posteriormente investidos na Eucatex, empresa da família Maluf, entre 1997 e 1998.

ER

ESCLARECENDO


Não venham com intrigas ! O Lula é o Lula. A Dilma é o Lula !

Clarin da Boa Vista

SOB A LUZ DE VELAS



AS MÃOS DO MEU PAI

As tuas mãos tem grossas veias como cordas azuis
sobre um fundo de manchas já cor de terra
— como são belas as tuas mãos —
pelo quanto lidaram, acariciaram ou fremiram
na nobre cólera dos justos...
Porque há nas tuas mãos, meu velho pai,
essa beleza que se chama simplesmente vida.
E, ao entardecer, quando elas repousam
nos braços da tua cadeira predileta,
uma luz parece vir de dentro delas...
Virá dessa chama que pouco a pouco, longamente,
vieste alimentando na terrível solidão do mundo,
como quem junta uns gravetos e tenta acendê-los contra o vento?
Ah. Como os fizeste arder, fulgir,
com o milagre das tuas mãos.
E é, ainda, a vida
que transfigura as tuas mãos nodosas...
essa chama de vida — que transcende a própria vida...
e que os Anjos, um dia, chamarão de alma.

Mário Quintana

JABUTICABA


É certo que Jabuticaba faz bem para a saúde. Riquíssima em vitaminas do Complexo B, principalmente B2 e Niacina; e, em menor quantidade, de vitamina C, e de sais minerais como Ferro, Cálcio e Fósforo. É esta a conclusão de vários estudos científicos.
Mais controvérsias e menos certezas existem acerca da validade da Teoria da Jabuticaba. Segundo esta teoria, a jabuticaba simboliza tudo aquilo que só existe no Brasil. E, dado que somente existe no Brasil, a teoria fornece explicação para situação, que, alega-se, seria inédita no plano universal.
A Teoria da Jabuticaba consiste em propor, defender e sustentar, contra qualquer outra evidência lógica em sentido contrário, soluções, propostas, medidas práticas, ideias que só existem no Brasil e que somente ali funcionariam.
Os adeptos desta teoria seriam também dotados de poderes igualmente singulares. Dariam nó em pingo d’água, com ou sem luva, de acordo com a necessidade, conveniência, ou oportunidade. Desfritariam ovo. Tudo com muito jeito. Ou com muito jeitinho, como preferem alguns. 
A teoria da jabuticaba justifica qualquer coisa. A se crer nela, lugar onde cresce jabuticaba funciona com regras próprias e únicas. Lá tudo é diferente. A vida é governada por leis não aplicáveis a outros lugares. Em suas palmeiras, sabiás gorjeiam melodias únicas, somente ali possíveis.
Lá o mundo se curva a soluções inovadoras, especialmente feitas para cada ocasião, e somente ali aplicáveis, para todos os problemas humanos, conhecidos ou não. A experiência de outros lugares jamais pode ser utilizada. Comparar de dados e informações seria, portanto, simples exercício de futilidade, desprovido de qualquer utilidade prática.
A teoria da jabuticaba impede o aprendizado com os erros e acertos de outros lugares. Condena seus adeptos a gastar tempo, energia e recurso desnecessariamente, resolvendo problemas partindo sempre da estaca zero.
Teoria da Jabuticaba é solução simples, rápida e, quase sempre, errada. Serve para qualquer coisa. Explica qualquer coisa. Inclusive o nada.


Elton Simões (p/ o Noblat)

DEU NO JORNAL


Por ter denunciado o mensalão petista, não por ética, mas por ter se sentido prejudicado, o Deputado Roberto Jefferson, recolhido hoje à prisão, mereceria uma "vaquinha nacional" para quitar a sua multa de quase R$ 1 milhão.

Clarin da Boa Vista

domingo, 23 de fevereiro de 2014

OSCAR


MUDANÇA NO AR

Não sei se é bom ou se é mau, mas existe uma sensação, cada vez mais visível, de que os brasileiros, pessoas cordiais, estão endurecendo. São só sintomas ainda, mas que começam a afetar a todo o país.
Sempre destaquei que os brasileiros acabam conquistando aos estrangeiros por sua capacidade de acolhimento, por sua paciência, sua elasticidade e por sua falta de agressividade, algo que, por exemplo, afeta mais a nós espanhóis, mais impacientes.
Eu mesmo contei mil episódios que vivi agradavelmente no trato com as pessoas nos 15 anos que já estou neste país, escrevendo para este diário, entre elas a solidariedade com quem, em algum momento, precisava de ajuda.
Tudo isso mudou? Talvez ainda não. Os processos de mudança negativos em uma sociedade são lentos, precisam às vezes de anos para se consolidar e costumam ser o fruto amargo de alguma crise que a afeta gravemente, como ocorreu ultimamente em alguns países da União Europeia onde a crise econômica e o desemprego que arrastou consigo, fizeram com que ditas sociedades se enrijecessem.
No Brasil não existe essa situação grave que pudesse explicar esse endurecimento que começa a ser observado nas pessoas já que o país, em muitos de seus parâmetros melhorou e, de modo geral, se vive melhor que há 20 anos. Algo, no entanto, está ocorrendo, embora ainda seja mais bem subterrâneo. Algo que dá a sensação de que as pessoas estão enrijecidas com algo que as levam, por exemplo, a fazer justiça com as próprias mãos ou a parecer menos solidária quando alguém pede ajuda. Começa a se ver a vingança como uma medicina eficaz, algo sobre o que os sociólogos e escritores começam a alertar. Barbara Musemeci, em seu artigo com o irônico título “Injustiça com as próprias mãos”, publicado no diário O Globo, alerta sobre o momento que o Brasil está vivendo, ao afirmar que “a experiência não deixa dúvidas de que a vingança é um atalho para eternizar a violência”. A socióloga lembra que “a ideia que sustenta a vingança, começa a se enraizar em nossa cultura”.
Estamos vendo, por exemplo, as pessoas defendendo a cadeira elétrica para os “bandidos” e, o que é pior, defendendo o “linchamento” de alguém que roube ou assalte, com a desculpa de que o Estado “lava as mãos” e que os políticos vivem blindados e escoltados e parece que não se inteiram do medo que as pessoas têm na rua, sobretudo nas grandes cidades.
Uma dureza e violência que exercem até os que assaltam, que já não se conformam em roubar o que passa ao seu lado e acaba lhe ferindo ou lhe matando gratuitamente, como contou a um diário o cidadão que no Aterro do Flamingo, no Rio, um jovem não se conformou em lhe roubar sua motocicleta, mas sim que lhe deixou de presente uma punhalada no peito que podia ter sido mortal.
Por que essa violência acrescentada?
O diapasão da violência está aumentando. Até as favelas pacificadas do Rio estão voltando perigosamente às velhas guerras entre traficantes e policiais.
Nos estádios de futebol, sobe a temperatura da intransigência diante da derrota da própria equipe, provocando agressões dos adversários.
Nas manifestações, que deveriam ser pacíficas, como sempre foram no passado, estão entrando cada vez mais grupos violentos encapuzados. E, ao que parece, incentivados por forças políticas, que deveriam ser as guardiãs da ordem.
Crescem a violência doméstica, a violência contra a mulher e a violência entre adolescentes. A cada dia os meios e comunicação relatam os crimes dentro das mesmas famílias. A violência não só se estende, mas está ficando mais brutal.
Essa sensação de endurecimento em vários camadas começa a preocupar sociólogos e psicólogos e divide às vezes os que deveriam rechaçar esse movimiento da sociedade, ao politizar a violência, distinguindo entre a violência simples, que é condenável, da violência social, que poderia ser permitida, aceitando a falácia de que os fins justificam os meios.
Em uma sociedade como a brasileira, destacada por sua capacidade de aceitação do estrangeiro, por seu pouco apreço pelas guerras e por seu gosto pela vida e pela festa, seu exemplo de convivência pacífica entre regiões tão diferentes e seu ecumenismo religioso, a violência estava limitada ao tráfico de drogas e às truculências de uma polícia pouco preparada e, às vezes, corrupta.
Todos sabemos muito bem que os incêndios que acabam arrasando os bosques começam com uma bituca de cigarro atirada ao chão. E quando em nosso organismo aparecem sinais de febre, o médico se preocupa em checar o motivo da anomalia.
Todos os fascismos, de direita ou de esquerda, beberam desde sua infância na fonte envenenada da violência gratuita e da intolerância e da vingança.
O Brasil, no delicado e perigoso caminho da agressividade que começa a tomar, nesse intuito de fazer justiça com as próprias mãos, ainda não soou esse alarme, mas os sinais dessa febre registram uma verdadeira intolerância coletiva, que preocupa muito. Talvez nenhuma de nós seja inocente e a sociedade não pode se dividir salomonicamente em vítimas e carrascos.
 
Juan Arias - Trechos do El País

sábado, 22 de fevereiro de 2014

MOMENTOS MÁGICOS


CANTINHO DA SALA

Richard Pousette-Dart

REVITALIZAÇÃO DO CENTRO DA CIDADE

A Prefeitura de Itajubá está anunciando que serão investidos cerca de R$ 12,7 milhões na revitalização do centro comercial da cidade.
É muito dinheiro.
Do pacote, R$ 691 mil, virão do Ministério da Cidade, via  apoio do Deputado Aelton Freitas.
R$ 3 milhões virão (empréstimo ?) do BDMG, com uma mãozinha do Deputado Bilac Pinto.
R$ 7 milhões serão recursos nossos, isto é, dos cofres da Prefeitura. Do povo.
R$ 1 milhão deverá vir  de algum Ministério, com uma mãozinha do Dep. Dimas Fabiano.
 
Será feita uma campanha (tipo vaquinha do PT) para angariar R$ 1 milhão dos comerciantes.  
 
Gostaria e muito que acontecesse isso.
 
Existe projeto ?
 
A grana federal, face o anunciado corte nos gastos do governo, corre o sério risco de não aparecer tão já.
A grana do BDMG, se for empréstimo, sairá rápido. Não se trataria de doação.
Me surpreende a disponibilidade do desembolso de R$ 7 milhões pela PMI.
Quanto a participação dos comerciantes com a cota de R$ 1 milhão, esqueçam.
 
Conversando com um amigo da área, o mesmo me adiantou, que por alto, só para tornar a fiação do centro comercial de aérea para subterrânea (fundamental), ficaria em R$ 6 milhões. 
 
Volto a tocar num tabu (correndo enorme risco): Por que não colocam em debate a desapropriação do Estádio de Futebol, construindo uma moderna e econômica arena para o Yuracan em outro local ? Numa parceria pública privada, poderíamos ter um excelente shopping à céu aberto no centro da cidade, com escolas de línguas, cursos noturnos, etc ?
 
Lembrem-se: Itajubá é nossa. 
 
ER
 
 
 

MOÇA BONITA

Karolina

O ÓDIO EMBAÇA A VISÃO

 
O ex-governador José Serra, que foi excluído da disputa presidencial pelo PSDB, em palestra para investidores,  afirmou que a situação econômica brasileira não é tão grave como a que vem sendo pintada por seu próprio partido.
"Eu não vejo que o quadro econômico seja tão calamitoso quanto se divulga. Não significa que estamos bem, mas o que não vejo é que seja tão calamitoso", afirma. Serra disse que os problemas relacionados à inflação e ao campo fiscal são menos graves do que se diz. "Há uma perda por ensaio e manobra em relação à inflação, mas não há o risco de descontrole inflacionário", disse. "Há perda de manobra na área fiscal, mas não há perspectiva de descontrole na área fiscal e muito menos de calote. Não há isso", concluiu.
Até em relação ao crescimento pequeno do PIB, ele colocou atenuantes. "O PIB por habitante, se crescer 2% este ano, em termos per capita, vai ser da ordem de 1,2%. Não é um desempenho negativo. Não chega a ser uma tragédia. Nada brilhante, nada desastroso."
 
Web

MORRO CHIC

 
O Morro Chic foi durante muitos anos o bairro mais tranquilo da cidade. 
Para o Morro Chic só existiam quatro acessos. Vindo da Vila Izabel, sem calçamento e três saindo da Praça da Estação Ferroviária e posteriormente da Rodoviária.
Residência do Coronel do Batalhão, dos Pereira Valente, dos Modestos, dos Cardosos, dos Grillos, dos Cazarini, da Dona Mariquinha Guedes, dos Gomes, dos Ribeiros, dos Correias, dos Bragas, , do Sr. Arlindo, dos Rotellas, dos Carneiros, dos Campos, dos Barros, dos Matos, dos Consôlis, dos Chiaradias, dos Hermetos, do Rev. Mário Lício, dos Del Duccas, do Mouras, dos Mauads, dos Galhardos, da Dona Adolfina, dos Peleteiros, dos Rezendes, dos Almeidas, dos Casttelani, dos Lorenzos, dos Siniscalchis, dos Machados e tantas outras famílias de bem. 
Hospital Escola e Igreja Presbiteriana.
Local onde até recentemente existiu uma das últimas matas da terrinha. A famosa Mata da Sá Chica.
Nunca se ouviu falar de clubes barulhentos, bares famosos (exceto o Bar Rubi, do Sr. Humberto Consôli).
Blocos de carnaval ? Jamais. Clubes de futebol ? Nunca.
De repente, por descuido geral, a tranquilidade foi se esvaindo.
Iluminação pública precária e vai e vem constante de desocupados.
Perigos evidentes à plena luz do dia.
Como deixaram acontecer isso com o mais aprazível bairro da cidade ?
Descaso.
 
ER

MIL OITOCENTOS E NOVENTA E SEIS ?

Um Povo Resignado e  Partidos sem Ideias

Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.

Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem caráter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira a falsificação, da violência ao roubo, donde provem que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverossímeis no Limoeiro. Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.

A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.

Partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos atos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar.


Guerra Junqueiro - 1896

IDADE DA PEDRA


sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

SÓ BLUES


SERIA MELHOR ESQUECER ?


O câncer protege do Alzheimer (em geral, de doenças do cérebro e do sistema nervoso central) e vice-versa.
Este paradoxo curioso, que durante anos confundiu oncologistas, psiquiatras e neurologistas, já tem uma explicação e está nos genes. Cientistas do Centro Nacional de Pesquisas Oncológicas (CNPO) liderados por Alfonso Valencia mergulharam com ferramentas informáticas no DNA de 1.700 pacientes e identificaram centenas de genes responsáveis por essa associação, o que representa a evidência molecular mais contundente da relação excludente entre tumores e doenças neurodegenerativas e seu efeito de proteção cruzada.

Jaime Prats - El Pais

TOMOU O BARCO

 
Tomou o barco, ontem em Santos, o Engenheiro Alberto Castro Gonçalves. Um dos famosos Irmãos Castro, que marcaram época no futebol itajubense.
Com os irmãos Chiquinho, Canhotinho, Marcos, Clóvis, Paulo, Eduardo (Perácio) - todos formados na Unifei - e Luizinho, formado no Inatel, atuaram pelo Itajubense e seleção da cidade.
Chiquinho e Canhotinho atuaram pela Seleção Brasileira de Futebol Amador. Chiquinho participou dos Jogos Olímpicos de Roma.
São irmãos da Antonieta e Regina.
Alberto, formado em 1960, trabalhou durante toda a carreira profissional, na COSIPA. 
Craques de bola. Pessoas de bem.
Alberto jogava de zagueiro central e era o capitão da equipe.
É a vida.

ER

AGORA VAI !

 
Em 2015 entidades empresariais promoverão o carnaval da cidade. Parceria com a prefeitura deverá ser firmada.

Clarin da Boa Vista

PADRÃO FIFA


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

PADRÃO FIFA


O governo federal fez um corte de 22,5% nos orçamentos de segurança do país em 2014, mas manteve intacto o gasto a ser utilizado para proteger a Copa do Mundo. A principal preocupação será contar a violência nas manifestações de ruas, assim como evitar que atinjam torcedores, e membros da Fifa.
As reduções nas despesas foram anunciadas nesta quinta-feira como parte do esforço para equilibrar as contas da União, aumentando o superávit. Os Ministérios da Justiça e da Defesa foram bastante afetados, com uma diminuição de R$ 4,3 bilhões, de um total de R$ 19,1 bilhões previstos inicialmente para ambos neste ano. A Defesa sofreu a maior tesoura com R$ 3,5 bilhões, sendo o restante da Justiça.
Representantes dos dois ministérios, no entanto, confirmaram que o orçamento para segurança da Copa não sofreu nenhuma alteração, isto é, está mantido em R$ 1,9 bilhão. 
Há um total de 157 mil homens de forças de segurança pública e armadas no evento.
 
Uol

Blog: Irresponsabilidade.

ER

ÓH MINAS GERAIS !


Já disse da minha admiração pelo Dr. Eduardo Azeredo. Entendi perfeitamente o seu pedido de renúncia da Câmara Federal.
Lamento.
Entendo perfeitamente também, como sempre funcionou e continuará funcionando o sistema de financiamento de campanhas políticas no país.
Financiamento de campanha é um nome leve dado para investimento. Não existe ideologia. Existe busca de retorno polpudo e garantido.
Não existe possibilidade de total correção na vida política. A participação na política partidária torna obrigatória a convivência com erros.
Uma pessoa correta, na política se flexibiliza. É inevitável.
Um dos alívios é criar no pensamento a sua própria verdade.  
O primeiro indício é não fitar mais nos olhos os amigos e conhecidos.
Se fitar, já está dominado.
 
É a vida.

ER 

COM PASSAGENS

 
Crimes de toda a sorte têm acontecido com espantosa frequência na cidade. Suspeitos são rapidamente presos pela polícia. Praticamente todos com diversas passagens pelo presídio. Fico imaginando,  que imediatamente após o delito, as investigações são dirigidas de imediatas para fichário daqueles postos em liberdades. Quase sempre acertam.
Quantos devem estar circulando pelas ruas da terrinha ?
Alguma coisa não está correta no sistema. Todos sabemos.
É a vida...

ER
  

EFEITO ORLOFF


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

CONSTATAÇÃO

 
"Como o sapo tem que se agachar para pular, o município tem que se agachar para dar um salto"

Rodrigo Riera

SEM NOVIDADE NO FRONT

Já que o assunto foi mencionado no blog, ouvi há pouco, a gravação do programa da Rádio Jovem acontecido na última sexta-feira.
Não foi uma entrevista feita com o Prefeito Rodrigo pelo Eng. Mafra. Foi uma conversa, uma troca de pontos de vista entre os dois, com ligeiras e valentes intervenções do assessor especial, Sr.Solano. Deu saudade do Adilson Primo.
O Rodrigo começou nervoso, falando de duplicação do trecho da BR-459, entre a Fernão Dias e a Dutra. Mas logo as coisas se ajeitaram.
Falaram sobre passagens de ônibus, limpeza pública´, aeroporto, arrecadação, indústrias, Parque Tecnológico, Distrito Industrial, taxímetros, Siemens, longamente sobre bicicletas e impostos. 
Sobre ISS admitiu humildemente que foi um equívoco (como feito) o envio da proposta de aumento para a Câmara.
Ficou clara a mágoa do Prefeito por não ter sido convidado a ir na emissora nos últimos 6 anos. Reafirmou considerar a emissora como sendo de extrema oposição.
Gostaria de ser convidado doravante como amigo.
O seu Gabinete está aberto para toda a oposição.
Todos nós conhecemos o Prefeito Rodrigo e o Eng. Mafra. Entendemos o que foi falado e muito mais o que não foi.
Não foi dada chance de serem citados os feitos da atual administração e negado o auto-convite feito pelo Rodrigo Riera para participar do Programa "Falando Francamente" em um sábado.   
Como a partida foi realizada fora de casa, o empate pode ser considerado uma vitória ou mesmo um bom resultado.
Resumindo, nenhuma novidade no front.
 
ER  

ORDEM É ORDEM !


terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

SOB A LUZ DE VELAS

 
 
Todas as famílias felizes se parecem entre si; as infelizes são infelizes cada uma à sua maneira.

Leon Tolstoi

CANTINHO DA SALA

Joan Miró

BANALIZAÇÃO DO MAL

Há algum tempo, comentei que estava lendo Eichmann em Jerusalém, de Hannah Arendt. Prometi que faria um breve relato da obra e, como bom cristão, aqui estou para pagar a dívida. Pois bem, o livro conta a história do julgamento de Eichmann pelos judeus, já na década de 60. Esclarece, ainda, a participação do então tenente da SS no extermínio de milhões de judeus (a solução final alemã). É um relato detalhado e cuidadoso.
Mas o que chama a atenção na obra não é, exatamente, o julgamento. Ganha destaque as posições pessoais – e corajosas - de Hannah. Foi justamente essa coragem em dizer a verdade que a custou pesadas críticas da comunidade judia. Neste ponto vale a pena assistir Hannah, filme-biografia lançado no ano passado e que retrata muito bem esse momento histórico.
Quais seriam essas verdades? A primeira é a omissão de lideranças judaicas durante o holocausto, que preferiram a negligência e a negociação com os nazistas a enfrenta-los para proteger – ou ao menos tentar – seus irmãos de sangue.
Também questiona a legitimidade do sequestro (literalmente) levado a cabo pela Mossad em terras argentinas, onde Eichmann se escondia desde o final da guerra.
Hannah também nos coloca a par da mera formalidade do julgamento: Israel havia pré-julgado Eichmann, nada que houvesse no tribunal poderia afastá-lo da execução. Não que o nazista merecesse destino diferente, mas restou claro que seu papel foi pequeno no holocausto. Era um mero burocrata, que cumpria ordens sem qualquer reflexão, que nada tinha contra judeus ou qualquer outro povo. Era um verdadeiro idiota, nada próximo do monstro sanguinário, personificação maniqueísta que até hoje o persegue. Daí sua acertadíssima conclusão: o mal não nasce, necessariamente, de mãos monstruosas. Pode surgir na omissão criminosa, na ausência de civilidade, na falta de preocupação com o próximo. Daí a banalidade do mal.
E essa convicção me parece especialmente correta em tempos de políticos corruptos e mensaleiros, black blocs e crimes de oportunidade. Será que os meninos que mataram o cinegrafista da Band eram essencialmente maus? Ou sua despreocupada incivilidade causou a morte? Estivessem no lugar de Eichmann, fariam diferente? E nossos mensaleiros? Nascidos hipoteticamente na Alemanha nazista, teriam agido de modo distinto?
Não é o mal em sua essência, maniqueísta, que habita nosso inconsciente, que coloca em risco nossa cultura, nosso patrimônio, nossa integridade física. É o mal banalizado. Esse não é facilmente perceptível...
Também fiquei espantado com as pesadas críticas que fez à Nuremberg (não um tribunal para a justiça, mas um tribunal de exceção para os vitoriosos), à então União Soviética e seus crimes de guerra nunca julgados e ao uso das armas atômicas (quem autorizou seu uso era algo melhor que Eichmann?).
Enfim, não é uma obra que se lê em alguns dias, tampouco é algo que nos encha de prazer. Mas vale a leitura porque faz pensar. E muito...

Abraços,

Laissez Faire

Blog: Grato Laissez Faire. Assustador. Acompanhei por livros e jornais a captura e sequestro do Eichmann na Argentina e o seguido julgamento. O mundo, na ocasião, aplaudiu a ação.  Confesso que segui a opinião geral. Estou repensando o tema e vou ler o livro. Quanto a banalidade do mal...
Abraço,
Edson Riera

TOMOU O BARCO

 
 
Muito antes do combinado tomou o barco ontem na terrinha o amigo Marcos Vinícius Ribeiro.
Marcão, para os amigos. Foi meu amigo, junto com seus irmãos, desde a mais tenra infância.
Estudamos juntos na Escola Dominical da Iª Igreja Presbiteriana de Itajubá, nos Grupos Escolares, no Ginásio e na EFEI. Família especial do Sr. Vinícius e Dona Odete, moradores de muitos anos no Morro Chic.
Passando de carro, ainda o vi ontem nas proximidades da esquina da Miguel Braga com a Rua Dna. Maria Carneiro.
Creio que tínhamos praticamente a mesma idade.
Seus irmãos Carlos Ribeiro e Sérgio são também grandes amigos e colegas de turma na Escola de Engenharia.
Teve sua vida brutalmente levada no Morro Chic. A região próxima da Estação Rodoviária está se confirmando como a mais perigosa da cidade.
Talvez seja o caso de entrincheirarmos em nossas residências após às 18:00 horas. Ou mudarmos para a Rua Nova, onde o policiamento é mais ostensivo.
É a vida.

ER
 

MENOS ESCRAVOS


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

PHOTOGRAPHIA NA PAREDE

Bob

VAI BEM OBRIGADO

 
A junta médica da Câmara dos Deputados realizou mais uma bateria de exames no condenado mensaleiro, José Genuíno. Concluiu que ele não é portador de cardiopatia grave e não deve ser beneficiado com a aposentadoria por invalidez.
Atualmente ele recebe, em prisão domiciliar, apenas R$ 20 mil mensais.
Nos próximos dias o STF decidirá se determina ou não o seu retorno para a Penitenciária da Papuda.
 
Blog: Observadores dão conta que o ex-deputado teve uma recaída ao receber a notícia de que está bem de saúde.

ER

PASSE AÇUCARADO

 
Ouvido ontem na Feira Livre do CEASA, na Avenida
 
- Ô Cumpadre sabe o que um jorgista gritou para um rodriguista, ontem, lá na Rua Nova ? Foi sobre a inauguração de duas creches e da ponte da Boa Vista ?
 
- Desembucha homem !
 
-  Gritou o cara: Ei assessor especial ! vão tirando o couro dessas três que iremos providenciar mais.
 
- Éh...Faz sentido. Na certa irão citar o nome do Doutor quando cortarem as fitinhas.
 
ER

VÁ RECLAMAR PRO BISPO DE POUSO ALEGRE


domingo, 16 de fevereiro de 2014

TALVEZ POR DECRETO


“Dilma precisa arrumar um namorado…”

Lula

sábado, 15 de fevereiro de 2014

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

TOMOU O BARCO


Tomou o barco ontem na terrinha o nosso amigo Engenheiro Osmar Tomé da Silva, para quase todos os companheiros, simplesmente o Tomé.
"Camarada", era  como nos comunicávamos.
Formado na Efei na Turma de 68. Pessoa muito dada e de importante participações em diversas entidades da nossa cidade.
Deixa a esposa Edna, três filhas, genros e netos.

É a vida...

ER


 

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SININHO


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

NÃO CONVENCERAM

Evidentes demonstrações de coragem com todo o jeito de covardia.
Os políticos, em geral, têm feito tantas besteiras no país, que basta um deles tomar o microfone para milhões pensar  que estão faltando com a verdade.
Foi o caso ontem da cassação do mandato do condenado e cumprindo pena na penitenciária, Natan Donadon.
Em passado recente, em votação secreta, ele foi absolvido pelo mesmo colégio eleitoral.Seus pares deputados federais.    
Descalabro total.
Talvez lendo os jornais ou algo assim, perceberam a burrice cometida.
Arrumaram uma maneira legal de promover outra votação. Desta vez, "corajosamente", através de votação aberta.
Ano eleitoral, mensaleiros já devidamente "renunciados", nada como uma bela apresentação de peito aberto junto às câmaras de TV.
Capricharam. As cenas devem ir para o horário eleitoral gratuito.
Esperam causar impacto com os vibrantes pronunciamentos em defesa da ética, da honra e de sei lá mais o que.
Os políticos precisam de muito mais para convencer o povo.
Para começar, seria bom que se reaproximassem de suas origens. Antes das campanhas eleitorais, é claro.

ER  

O QUE NOS ESPERA

 
Uma usina termelétrica com capacidade de gerar energia a partir de resíduos sólidos (lixo) vai entrar em operação no município de Boa Esperança, Sul de Minas, no mês de julho deste ano. A usina usa tecnologia inédita na América do Sul, já conhecida no Japão e Itália, segundo destaca o jornal Brasil Econômico.
O empreendimento vai ter capacidade de produzir 1MW de energia, potência suficiente para abastecer 8 mil residências. O projeto foi desenvolvido por Furnas Centrais Elétricas em parceria com a Innova Energias Renováveis e a Universidade Federal do Rio de Janeiro.
WebMinas
 
Blog: Matéria prima não faltará.
 
ER

CONSTRUINDO O MEDO


"Um perigo paira sobre a democracia deste país após a morte violenta e covarde do jornalista Santiago Andrade: o de que possam roubar a rua e a liberdade de se manifestar nela dos cidadãos que pretendem reivindicar pacificamente melhores condições de vida.
Engendrar o medo de sair à rua é um tópico de todos os ditadores que preferem ver as pessoas presas em suas casas, vendo de maneira passiva a televisão. Nenhum presente melhor para os que guardam sonhos autoritários do que gerar medo de que as pessoas se manifestem alegando que é perigoso sair para protestar porque isso se revestiu de violência."

Juan Arias

MAIS UMA


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

AGORA VAI !

 
Argentina restabelece relações com o Brasil. Vai liberar uma frente fria no próximo final de semana.

Clarin da Boa Vista

MOÇA BONITA

Monique

DRAMA

Duas pessoas morreram depois que um táxi foi esmagado por um ônibus no corredor exclusivo de coletivos na Avenida Vereador José Diniz, importante via da região do Campo Belo, Zona Sul de São Paulo, por volta das 7h20m desta quarta-feira.
 
Tomaram o barco, o motorista do taxi (um corolla preto) e o passageiro.
 
O passageiro do táxi era o francês Cyrille Fourny, 50 anos, vice-presidente financeiro da fabricante de helicópteros Helibras. Segundo nota divulgada pela empresa no início da tarde desta quarta-feira, Fourny era vice-presidente desde 2011.
Ele trabalhava na Airbus Helicopters, grupo francês ao qual a Helibras pertence, desde 1988. Ele já havia trabalhado anteriormente na Helibras como chefe de controle, de 1995 a 1999.
 
Era casado com uma brasileira e tinha dois filhos. No momento do acidente, estava a caminho da empresa.
 
ER


TRATAMENTO INTERROMPIDO


PRÁ PENSAR

 
Ser simples, definitivamente, não é abrir mão de nada. É possível apreciar o conforto, a sofisticação intelectual, as artes, o prazer da culinária, a aventura das viagens e continuar sendo simples.”
Pessoas, que fazem a opção da simplicidade, têm alguns traços comuns. Identifico cinco deles:
 
1. São desapegadas: não acumulam coisas, fazem uso racional de suas posses, doam o que não vão usar mais.
 
2. São assertivas: vão direto ao ponto com naturalidade, mesmo que seja para dizer não, sem medo de decepcionar, não "enrolam" nem sofisticam o vocabulário desnecessariamente.
 
3. Enxergam beleza em tudo: em uma flor no campo e em um quadro de Renoir; em uma modinha de viola e em uma sinfonia de Mahler; em um pastel de feira e na alta gastronomia.
 
4. Têm bom humor: são capazes de rir de si mesmas e, mesmo diante das dificuldades, fazem comentários engraçados, reduzindo os problemas à dimensão do trivial.
 
5. São honestas: consideram a verdade acima de tudo, pois ela é sempre simples e, ainda que possa ser dura, é a maneira mais segura de se relacionar com o mundo.”

Revista Vida Simples 

PHOTOGRAPHIA NA PAREDE

 Kate Moss e sua filha Lila Grace  - 2013 Mario Testino

O RABO ESTÁ ABANANDO O CACHORRO

 

No Brasil é tão normal um cidadão ter medo de andar pelas ruas e tão rotineiro abrir-se mão da cidadania mais básica que já não causa surpresa as vítimas estarem se transformando em culpadas pelos crimes”.  
 
José foi assaltado. Levaram o carro dele. Ao chegar em casa de táxi, ele imediatamente assumiu a culpa pelo roubo: “eu dei bobeira, não deveria ter parado naquele semáforo”.
 
Maria foi estuprada, e quase morreu. Ao prestar depoimento, ela deixou bem clara sua responsabilidade pelo episódio: “eu vacilei, não deveria ter ido comprar pão sozinha”.

Um ladrão arrancou o telefone celular das mãos de João enquanto ele atendia uma ligação. Ele – o João, e não o ladrão – assumiu total culpa pelo crime: “eu não sei onde estava com a cabeça quando fui atender uma ligação no meio da rua”.
 
Maria foi morta durante um assalto. Ela gritou e acabou levando um tiro. Por ocasião de seu enterro, Maria foi condenada por todos os presentes: “que estupidez dela ter gritado, todo mundo sabe que durante um assalto o melhor é ficar em silêncio”.

Mário, um dedicado policial militar, foi morto a tiros por traficantes do morro no qual morava. Seus familiares, entrevistados por um jornalista, o recriminaram duramente: “ele sempre foi cabeça-dura, nunca quis esconder a farda quando voltava para casa”. No mesmo morro, Paulo, um líder comunitário, foi esfaqueado até a morte pelos mesmos traficantes. Seus amigos o criticaram ferozmente: “que falta de juízo, procurar a polícia para denunciar que o crime estava dominando o morro”.

Marcos teve sua loja assaltada, e quase levou um tiro. Seus empregados reclamaram dele: “que estupidez, deixar aquele monte de mercadoria exposta na vitrina”. Marcos passou a deixar tudo trancado em um cofre. Mas a loja foi assaltada de novo, e um de seus funcionários, após quase levar um tiro por ter demorado a abrir o cofre, agrediu-o violentamente: “seu miserável, fica trancando tudo, mais preocupado com as mercadorias do que com a gente, e quase levamos um tiro por sua causa”.

Carlos estava jantando com sua namorada em um movimentado restaurante quando uma quadrilha armada saqueou todos os clientes. Seu futuro sogro não gostou: “este rapaz é um irresponsável, ele sabe muito bem que não estamos em época de ficar bestando por aí, jantando fora, e acabou passando por um assalto e traumatizando minha filha”.

Joel entrou em um subúrbio com o caminhão da empresa para entregar pacotes de biscoito nos bares de lá. Após ter tido os produtos e o caminhão roubados, e quase ter sido morto, foi despedido por seu chefe: “que sujeito burro, ir com o caminhão lá naquele bairro sem pedir licença para o líder do tráfico local”.

Patrícia viajou a negócios. Desembarcou no aeroporto com seu “notebook” e tomou um táxi. Não conseguiu andar dois quarteirões – foi assaltada em um semáforo. Na empresa, foi imediatamente repreendida: “você não poderia ter desembarcado sem antes esconder o notebook, deste jeito você pediu para ser assaltada”.

E é assim, de exemplo em exemplo, todos já parte do nosso cotidiano, que vamos chegando a uma verdadeira “rotina do absurdo”. Aqui no Brasil é tão normal um cidadão ter medo de andar pelas ruas, é tão comum um policial ter que esconder sua profissão para não morrer, é tão usual pessoas terem que pedir permissão a traficantes para subir em morros e é tão rotineiro abrir-se mão da cidadania mais básica que já não causa surpresa as vítimas estarem se transformando em culpadas pelos crimes.

Diante desta tenebrosa realidade, patrocinada pela fraqueza e falta de firmeza das nossas instituições, talvez já não nos cause surpresa ver um rabo abanando um cachorro…

Desembargador Pedro Valls Feu Rosa