terça-feira, 11 de junho de 2013

SOB A LUZ DE VELAS

 
Só depois que a tecnologia inventou o telefone, o telégrafo, a televisão, a internet, foi que se descobriu que o problema de comunicação mais sério era o de perto.
 
Millôr

PREOCUPAÇÃO ADICIONAL

Sempre tive dificuldade em debater com ambientalistas. Sempre porém, ouvi as argumentações técnicas apresentadas. Na maioria das vezes fui convencido em cima de estudos feitos principalmente pelos especialistas da Unifei.
Ando intrigado com alguns aspectos do Plano Diretor em discussão.
O principal é a liberação da área da vargem do Ribeirão Piranguçu para construção de um condomínio industrial e residencial. Já existe inclusive projeto para o investimento com previsão de um aterro de 600.000 m3.
Na primeira Audiência Pública para tratar do PD, foi vitoriosa a proposta dos especialistas, AEARSI, Comitê da Bacia, AENAI e equipe da Unifei, em deixar o item que tratava especificamente do assunto (letra L) para a revisão geral do PD.
Teriam sido contrários aos especialistas (eu não estive presente), os Srs. Secretário de Planejamento e o Super Secretário Adilson Primo.
Nas segunda e terceira Audiência Pública, os especialistas foram atropelados quando da votação.  
Nada mais antidemocrático. E todos sabemos do que estamos falando. 
Como não conheço detalhes técnicos da questão, conversei com alguns amigos e tive acesso a algumas informações. Preocupante.
Até entendemos a ocupação da vargem do Piranguçu para construção do aeroporto (nossas observações sobre esse projeto abordam outros aspectos). Preocupa-nos a ocupação de outra grande parte da várzea. Área normalmente de escape para as águas.
Estamos buscando e iremos analisar com cuidado os números e dados técnicos.
Para o bem geral da nação itajubense o assunto deveria ser mais divulgado e discutido
Partos a fórceps fogem um pouco da pauta de uma nova Itajubá.
Seria bom a publicação de comentários técnicos e esclarecedores.
Vamos com calma pessoal.
 
ER
 
 
 

V DE VITÓRIA



Nos anos trinta, Hitler e seus sicários decretaram que o jazz era "música degenerada". Mesmo assim, já metidos na Segunda Guerra Mundial, tiveram que fazer concessões e permitir que seguissem atuando orquestras e conjuntos de jazz, por exigência de seus soldados.
Porém não podiam competir com o Exército dos Estados Unidos. Como parte do projeto V-Discs, os principais solistas e orquestras de jazz gravaram discos exclusivos para o soldados. Os famosos Discos da Vitória tinham uma duração maior do que as gravações convencionais e transmitiam mensagens animadoras dos intérpretes  aos homens uniformizados.
Tal como foi combinado, os V-Discs  não podiam ter uso comercial: quando deixaram de ser fabricados, se destruíram as matrizes e as placas que haviam sobrevivido. Afortunadamente, alguns colecionadores se negaram a essa barbaridade e conservaram cópias. Esses discos clandestinos, posteriormente "legalizados", são a base do presente programa: jazzmen tocando e cantando grátis para manter a moral dos soldados que lutavam contra o eixo Alemanha, Itália e Japão. História e músicas extraordinárias.
 
El País

MOÇA BONITA

Megan Fox - Com e Sem Photoshop

VACAS MAGRAS

 
 
Ouvido ontem nas proximidades do Mercado Municipal:
 
- Ô Cumpadre, a gestão nem começou direito e a moçada eleita já está chorando. É um tal de falta de recursos, redução das verbas, o dinheiro está curto...
 
- Ô cumpadre, nesse quesito eles vão ficar em segundo lugar. Em matéria de lamentação o ex-prefeito era imbatível. Não conseguirão superar.
 
- Éh...também acho. Penso que a meninada está só assustada. Já que se acostumam .
 
- Carece mesmo.
 
ER  

O QUE QUE EU ESTOU FAZENDO AQUI ?


PROTESTOS CONTRA O AUMENTO DO PREÇO DA PASSAGEM

Deu no O Globo - Protestos contra o aumento da passagem de ônibus para R$ 2,95

RIO - Um protesto interditava, às 18h desta segunda-feira, a Avenida Rio Branco, no Centro, na altura da Avenida Almirante Barroso. Cerca de 250 manifestantes ocupavam todas as faixas da via e causavam grande congestionamento no entorno. Neste mesmo horário, os reflexos no trânsito já eram sentidos na altura da Avenida Presidente Vargas e nas vias transversais à Avenida Rio Branco. Às 18h20m os manifestantes se encontravam na R. Araujo Porto Alegre e seguiam em direção à Orla. A Avenida Presidente Antônio Carlos chegou a ser fechada pelos manifestantes, às 18h30m. De acordo com as primeiras informações, os manifestantes protestavam contra o aumento no valor da passagem de ônibus. Para desviar do congestionamento, os motoristas seguiam pelas Avenidas Rodrigues Alves e também pelo Elevado da Perimetral, que apresentavam melhor fluidez neste horário. Equipes da CET-Rio, Guarda Municipal e Polícia Militar atuavam na região.

O Globo

Blog: Na terrinha, pelo visto, o R$ 2,95 foi considerado de bom tamanho. É a vida...

ER

CENA ILUMINADA

Trecho de artigo do Prof. Carlos Alberto Di Franco (p/ o Noblat)
 
"O bom jornalista ilumina a cena, o repórter manipulador constrói a história. A distorção, no entanto, escapa à perspicácia do leitor médio. Daí a gravidade do dolo.
Na verdade, a batalha da isenção enfrenta a sabotagem da manipulação deliberada, da preguiça profissional e da incompetência arrogante. Todos os manuais de redação consagram a necessidade de ouvir os dois lados de um mesmo assunto. Mas alguns procedimentos, próprios de opções ideológicas invencíveis, transformam um princípio irretocável num jogo de aparência.
A reportagem de qualidade é sempre substantiva. O adjetivo é o adorno da desinformação, o farrapo que tenta cobrir a nudez da falta da apuração.
É importante que os responsáveis pelas redações tomem consciência desta verdade redonda: a imparcialidade (que não é neutralidade) é o melhor investimento.
A precipitação e a falta de rigor são outros vírus que ameaçam a qualidade. A incompetência foge dos bancos de dados. Na falta de pergunta inteligente, a ditadura das aspas ocupa o lugar da informação.
Quando editores não formam os seus repórteres, quando a qualidade é expulsa pela ditadura do deadline, quando as pautas não nascem da vida real, mas de pauteiros anestesiados pelo clima rarefeito das redações, é preciso ter a coragem de repensar todos os processos.
A autocrítica interna deve ser acompanhada por um firme propósito de transparência e de retificação. Confessar um erro de português ou uma troca de legenda é fácil. Mas admitir a prática de prejulgamento, de engajamento ideológico ou de leviandade noticiosa exige pulso e coragem moral."
 
Carlos Alberto Di Franco - Trecho (para o Noblat)

" DI MENOR "