domingo, 2 de setembro de 2012

PHOTOGRAPHIA NA PAREDE

Pelé (Mdig)

SPONHOLZ


Em um escritório abarrotado de desenhos, livros e objetos de decoração ou valor sentimental, o arquiteto, urbanista e chargista Roque Sponholz recebeu a equipe do Jornal da Manhã para falar um pouco de sua história. Como vereador, ele lembrou de uma época em que a política ainda não era um palavrão. Como arquiteto e urbanista, falou a respeito de uma de suas maiores alegrias: urbanizar uma favela. Como chargista, descreveu seu trabalho com desenhos como uma “terapia”, sem a qual poderia perder a cabeça e sair por aí surrando político. Simpático à imprensa, aqui está um recorte deste cidadão paranense que elegeu Ponta Grossa para morar.
JM: Para você, fazer charges é um hobby? Como você definiria seu trabalho com desenho humorístico?
Sponholz:
Pra mim é uma terapia. Porque eu extravaso tudo na charge. Se o Lula estivesse do meu lado, eu teria batido nele, não teria feito a charge. Mas faço isso através de meus traços. Tem pessoas, como jornalistas e advogados, que têm facilidade em escrever. Eu tenho facilidade em desenhar e, além do mais, a charge é uma síntese. Quase um editorial desenhado. Chega a ser mais comunicativa com a massa. O povão gosta mais de ver desenhos que ler qualquer texto. E eu jogo toda a revolta minha em cima do papel e ainda me acalmo.
 
Blog: Trecho da entrevista do Sponholz para o Jornal da Manhã, de Ponta Grossa, onde ele reside. Sponholz está diariamente (gentilmente) no "viver é perigoso" desde a sua fundação.
ER

A PRIMEIRA VÍTIMA


A primeira vítima, quando começa a guerra é a verdade.
 
Senador Hiram Johnson (1917)
 
Impressionante como, aparentemente, provoca certo prazer nos eleitores as informações sobre pesquisas eleitorais.
Hoje pela manhã, numa rápida caminhada pelas ruas da terrinha (padaria, banca de revistas, etc), encontrei e conversei rapidamente com eleitores dos quatro candidatos mais cotados para a prefeitura.
Todos, sem exceção, têm informações sobre pesquisas eleitorais feitas durante a semana. Indagados sobre os números, olham de para os lados como buscando segurança e cochicham nos nossos ouvidos, porcentagens mágicas.
O seu candidato sempre está na frente. Humildemente o colocam apenas alguns pontos a frente, com o cuidado de ser um pouco maior do que a margem de erro.
O adversário mais temido sempre é colocado em quarto lugar.
Em 60 minutos de caminhada, fiquei sabendo que o Jorge disparou, que o Chico está na ponta, que o Rodrigo colocou uma vantajosa dianteira sobre todos e que o Paulino, com a chegada do horário político  já estaria empatado tecnicamente com o líder.
Numa das conversas fiquei impressionado com a riqueza de detalhes:
Rogando toda a confidencialidade do mundo, um conhecido citou porcentagem de cada candidato, inclusive a do PSTU e dos indecisos.
Guardei os números e fiquei encabulado: O total deu 125%.
Faz sentido.   
ER

SOB A LUZ DE VELAS

Em tudo o que fazemos ou deixamos de fazer, levamos em consideração a opinião alheia quase antes de qualquer outra coisa, e se fizermos uma análise precisa veremos que dessa preocupação nasce praticamente a metade de todas as aflições e de todos os temores sentidos por nós.

Arthur Schopenhauer

MOMENTOS MÁGICOS


CUIDADO !