sábado, 20 de abril de 2013

SOB A LUZ DE VELAS

"Todos nós desejamos o progresso, mas se você está na estrada errada, progresso significa fazer o retorno e voltar para a estrada certa; nesse caso, o homem que volta atrás primeiro é o mais progressista."
 
C. S. Lewis

FUMAR, ÀS VEZES, É PREJUDICIAL À SAUDE


BERNADETE OU SIMPLESMENTE BAH

 
Amiga de longa data. Acionista de primeira hora do "Viver é Perigoso". Muitas participações doces, firmes e esclarecedoras. Foi responsável pela postagem de número 500 no blog. Escritora de sucesso.
Falamos da Bernadete, Bah para os amigos que são milhares.
Hoje é o seu aniversário. Que ela continue vivendo com intensidade junto a sua bonita família.
Um abraço menina !
 
Continuam valendo as palavras da Bah postadas aqui em março/2012. 
 
Para os leitores maduros e outonais do "vivereperigoso".
Viver é um ato de amor, em todos os sentidos. Vão-se as estações...Uma a uma. O Outono chegara! Mas nos dias de outono o sol também brilha. O calor não é intenso, mas aquece na temperatura certa! As folhas caem. Mas são douradas, enfeitam as paisagens. No outono as frutas são mais saborosas, mais perfumadas. As manhãs são mais frescas e as tardes mais coloridas. O verão se foi. A primavera ainda está na lembrança, e o inverno é uma distância. No outono da vida percebemos que a sabedoria e a experiência que o tempo nos confere é o que realmente importa. Que nosso outono perdure cálido, duradouro e fecundo.Que um saber se transforme sempre em novos e atraentes projetos de vida! Que nossa alma esteja pulsante; gritando por vida, amor, aventura, paixão, novos conhecimentos...Um tempo mágico de uma linha tênue que separa a experiência adquirida da beleza e das surpresas que ainda estão por vir. Estaremos prontos para viver a vida com a intensidade que ela merece? Nós, os outonais podemos ainda descobrir maravilhas nessa estação repleta de beleza e poesia, cujo verbo principal é renascer. Renascer para uma nova vida.

Bah

SÓ BLUES



Eddie James House Jr,     simplesmente  Son House. Cantor e guitarrista de blues. Nasceu no Mississipi entre 1886 e 1902. Tomou o barco em Detroit em 1988. Tocou com Robert Johnson. Foi House que espalhou o boato, que virou lenda, que Johnson havia vendido sua alma para o diabo em troca da habilidade para tocar guitarra.
House passou uma temporada na penitenciária de segurança máxima em Parchman, no Mississipi. Matou um homem. Sempre alegou legítima defesa.
Gravou seu primeiro disco em 1930.
House não era brilhante na guitarra. Compensava a falta de técnica com um estilo poderoso e inovador, com ritmos fortes e repetitivos.
Sua música era dançante, feita para ser tocada em ambientes barulhentos como bares e salões de dança.
Influenciou o próprio Robert Johnson e também Muddy Waters.
Muitas bandas de rock dos anos 60 e 70, copiaram o seu estilo
 
ER

É A VIDA...


Você está prestes a tomar o barco.
Sozinho, lúcido e sem sofrimentos providencia um gravador e resolve deixar registrado toda a sua vida. Registrar realmente como aconteceu e não versões fantasiosas e ajeitadas criadas por você mesmo.
Tem que ser rápido. Uma semana voa.
Não terá dificuldades. Os estudiosos dizem que nessas ocasiões a vida toda passa pelo pensamento como se fosse um filme.
Não insista. Não terá lembrança alguma do que aconteceu até os seus três anos. É como não tivessem existidos.
O filme inicia-se aos quatro anos.
Um bom começo seria pelos remédios ruins que lhe enfiaram guela abaixo. Injeções e vacinas. Roupas domingueiras desconfortáveis, fora do tamanho, sapatos rígidos e engolidores de meias de algodão. Banhos parciais de bacia nos finais de tarde. Cuidados especiais com o rosto, pescoço, axilas e pés. O resto ficava para sábado.
Desodorante ? só pomada minancora ou creme de rosas
Meninice.
Televisão nem pensar. Rádio só em ondas médias e curtas. Som horrível de locução de futebol, nas tristes tardes de domingo. Novelas radiofônicas durante à tarde, Jerônimo, o Heroi do Sertão, no final do dia, logo após a agonia provocada pela Ave Maria.
Famigerado instrumento instrumento de tortura criado pelos adultos: Boletim escolar e destaques com caneta com tinta vermelha.
Brincadeiras de rua, primeiras brigas, nadar escondido e pelado no Sapucai. Muito futebol e a primeira paixão, sempre por uma pessoa infinitamente de mais idade. Mágoas profundas e passageiras.
Primeiras grandes perdas pessoais. Por que choravam tanto ? Só entenderia mais tarde: medo da saudade. Ô trem doído !
Vazios, mudança e  reconstrução de planos. A mudança assusta. Se brusca, apavora.
Cinema ? "A vida de Cristo", Marcelino Pão e Vinho" e comédias do "Gordo & Magro".
Tirando o Nelson Gonçalves e o Roberto Carlos, música só americana. Todas músicas em línguas diferentes do português eram americanas. Frank Sinatra, Beatles, Ray Charles, Edith Piaf e o ídolo maior, Elvis Presley.
Uma glória poder entrar nos filmes censurados para menores de 14 anos.
Coração disparado, frio no estômago, cabeça girando e o primeiro namoro escondido. As palavras sumiam. Segurar nas mãos levavam ao paraíso.
Tragédias gregas: Levar um fora ou desistir da namorada. Colocar o travesseiro (dizia-se trabeceiro) sobre a cabeça e molhar o lençol com lágrimas, enxugadas com planos de vingança.
"Nunca mais", quando se é jovem pode durar muito pouco. Minutos, horas e não mais que dias. 
Cabelos compridos, barbinha por fazer, calça Lee (uma só), duas camisas Lacoste (podia ser com jacarezinho falso) e o supra-sumo da felicidade:
Uma blusa azul acetinado da engenharia.
O embelezamento físico e intelectual acontecia por milagre. Antes mesmo dos cabelos voltarem ao comprimento normal, após o trote, elementos feios e fora de esquadro se transformavam em deuses gregos.
Divino ser  paparicado pela sogra.Acontecia.
Trouxas orgulhosos carregando pelas ruas da cidade, réguas T, balizas e teodolitos. Super-homens.
Obrigatório ler o livro "Lobo das Estepes" do Herman Hesse e  "O Meio é a Mensagem" do Marshall McLuhan.
Ditadura brava e tímidos movimentos de rebeldia. Chico Buarque e Caetano ajudavam a desabafar.
Fogos históricos. Definitivamente, Hi-Fi, Cuba Libre, vinho Astronauta e Rabo de Galo, não se combinam. 
Dane-se o mundo. Quero formar, comprar um fusca zero, um relógio Seiko e mais uma calça Lee. Não vou precisar mais da mágica blusa azul da engenharia.
Vou casar.
Engenheiro, respeitado e louco para usar alguma das teorias que aprendeu na Escola. Difícil.
Casamento, pernil, maionese e pé na estrada.
Vida de luta. Vida de perdas. Vida de conquistas. Vida feliz.
Filhos, netos e retorno do guerreiro para a aldeia.
No rádio do carro, Gonzaguinha canta com realismo:
"Começaria outra vez, se preciso fosse..."
Comum demais para dar um filme. E se desse ? seria um drama ou uma comédia?
O importante é que pelo menos para os seus, seria um épico, daqueles do Charlton Heston.
É a vida...
 
ER
 
 
 
  




















ESTÔMAGO DE AVESTRUZ

 
Quando menino na Boa Vista, a história corria de boca a boca.
Afirmavam que o episódio realmente tinha acontecido na mais importante esquina da cidade. Em frente ao antigo Café Hélio, no cruzamento da Rua Miguel Braga com a Rua Maria Carneiro.
Conheci os personagens citados.
O Sr. Marinho atuava com destaque como corretor de jogo do bicho. Andava coletando palpites por toda a Boa Vista, sempre carregando nos bolsos, três ou quatro talões próprios para o seu negócio.
Na época, não existia essa jogatina atual promovida pela Caixa Econômica Federal.
Jogo do bicho era considerado uma contravenção das brabas.
Pois bem, chegou para trabalhar na terrinha um severíssimo Delegado da Polícia chamado Dr. Leão.
O sério delegado circulava pela cidade num tétrico Citroen preto.
Numa dessas quase pegou o Sr. Marinho no flaga.
Ao pressentir o desastre, o experiente corretor não se apertou:
Comeu, numa engolida só, sem nem um guaranazinho para acompanhar, todos os talões com os registros do dia.
Ainda deu para balbuciar com a boca cheia:
- Boa tarde Dr. Leão.
Lembrei-me do caso ao ler hoje no jornal, que em Montes Claros, um motorista de um Fiorino, ao ser abordado numa blitz pela polícia, mastigou um tablete de maconha.  Os policiais perceberam um forte cheiro da erva e notaram que os lábios do motorista estavam extremamente brancos e secos. Ao chegarem mais perto, os policiais notaram pedaços de maconha presos aos dentes do motorista.
O moço foi preso e autuado no artigo 306, que proíbe dirigir sob influência de qualquer concentração de álcool ou droga.
O suspeito foi levado para a delegacia.
É a vida

ER

TREM DA ALEGRIA

A Comissão de Consituição e Justiça do Senado aprovou a criação de 6.818 cargos no governo federal, com impacto anual de R$ 480 milhões por ano aos cofres públicos a partir de 2014.

ER