sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

ACREDITE SE QUISER


SOB A LUZ DE VELAS

Os velhos gostam de dar bons conselhos para se consolarem de já não estarem em estado de dar maus exemplos.

 François La Rochefoucauld       
 

ENQUANTO ISSO...


SÓ BLUES



Tomou o barco na última quarta-feira, na Filadélfia, o bluesman Morris Holt, simplesmente, Magic Slim, aos 75 anos.
Da mesma geração do gênio BB King.
Com mais de trinta discos gravados, Magic Slim, lançou seu último trabalho em 2010, Raising the Bar,  seguindo à risca o seu estilo: composições novas e antigas, interpretadas com o mesmo vigor daquele blues visceral da Chicago dos anos 50.
Slim, nasceu no Mississipi e começou tocando piano. Dividia o seu tempo entre o duro trabalho na lavoura e a música. Após perder um dedo num descaroçador de algodão, passou a tocar guitarra.
Em 1955 foi para Chicago. Voltou para casa e formou um Trio com seus dois irmãos, batizado de Teardrops.
O resto é história.
 
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OS IRMÃOS METRALHAS

 
Os Irmãos Metralhas (no original, The Beagle Boys), foram criados em 1951 por Carl Banks, para a Disney.
São identificados pelos números 176-671, 176-761, 176-176, e por aí afora.
Passam a maior parte do tempo tentando roubar a caixa forte do Tio Patinhas. Quase sempre contratados pelo Patacôncio, inimigo número 1 do Tio Patinhas.
Sempre são perseguidos e derrotados pelo Mickey e pelo Coronel Cintra.
Às vezes aparecem nas histórias outros membros da família, como o Vovô Metralha e a Titia Metralha.
Em algumas histórias aparecem até cinco metralhas, muito embora, os originais sejam apenas três.
Vez por outra, aparece o Primo Metralha Azarado com o número 1313 (Êpa).
Interessante que sempre o resultado de suas operações é desastroso.
Pois é...a vida imita a arte.

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HOMEM DE VONTADE

A nota predominante do homem de vontade é o domínio de si mesmo. Quem pertence a essa categoria humana tem um sentimento muito vigoroso de sua responsabilidade, age com firmeza ante as circunstâncias e não se deixa comover nem se levar pela ânsia de sucessos mundanos. Valoriza mais o ideal que a conta bancária. Sabe que desse mundo nada levará a não ser os méritos de seu esforço.

Respeita a vida no animal, na planta, na água e em todo o sistema. É tolerante, respeitoso, nunca passivo ou indiferente. É inclinado naturalmente para ações positivas. Corre na crista da onda, enfrenta a vida como uma aventura que lhe foi dada viver, sem entregar-se à ociosidade nem à indiferença. Para esse tipo de homem, no xadrez da vida existe um contínuo plano de ataque, realizado em todo momento possível, sem se preocupar com a força do adversário: mais que na fraqueza alheia, confia na própria capacidade de vencer. Sabe jejuar, apanhar em silêncio, guardar energias, manter a concentração.

É quase invencível, pois a vitória que persegue não é para ele nem para satisfazer vaidades, mas para uma causa que reputa justa.

Ele, independentemente do berço e da família que lhe deu origem, chega ao comando e arrasta multidões. É um homem universal, transnacional, místico, é o melhor dos governantes, é um Júlio César, dotado de pureza, utopia, audácia e destemor. Por causa de sua fortaleza interna, não se abala na adversidade e contempla amistosamente a destruição que jamais cessa o reino da natureza. Não se deprime frente à morte ou ao fracasso. Sabe que o ideal, quando justo, persiste e, por isso, poderá ser represado, mas nunca vencido, como as águas de um rio correndo ao mar. Sabe se livrar das coisas inúteis e velhas, desfazendo-se do supérfluo como o cão que sacode a água ao sair do banho. Dispõe-se a começar nova aventura apenas com sua fortaleza de caráter, de mãos livres e de olho na meta.

Considera a austeridade não um fim, mas um método apropriado, uma virtude, um atributo essencial de seu caráter. Sabe decidir com rapidez, é prático, abomina o oportunismo mesmo quando a tentação se apresenta como um cofre cheio de ouro e de pedras preciosas.

Seu caráter se estriba nos antigos estoicos, na dignidade das ações que enaltecem a vida. Enxerga com clareza a relação entre os métodos e os resultados. Não se deixa enganar nem cair em tentações. Ele é completamente senhor de si mesmo, superior à dor e à tristeza. Avança até o último momento, desfruta de cada instante da existência. É homem raro e imprescindível, um construtor, uma coluna, um farol, um regente. Todavia, muito raro entre nós. É um ser eminente que se libertou de princípios inferiores. Quando aparece um, os milagres acontecem como aconteceram na Índia com Gandhi, homem que mereceu o título de Mahatma ou Grande Alma.
Vittorio Medioli

DISCURSO


VERSOS DEFINITIVOS

For what is a man, what has he got?
If not himself, than he has naugth
To say the things he truly feels
And not the words of one who kneels
The record shows, I took the blows
And did it my way
 
My Way - Paul Anka