quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

ERA UM GAROTO QUE COMO EU...


 
 Tomou o barco hoje em São Paulo, aos 65 anos, o músico Lívio Benvenuti Júnior, simplesmente conhecido como Nenê.  Foi baixista da banda de rock Os Incríveis entre 1966 até 1972, quando a banda se separou.
Nenê começou a carreira aos 12 anos de idade como baterista da banda "The Rebels". Na década de 1960 chegou a montar um grupo cover dos Beatles até entrar na banda Os Incríveis, que fez parte da Jovem Guarda.
Tocou com Raul Seixas e em apresentações com Elis Regina e Roberto Carlos. 
Contemporâneo musical do nosso amigo Alfredo Junta, advogado e  industrial na terrinha. Alfredo foi baixista do Conjunto "Os Dinâmicos", que também brilhou nas jovens tardes de domingo.
É a vida.

ER

NOTÍCIA QUE GOSTARIA DE LER

Cassado em Brasília o alvará de funcionamento do Senado e da Câmara.

Clarin da Boa Vista

É DISCO QUE EU GOSTO


HORÓSCOPO

Era uma vez, numa pequena, pacata e longinqua cidade do interior. Tudo caminhava num marasmo total.
O povo ordeiro seguia a vida, nem feliz e nem infeliz.
Não tinha conhecimento do que aconteceu, do que estava acontecendo e tão pouco do que iria acontecer.
O passado não interessava muito, uma vez que já passou mesmo.
Do presente seria bom saber alguma coisa, mesmo que não fosse muito animador.
Mas seria bom uma previsão sobre o futuro. Se fosse boa, animaria o povo. Se fosse preocupante, o povo se prepararia.
Tudo escuro.
Foi quando um velho e sábio ancião, "nascidiecriado" (como dizem os paulistas) no vilarejo, teve uma brilhante e criativa ideia.
- Por que não contratamos um mago especializado em horóscopos para tomarmos pé da situação ?
Palmas e aprovação. A iniciativa privada se cotizou (para evitar a lei 8666) e foi contratado por 100 dias o Mestre Asdrúbal, que de imediato, foi informado ser a pequena comunidade do signo de "peixes".
Entre outras, constou do seu relatório com as previsões para os primeiros 30 dias.
 
Nos negócios: Possibilidade de contrariedade e prejuízo com investimentos em grande empresa.Em compensação, uma boa nova ligada aos céus (aérea)
 
No relacionamento: Período de harmonia entre os três poderes. Princípio de desavenças normais entre companheiros de trabalho.Em fase de acomodação.
 
No jogo: Depois do prêmio da quina, esqueçam: não sai mais nada.
 
Na política: Forte ascendência, positiva, dos nascidos em cidade vizinha.

Na saúde: Remando...remando...

Sobre o Tempo: Pequenas e rápidas inundações decorrentes de fortes temporais. Em princípios estão descartadas grandes cheias.

No amor: Todos com os punhais embainhados e revólveres repousando nos coldres. Certo, que desabotoados.

E segue o jogo...

ER

PARQUE MUNICIPAL

Ouvido ontem na Feira Livre da Boa Vista, na Av. Dr. Rosemburgo Romano, ex-sambódromo:
 
- Ô Cumpadre, e o tal parque municipal, sai ou não sai ?
 
- Não sei não, acho que vai demorar um pouco mas sai. Parece que já decidiram transferir para lá a estátua da mulher de bronze.
 
- E a capelinha ? irá também ?
 
- Exatamente do jeito que está hoje. O conjunto completo.
 
- Êpa ! vai parecer um parque fantasma.
 
- Que isso homem ! vira essa boca para lá!
 
ER

SONHO PETISTA

Eles não sossegam !
 
A presidente Dilma receberá hoje em audiência, no Palácio do Planalto, o jornalista Franklin Martins
 ex-ministro da Secretaria de Comunicação, no Palácio do Planalto, no governo Lula.
O Senhor Franklin é autor de uma lei que estabelece marcos regulatórios para a mídia. Um nome camuflado para  a implantação de censura. Mais ou menos como a Sra Kirchner implantou na Argentina.
Ao deixar o governo Lula, no fim de 2010, Franklin deixou seu projeto nas mãos do governo, que não o levou adiante.
Num país sem oposição, ou melhor, com uma oposição raquítica, a imprensa tem sido a salvação da lavoura, fiscalizando e denunciando.
Não creio que, embora muito pressionada pelo partido no qual ela está filiada, a presidente Dilma irá montar nesse porco.
Aliás, o sonho de todos no poder é controlar a imprensa.
Elogios estão liberados.
 
ER

COMPLICADO


MILAGRE DO PÃO

...Ou melhor: Onde os bravos se encontram.
Enganou-se quem pensou se tratar de Tombstone, Dallas, ou mesmo Chicago. Fica aqui mesmo na terrinha e mais precisamente no Morro Chic.
Local que se tornou, há tempos, moda na cidade. E por justa razão. Impossível não ir buscar diariamente os pães, bolos e a atenção dos funcionários na Padaria Morro Chic.
Interessante o sistema de atendimento estabelecido pelos proprietários. Fila única que nas horas de pico, de manhã e de tarde se torna um respeitado "S", muitas vezes duplo.
Em toda a cidade, do porte da nossa, é inevitável que surjam divergências de pensamento e de posicionamento entre pessoas. Até mesmo pela inexistência de simpatia. Não, necessariamente, tranformando todos em inimigos.
Ficam mais ou menos do tipo:
- Me dou bem com ele(a) mas não ficarei com saudade se não o(a) encontrar.
É até bonito presenciar todos conviverem pacificamente e até com sorrisos nos lábios, quando dos encontros na fila do pão.
Pena que o atendimento é rápido. Com um pouco mais de demora muitas arestas seriam aparadas.
É a vida...

ER

ABRAHAM LINCOLN


Ontem assisti o filme LINCOLN. Só podia ser de Spielberg. A grandiosidade do filme está na história em si e na competência do trabalho do ator Daniel Day-Lewis. Forte candidato a levar o Oscar.
O filme enfoca apenas os quatro últimos meses da vida de LINCOLN como Presidente dos EUA.
Com mais de duas horas de duração o filme mostra a complexidade das negociações para aprovação da 13ª Emenda no Congresso (Abolição da Escravatura), depois de 4 anos de uma guerra civil.
A Guerra estava quase no fim, mas Lincoln sente que urge aprovar a emenda. Por quê? Justamente para evitar por lei constitucional qualquer possibilidade de que os escravos libertados fossem re-escravizados. Era cortar o mal pela raiz.
O drama de Lincoln era o drama que os próprios republicanos viviam naquele momento: muitos podiam ser a favor de acabar com a escravatura, mas eram contra a igualdade completa das raças branca e negra. Aí está o fio da navalha na aprovação da Emenda. Ou seja, se a aprovação da 13ª Emenda fosse vista como sonho de igualdade racial, não passaria de jeito nenhum.
Quando deixei o cinema com meu filho, duas coisas ficaram na minha cabeça:
1) O interesse pessoal no processo de cabalar votos para uma causa, ainda que a causa seja boa. As negociações atrás de um ou dois votos mostram o toma-lá-dá-cá da política. As pressões, os bastidores, as concessões de favores, entrega de cargos, enfim, o triste mensalão...
2) Imaginar que Lincoln foi o 16º Presidente dos EUA, enfrentou uma guerra sangrenta para acabar com a escravatura... e já o 44º Presidente dos EUA é um negro? Reeleito!
Vale a pena, antes de entrar no cinema para ver Lincoln, ler sobre o período e se familiarizar um pouco com a História. Haverá ganhos no entendimento do filme. Sobretudo se for com os filhos, pois o filme é uma belíssima aula de política, de história e de vida.
Vale a pena assistir antes da entrega do Oscar.


Comentário feito pelo Silvestre Gorgulho

Bah

JEJUM