segunda-feira, 4 de novembro de 2013

RAINHA DOS MARRETEIROS

Como não tinham sede ou algo assim (hoje fundariam uma ong), os marreteiros da cidade se reuniam, diariamente, à partir as 19:00 horas, debaixo da marquise do Bazar Fukaiama, mais conhecido como a loja do japonês.
Na Boa Vista, é claro. No cruzamento da Maria Carneiro com a Miguel Braga (êpa).
Para os que estão chegando agora, "marreteiros" eram os cidadãos viciados na arte de trocar objetos. No popular, breganhar.
Após o início da sessão do Cine Paratodos, que iniciava às 19:30 horas, o pregão breganhista fervia. Razão: Os sapos palpiteiros entravam no cinema e deixavam o palco para os profissionais.
Altíssimo nível na arte de menosprezar os bens dos outros e megavalorizar os seus.
De menor não entrava.
Explico: certa vez um moleque trocou o seu relógio por um isqueiro Ronson. No outro dia o pai foi, acompanhado pelo Cabo Tiãozinho, desfazer o negócio.
Quando o filme era proibido para maiores de 14 anos eu costumava ficar assistindo o pregão. Pessoal manhoso. Fingiam que não se interessavam e seguiam negaceando, até a proposta final.
Assisti emocionado a troca de uma charrete, com égua e arreio, ser trocada por uma bicicleta Humber.
Presença marcante era a da Dona Izabel. Mulher forte e se preciso fosse, resolveria uma eventual pendenga no braço.
Boa de negócio. Só prejudicada pelo vício. Claro, breganhar pode se tornar um vício. Era o caso dela.
Certa noite trocou um belo conjunto de beleza Coty, com pó de arroz, esponjinha e loção, com certeza ganho nos "dia das mães", por um belo e útil canivete suíço. Um negocião.
Esclarecendo: Os marreteiros jamais diziam a palavra "troquei". Diziam: "Apanhei".
Diziam os fofoqueiros da Boa Vista (tinha um ou outro vindo de fora), que durante o dia, a Dona Izabel, em treinamento, trocava um objeto de um bolso esquerdo do avental, com outro colocado no bolso direito. Negociação demorada e difícil.
 
É a vida.    

PRÁ PENSAR

Eu espio
Tu espias
Ele espia
Nós espiamos
Vós espiais
Eles espiam

John Chair

SOB A LUZ DE VELAS

 
 
"No inferno os lugares mais quentes são reservados àqueles que escolheram a neutralidade em tempo de crise."
Dante Alighieri

MÃO GRANDE


AGORA VAI !

 
Corre pela internet:
Conforme previsão, o Governo do Estado conseguiu desembargar as obras do aeroporto da terrinha. Possivelmente, os responsáveis pela Secretaria de Obras atenderam as observações do Ibama.
Isso é bom.
Já que o projeto foi aprovado e os cuidados ambientais serão observados, vamos em frente.
Quanto ao aterro da várzea,o mesmo deverá ser aprovado pelos vereadores da situação, que são em maioria.
Somente os votos dos vereadores Santi, Joel e Ricardo, tudo indica, deverão ser pela preservação da área. 
É a vida.

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GENTE FINA


DENTRO DO MESMO TEMA

 
Quem tem passado pela Rodovia Carvalho Pinto se assusta com a enorme movimentação de terra nas proximidades de Caçapava. Uma placa anuncia o Projeto Aerovale.
Deverá ser o primeiro aeroporto comercial privado do Brasil.
Faz todo o sentido pela localização. De um lado a Dutra, do outro a Carvalho Pinto.
O dono é o empresário Rogério Penido que investe no negócio R$ 250 milhões.
Segundo a Folha, o planejamento para construção começou há dez anos.
Só para obter as licenças que permitiram o início das obras foram gastos sete anos e incluíram até a criação de um plano diretor que limita a ocupação do solo no entorno.
A pista principal terá 1.530 metros. O aeroporto incluirá um terminal de passageiros para aviação comercial e executiva, heliportos e um conjunto de hangares.
O objetivo é receber voos regionais regulares de empresas aéreas comerciais, mas principalmente da aviação geral, que engloba aeronaves privadas e de táxi aéreo. 
A previsão é que tudo seja entregue para operação em maio de 2014, antes do início da Copa do Mundo. 
Um item de destaque do projeto do Aerovale é a oferta de lotes aeronáuticos para a instalação de hangares privados.
Atualmente, a maioria dos hangares existentes no país são de propriedade da Infraero e operados por concessões - o que que acaba elevando os custos para manter e operar aeronaves.
O preço médio anual da concessão de um hangar no Campo de Marte é de R$ 648 mil por ano. Com o mesmo valor é possível comprar um espaço de 460 metros quadrados para construção de um hangar próprio no Aerovale.
O negócio também deve gerar 2 mil vagas de emprego até o começo de 2014 e com potencial para gerar outros 30 mil postos de trabalho diretos e indiretos quando todo o complexo estiver em funcionamento.
 
Blog: Segundo informações, o aeroporto de Itajubá poderá ser "desembargado" hoje na reunião de hoje do Copam, em Varginha
 
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