quarta-feira, 4 de abril de 2012

SOB A LUZ DE VELAS


O egoísta é um sujeito mais interessado em si próprio do que em mim.

Ambrose Bierce

EM OUTROS TEMPOS

Prof. Paulo Cesar, Newton Cardoso e Sr. Jonas (Itamonte)
Prof. Paulo Cesar, deputado estadual e lider do governo na Assembléia Constituinte mineira. Responsável pela permanência da Helibrás na terrinha (pouca gente sabe). O Sr. Jonas, grande liderança de Itamonte. Para o zelador, o Paulo César, amigo de mais de 40 anos, será sempre o  camarada "Mugango".

ER

DIPLOMA DE POLÍTICO

Ouvido ontem antes de começar a procissão na Boa Vista:

- Ô cumpadre, não entendi muito a analogia feita pelo Chefe, ontem numa palestra da irmandade.

- Desembucha homem !

- Uai, ele disse que os quatro anos como vereador eram equivalentes aos quatro anos da escola primária. Aprendeu o básico. Os quatro anos como vice, eram equivalentes ao ginásio, como antigamente se falava. Aprendeu um pouco mais. Os primeiros quatro anos na chefia, equivalem ao antigo curso científico e o cursinho pré-vestibular. Nos próximos quatro anos já vai atuar com curso superior tirado e diploma na parede. Agora sim, vai começar a produção.

- Nossa Senhora ! Faz sentido...

- Éh...Pegou gosto.

ER

SÓ FALTA...


A popularidade da presidente Dilma Rousseff bateu recorde e chegou a 77%, segundo pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quarta-feira. Na pesquisa anterior, de dezembro de 2011, este índice era de 72%. Segundo o levantamento, a aprovação de Dilma é superior a de seus antecessores, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, no primeiro ano de governo. O Nordeste é a região que mais aprova o modo como a presidente governa (82%).

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REALIDADE DA DESINDUSTRIALIZAÇÃO

Ainda há esperança? Passando próximo a Assembléia Legislativa agora pouco percebi a grandeza do movimento patrocinado pela FIESP e CIESP.
Fiquei surpresa ao ver a quantidade de trabalhadores participando da manifestação. Todos vestindo coletes da cor laranja se aglomeravam nas redondezas, a maior parte deles comendo lanche distribuídos pelos patrocinadores.
Helicópteros sobrevoavam a região e a voz rouca do sindicalista tentava gritar mais alto enfocando a razão do evento. Era um grito de alerta para incentivar ainda mais o manifesto a favor da produção e do emprego. Segundo Skaf, as medidas do governo são positivas, mas insuficientes. Disse também que a sociedade deve ser menos tolerante com o mau uso do dinheiro público.
Eu ali parada, participando indiretamente da manifestação comecei a ter esperança, pois no Brasil tudo começa em abril e se concretiza em setembro. Quem sabe é um sinal de mudanças?
Ainda me emociono muito com essas manifestações políticas, e, como diz o ditado popular:
"Governar é como tocar violino; a gente pega com a esquerda e toca com a direita".
Um caso a pensar...

Bah

NÃO CHORES POR MIM ARGENTINA

De um argentino para os americanos:
Aos EUA, as nossas lições sobre decadência.
Bem-vindos ao clube! Decair não é tão ruim.
Crescer na Argentina implica continuamente praticar o revisionismo histórico e ceder à nostalgia de nossa grandeza passada.
Na realidade, é uma nostalgia da grandeza à qual sentimos ter direito, mas da qual, por alguma razão, fomos privados. A psique argentina reside na terra do "deveria, teria, poderia ter". Se o Brasil é o eterno país do futuro, a Argentina é o país do passado perenemente dourado.
Nós somos obcecados em olhar para trás, para um tempo (há um século, digamos) em que nosso PIB era comparável ao das potências europeias. Coçamos nossas cabeças tentando entender como pudemos fazer tudo errado desde então. Ah, se...
A Argentina é a decana do clube de nações totalmente obcecadas por seu declínio. Logo, é um grande prazer para nós receber os Estados Unidos em nossa irmandade mal-humorada. Sejam bem-vindos, mas se preparem para muitos comentários sarcásticos. Pessoalmente, estou farto de ouvir que "o Japão é um exemplo do quanto é possível fazer com tão pouco; a Argentina é o contrário". Há o igualmente irritante "a Austrália é o que a Argentina poderia ter sido". Os brasileiros me dão aflição com o seu convite sutil para que a Argentina se torne "o seu Canadá".
Mas os tempos globais difíceis fazem a nossa experiência parecer relevante. Por isso, nossa presidente aproveita toda oportunidade para pregar sobre o "modelo argentino". Não é um modelo de desenvolvimento. É um modelo de resiliência.
Sabe por que? Quando olhamos a Grécia, sorrimos. Sabemos imediata e instintivamente o que é aquela confusão toda. Vemos os "indignados" espanhóis como irmãos. "Ocupe Wall Street" nos parece ser a versão de Hollywood de "Que se vayan todos", movimento que afastou o presidente De La Rúa, há uma década, e nos permitiu o privilégio raro de ter cinco presidentes em uma semana.
Tá vendo, América? Vocês ainda têm muito chão pela frente.
Não se preocupem: um declínio obsessivo não é de todo ruim. É uma dádiva para livreiros, psicanalistas e analistas políticos pessimistas. Converte taxistas em filósofos. Parece fazer maravilhas também pelo consumo de carne vermelha e vinho, sem falar nas conversas de café de final de noite, cheias de angústia existencial. Buenos Aires curte final de noite e angústia existencial como ninguém. Quem sabe o Kansas assista ao surgimento de sua própria dança melancólica que lembre o tango.
Mas, para que vocês americanos possam entrar para o clube das nações em declínio obsessivo, ainda há algo que precisam fazer. Guerras sem sentido, política fiscal insensata e decadência cultural não bastam.
Vocês também precisam se livrar da sua fé na possibilidade de reinvenção. Sim, precisam desistir daquilo que Mangabeira Unger e Cornel West descreveram como "a religião americana da possibilidade".
A ordem natural das coisas é que a democracia realize um ideal e que os próprios indivíduos se realizem? Esqueçam. Isso é um obstáculo ao gozo pleno do declínio, sempre acompanhado de fatalismo resignado.
A religião americana da possibilidade é o que nós, de outras partes do mundo, mais admiramos nos EUA ao longo da história. Nós, argentinos, estamos tão envolvidos em nosso drama histórico que é difícil perceber quão grandes fomos de fato.
Mas pessoas de todo o mundo vieram para cá, sim, em busca de felicidade e realização. A maioria dos filhos delas ainda ama esta terra. Nossos vizinhos gostam de nós mais do que se dispõem a admitir. Quem sabe algum dia ainda possamos conquistar a grandeza -ou ao menos um ponto de equilíbrio entre humor e angústia existencial, tornando os nossos "poderíamos-ter-sidos" mais folclóricos e menos dolorosos.
GABRIEL SAEZ - Mestre em relações internacionais pela Faculdade Latinoamericana de Ciências Sociais (Argentina), é assessor na Câmara dos Deputados do país - Escreveu para a Folha - trechos.
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PHOTOGRAPHIA NA PAREDE

SEMANA SANTA NA TERRINHA



O BOM, O MAU E O FEIO

Fácil de serem identificados.

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FRASE DO DIA


Ser petista, afinal de contas, é nunca ter de pedir perdão.

Reynaldo Azevedo

TUDO TEM LIMITE !