terça-feira, 22 de maio de 2012

CADÊ O TOUCINHO DAQUI ?


Publicado no "O Município de Itajubá", de 1915, organizado por Pedro Bernardo Guimarães.

"...Na vigência deste governo municipal, reflexo da crise de generos alimentícios que atravessou o país em 1890, a Câmara Municipal, foi obrigada a intervir no mercado, já então uma feira dominical importante, para coibir abusos e atender os reclamos da população, e como se fazia sentir, sobretudo a carência do toucinho, dando lugar à subida exagerada dos preços.
Em sessão extraordinária de 10 de fevereiro (creio de 1899) tomou várias medidas, entre as quais a de adquirir 100 barris de banha americana que cedia aos habitantes pelo custo, conseguindo, pela concorrência eliminar o abuso, sem violência, protegendo as classes menos favorecidas."

1915

PIROU DE VEZ !

Deu na coluna de Ancelmo Gois, em O Globo:
Fernando Collor, na CPI do Cachoeira, tem chamado mais atenção pelo... linguajar circuncisfláutico. Quinta, ao justificar a estapafúrdia tentativa de convocação do coleguinha Policarpo Jr., da Veja, declamou:

"Não se me acoime de ter comportamento alapado, lançadiço ou rafeiro em relação ao hebdomadário em tela".
Hã? Góis explica: "Acoimar", segundo o Aurélio, é castigar, punir, censurar. "Alapado" é escondido. "Lançadiço" é desprezível. "Rafeiro" é o indivíduo que acompanha sempre o outro, como cão de guarda, vigiando-o, defendendo-o. "Hebdomadário" é semanário, caso da Veja. E "circuncisfláutico" quer dizer rebuscado, pretensioso.

Ancelmo Gois

Blog: Como dizem na Boa Vista: será que não tem ninguém da família, ou próximo, que dê "um toque" no senador ?

ER


OREMOS !


Ouvi hoje pela internet, na Futura FM, o programa "Itajubá Notícias", conduzido com competência pelo jornalista Rodrigo Marques.
Verdadeira montanha russa. O ouvinte foi levado da euforia a depressão e vice-versa inúmeras vezes.
A exposição dos últimos acontecimentos da terrinha proporcionou momentos inesquecíveis de irrealismo político, econômico e social.
Se procedentes as denúncias apresentadas pelos participantes, como rajadas de metralhadora, já tocamos um pouco além do fundo do poço.
Moradores de rua, dependentes com extrema dificuldade e idosos do asilo prejudicados ?
Parem o ônibus! Quero descer !
Muito além do que poderíamos imaginar.
Esclareçam tudo logo.
Só pode ser algum engano.

ER

TRIBUTOS

NÃO É CACHOEIRA

Mdig

NOTÍCIA QUE GOSTARIA DE LER

Volta a "Força do Povo". PSDB, PMDB E PT, juntos nas eleições municipais !

Clarin da Boa Vista

O PODER DO ÓDIO

Trecho da coluna do José Roberto de Toledo - O Estado de S.Paulo
Boa dose das decisões políticas é gestada no fígado. Para muitos eleitores, mais grave do que não eleger seu candidato preferido é ver um político que odeia ganhar a eleição. Votam em adversário "menos pior" para evitar mal maior. A decisão sugere pragmatismo, mas é difícil precisar onde termina o raciocínio e começa a racionalização - a justificativa lógica construída após o ato feito. O voto útil nasce pingando bile.
É mais comum do que gostamos de admitir.
Por isso não convém menosprezar o poder do ódio nas eleições. De tão decisivo, tornou-se presença obrigatória nas pesquisas de intenção de voto. Foi revestido de circunstância para soar menos cru. A pergunta clássica nos questionários é: "Em quais destes candidatos você não votaria de jeito nenhum?". A causa subjacente às respostas é ojeriza, repulsa, antipatia, mas pode chamar de rejeição.
É muito difícil um candidato ganhar as graças do eleitorado. Mais difícil do que isso, só livrar-se da bile eleitoral. Uma vez impregnada, não sai nem lavando. A rejeição é persistente como um pernilongo. Podemos não lembrar por que sufragamos este, mas não esquecemos a razão pela qual não votamos naquele. O eleitor amadurece e envelhece abraçado ao seu rancor.

José Roberto de Toledo