terça-feira, 18 de junho de 2013

VEM PRÁ PRAÇA VOCÊ TAMBÉM !


NOTÍCIAS QUE GOSTARIA DE LER


" As manifestações são legítimas. Concordo que tudo está uma merda. Os estádios foram superfaturados, o partido não larga do meu pé, o congresso me expreme de todo lado exigindo verbas, a inflação bate às portas, tenho pesadelos com o mensalão, o Lula não me deixa trabalhar, o pib é uma vergonha, a insegurança assusta, os juízes não se entendem, estou-me achando gorda e resumindo: estou no mato sem cachorro."
 
Dilma (exclusivo para o Clarin)

MOÇA BONITA

DITADURA NA TERRINHA

 
Deu no jornal "O Sul de Minas" que o PT local vai decidir em votação se expulsa o ex-vice prefeito, ex- deputado e ex-vereador Laudelino do partido.
O Laudelino teria cometido "o crime" de apoiar o Dr. Jorge nas últimas eleições.
A expulsão do Laudelino foi requerida pelo Professor Paulino.
Sorte do Laudelino é que pelas nossas bandas não existe a Sibéria ou algum local equivalente. É para onde seria expurgado pelo comitê do seu partido.
Problema deles.
Agora, pelo que me consta nenhum pedido de expulsão do partido foi protocolado contra os mensaleiros, já condenados em última instância por formação de quadrilhas, etc, etc.
Não me venham dizer que estão sub-judice. Só estão ganhando tempo.
Me parece mais "limpeza de área para as próximas eleições".
Stalin deve estar sorrindo na fotografia amarela pendurada na parede.

ER

O DIA EM QUE FIQUEI VELHO

Blog do Menon
 
A velhice é inexorável e o tempo é um construtor de monstros. Faz um trabalho cotidiano de destruição. O caminho para a decadência física é impossível de ser detido. Vez por outra há um aviso mais forte, uma ruptura: um enfarte, a perda da visão, disfunção erétil, menopausa…. Então, você percebe que está velho.
 Para mim, o aviso foi diferente. Veio através das ruas. Fui totalmente surpreendido com tanta insatisfação e tento entender o que se passa. O País está ruim? Inflação em torno de 6,5% ao ano, pouco desemprego? Não é isso, tenho certeza. Estádios caros? Não acredito que seja por isso. Eles estão lotados.
Eu preferiria que as manifestações fossem por questões mais específicas. Querem tarifa zero de que forma: aumentando os subsídios para os donos dos ônibus ou estatizando o transporte? Queria que tanta gente estivesse na rua para apoiar os movimentos por reforma agrária, por moradia, por saúde pública. Mas sei que muita gente está na rua protestando por coisas que eu defendo: as políticas de inserção social, por exemplo. Bolsa-família, política de cotas, regularização da situação laboral das empregadas domésticas, Ciência sem Fronteira etc. Não é nada disso, estúpido, me dizem as ruas. Há um sofrimento muito grande com a fragilidade dos serviços públicos apresentados. Os ônibus em São Paulo são caros e ruins. O Metrô é insuficiente. É difícil buscar um médico. Tenho plano de saúde. Imagina quem não tem.
 A questão maior, porém, é outra. É a geléia geral em que se transformou a política brasileira. Todo mundo está aliado com todo mundo. Então, como reclamar que a população considere todos iguais? Há uma descrença muito grande – um ódio até – em relação à classe política brasileira. E eles, que são tão espertos, precisam escutar o aviso do povo. Se houvesse uma movimento forte para fechar o Congresso, quem defenderia a democracia? Não acredito que a juventude que está nas ruas voltaria a elas para lutar pela reabertura do Congresso. E um Congresso péssimo é muito melhor que um Congresso fechado.
Nenhum desses jovens tem a coragem que Dilma teve nos anos de chumbo. Mas, diante da geleia geral, isso não adianta mais. A Presidente não se diferencia de gente que a perseguiu. Por que os jovens precisam fazê-lo?
 Estou confuso. Mas, quando o povo vai às ruas, é fácil escolher um lado. Não fico com a violência policial, nunca. Não fiquei quando fizeram a pancadaria no Pinheirinho, não ficarei agora. Estou com o povo nas ruas. Que seu grito traga lições a velhos como eu. Que a esquerda se recicle. Só não vou junto porque tenho medo. Simples assim. Diabetes, colesterol, hipertensão, excesso de peso, gordura no fígado não são bons companheiros.
 E viva o povo brasileiro.
 
Blog do Menon

FIM DA FARRA


17 DE JUNHO - EXPLODE CORAÇÃO



Não dá mais para segurar. Explode coração ! Por um Brasil melhor.

ER

CARTAS QUE NÃO RECEBI

Brasília, 17 de junho de 2013.
Prezado Senhor,
Começou a acontecer o que, inevitavelmente, tinha que acontecer. Sem faltar com o respeito, estamos sendo levados a tomar a iniciativa.
Registramos que, ouvir as suas histórias contadas seguidamente, e já disformes pelo tempo e falhas naturais da memória, não nos bastam mais.
As românticas participações em passeatas em 1968, panfletos de protestos rodados em ultrapassados mimeógrafos em 1969, e tímidas pichações "ianques go home" feitas pelas madrugadas nos escondidos muros da cidade, ficaram no tempo. 
Dezenas de passeatas em 1982, pelas eleições diretas, conseguiram agitar o país. O expurgo de Collor foi também um bom momento. Mas ficaram na poeira.
A sua geração nos parece cansada.
Anestesiados por um bom momento vivido pelo mundo, vocês se extasiaram com carros novos, crédito fácil, yogurtes, picanhas mal passadas, tvs de tela plana, celulares que, inclusive, servem para telefonar e a famigerada criação de quotas e bolsas.
Assistiram nas poltonas de couro sintético empreguiçarem o Brasil.
O grande país tornou-se uma grande fazenda. Uma bem sucedida fazenda, produzindo soja, milho, papel, carne e minerais diversos para o mundo.
O Estado foi aparelhado pelo partido no poder. Na falta de quadros competentes, companheiros sem o mínimo preparo foram instalados nos principais postos da Nação. Vergonhosamente, aquela que foi a nossa maior empresa (Petrobrás) arrasta-se pelos guichês de bancos tentando levantar recursos.
O Brasil se tornou o "bobão" do mundo.
Imperialista de araque.
Os seus líderes, atentos ainda a leituras de cartilhas de esquerda do século 19, saem enterrando os parcos recursos do país em obras a fundo perdido em países da África, dirigidos por conhecidos ditadores e em países vizinhos dirigidos por pequenos tiranetes. Tudo em busca de pobres votinhos para influenciar as decisões nos organismos mundiais. 
A peste da incompetência espalha-se por todo o país, atingindo todos os níveis da administração pública. Senadores, deputados e vereadores, tornaram-se os donos da verdade.
Judiciário vaidoso e exército sucateado.
O povo, Ah... o povo. Mero e pacato coadjuvante.
Pacato mas começando a cair na realidade. Impossível não comparar  o fausto bilionário das arenas erguidas com o seu dinheiro e os corredores frios, úmidos e lotados dos hospitais.
Prezado Senhor, entenda que o dique rompeu.
Só queremos um Brasil melhor.
Anônimo (somos milhões)

ER