domingo, 19 de maio de 2013

SOB A LUZ DE VELAS

 
"Qualquer verdade passa por três estágios: Primeiro, é ridicularizada. Segundo, é violentamente combatida. Terceiro, é aceita como óbvia e evidente."

Arthur Schopenhauer

OLHANDO NO ESPELHO

 
 
Não existe político "irretocável do ponto de vista do comportamento moral e ético". Não existe".  

Lula

ABRINDO A CAIXA DE FERRAMENTAS

 
“Queremos tirar o país das garras de um partido que tem apenas um projeto de poder. Não será fácil, não me iludo. Vamos enfrentar não só um partido. O PT colocou o Estado à sua disposição. É isso que vamos enfrentar”.

Aécio Neves

É DISCO QUE EU GOSTO



Depois de uma semana de martírio, nada como o Manhattan Transfer.

ER

PHOTOGRAPHIA NA PAREDE

"Rabo Mole" - Foto Assis Horta


O projeto de pesquisa pesquisa sobre a obra do fotógrafo Assis Horta (95 anos), deu a Guilherme Horta (o sobrenome é coincidência, eles não são parentes), o Prêmio Marc Ferrez de Fotografia 2012, categoria Reflexão Crítica, e resultou na exposição atualmente em cartaz em Ouro Preto.
Na entrevista a seguir, Assis Horta, aos 95 anos, conta que fotografou de tudo nesta vida. 
"... Perdi o pai aos 10 anos, éramos dez irmãos, tive que trabalhar. Era 1928. Arranjei emprego no Photo Werneck, de Celso Tavares Werneck, em Diamantina mesmo. Ele me ensinou o trabalho, começando pelo quarto escuro, e depois acabei comprando o estúdio dele. De 1934 a 1967 fotografei de tudo. Festas, procissões, quermesses, casamentos, batizados e principalmente fiz os 3 x 4 para a carteira profissional. Meu acervo tem mais de 96 mil chapas de vidro de 9 x 12 cm.
Gosta de conversar com as pessoas que iam ao estúdio. Fiz muito retrato fiado, pra pagar no fim do mês. De outros eu nem cobrava, porque eu queria só documentar, como o Rabo Mole, esse senhor de roupa rasgada (foto acima). Era um personagem popular na cidade. Parava na frente do estúdio e ficava fazendo pose. Quis ser fotografado, mas do jeito dele. Nada foi capaz de convencê-lo a vestir o paletó e a gravata que eu mantinha lá para as fotos 3 x 4.
Hoje só fotografo os filhos, que são 10, os netos (18) e as bisnetas (7). Uso uma Rolleiflex. Esse negócio de câmera digital não tá com nada. A turma tira foto e guarda. Eu gosto do papel, que posso mostrar pra todo mundo.
Me falta fotografar mulher nua. Nunca fiz. Uma vez dois casais me contrataram para fotografar a viagem deles pela Europa. Fiquei cinco meses lá, 14 países. Em Paris, uma das senhoras, que gostava de um cabaré, me atormentou para fotografar as dançarinas sem roupa. Eu só disparava o flash. Não fiz nenhuma foto de mulher nua. Mas quem sabe um dia.
 
(do Estadão)
 
ER



 

TENTANDO ALÇAR VOO