quarta-feira, 21 de março de 2012

É TUDO AQUI !

O engenheiro se desentendeu com o jornalista, que se desentendeu com o outro engenheiro, que se desentendeu com o doutor, que se desentendeu com o empresário, que se desentendeu com o político, que se desentendeu com o vereador, que se desentendeu com o religioso, que se desentendeu com o outro médico, que desentendeu com o engenheiro, que desentendeu com o advogado, que se desentendeu com o professor, que se desentendeu com a dona de casa, que se desentendeu com o radialista, que se desentendeu com o presidente do clube, que se desentendeu com o motorista, que se desentendeu com o secretário, que se desentendeu com o aposentado, que se desentendeu com a colunista, que se desentendeu com o diretor, que se desentendeu com o aluno, que se desentendeu com a polícia militar, que se desentendeu com a polícia civil, que se desentendeu com o guarda municipal, que desentendeu com o pedestre, que se desentendeu com o pastor, que se desentendeu com o padre, que se desentendeu com o gay, que se desentendeu com o farmacêutico, que se desentendeu com o candidato, que se desentendeu com o outro candidato, que se desentendeu com a miss, que se desentendeu com o ecologista, que se desentendeu com o investidor, que se desentendeu com o brasileiro, que se desentendeu com o libanês, que se desentendeu com o português, que se desentendeu com o japonês, que desentendeu com o feirante, que se desentendeu com o fiscal, que se desentendeu com um popular, que se desentendeu com o menino, que se desentendeu com o engenheiro, que se desentendeu com o jornalista, que se desentendeu com o outro engenheiro, que...

Tudo aqui !

ER 

É DISCO QUE EU GOSTO



ER

DEIXAR E PARTIR


Deixar é diferente e antecede o ir embora. Vai-se embora quem já foi deixado. Insistir em ficar beira o ridículo, o patético.
Além de carregar a tristeza por ter sido deixado, o pobre suporta a carga, aos olhos dos mais distantes, de ter tomado a iniciativa de ter ido embora.
É a vida.

John Chair

DEU UMA OLHADA NA ÁGUA ?

Antonio Prata escreveu para a Folha:

Eu e ela voltávamos de nossa primeira viagem juntos, um fim de semana em Ubatuba. Vínhamos saindo havia dois meses, mas o jogo nem de perto estava ganho: a moça era dura na queda e, apesar de dar alguns sinais de interesse, ainda não parecia convencida de que eu fosse um bom investimento a longo prazo.
Paramos para abastecer e resolvi calibrar pessoalmente os pneus -menos por necessidade do que pelo gesto, que a meu ver envolvia certo charme viril. Acho que não preciso dizer, mas um cara que vê na calibragem dos pneus uma atitude máscula está mais para um Woody Allen do que, digamos, para um John Wayne. Agachado ali, contudo, sentia-me um cowboy a ajustar as ferraduras de meu cavalo e quase mascava um fumo imaginário. Minha panca, infelizmente, foi pra cucuia assim que, temeroso, ouvi a garota perguntando: "Você não quer dar uma olhada na água?".
Veja: eu não poderia jamais "dar uma olhada na água", pois não tinha a menor ideia de onde ficava a água, para que servia a água e, mesmo que a encontrasse, seria incapaz de avaliar se o nível estava alto, baixo, certo ou errado. A pergunta, no entanto, trouxe-me a incômoda suspeita de que ela estivesse acostumada a sair com caras que sabiam "dar uma olhada na água". Marlon Brandons em "Um Bonde Chamado Desejo", de calça jeans e camiseta justa, que voltavam pro carro limpando as mãos num pedaço de estopa e acendendo fósforos na sola da bota. De modo que só me restou fazer uma cara de profissional e responder, resoluto, "claro!", já abrindo o capô.
Depois de angustiantes segundos perscrutando o labirinto do motor em busca de alguma pista, finalmente encontrei algo que parecia auspicioso: uma tampinha sobre um pequeno galão, com um desenho que se assemelhava a um regador de jardim. Do bico da figura, um líquido gotejava. Ora, o que seria aquilo senão água? Como ao lado da bomba de gasolina havia um regador, muito semelhante ao do desenho, fiz a óbvia conexão mental, enchi o troço até a boca, desrosqueei a tampinha e entornei uns cinco litros pelo orifício.
Só na estrada, já subindo a serra, é que a brotoeja da dúvida começou a coçar. E se aquele galão não fosse o lugar da água? Mal a questão surgiu e descobri aterrorizado a resposta, na forma de um pequeno luminoso no painel: o mesmo regadorzinho do motor, mas, dessa vez, com legenda: óleo.
E aí? Assumir o erro era impensável. Não queria, de forma alguma, que minhas últimas palavras para aquela bela moça fossem "Desculpa, reguei o motor. Acho melhor chamarmos um guincho". O jeito era seguir em frente. E foi o que eu fiz, até que, duas horas depois, graças a Deus -e aos engenheiros da Ford, a quem mando aqui meus sinceros cumprimentos-, chegamos a São Paulo.
Imagino que tenha corrido o risco de ficar pelo acostamento, quem sabe até de fundir meu carro, mas não me arrependo: faz parte da condição masculina enfrentar os perigos de cabeça erguida e olhos fechados. Mesmo aqueles perigos que nós mesmos, por conta de nossa obtusa hombridade, nos metemos. E, convenhamos, valeu a pena: hoje a moça mora comigo e somos felizes -ou pelo menos éramos, até a publicação desta crônica.

Antonio Prata

MOÇA BONITA

Megan Fox

CHEGOU O OUTONO

Post da Bah
Para os leitores maduros e outonais do "vivereperigosoriera".
Viver é um ato de amor, em todos os sentidos. Vão-se as estações...Uma a uma. O Outono chegara! Mas nos dias de outono o sol também brilha. O calor não é intenso, mas aquece na temperatura certa! As folhas caem. Mas são douradas, enfeitam as paisagens. No outono as frutas são mais saborosas, mais perfumadas. As manhãs são mais frescas e as tardes mais coloridas. O verão se foi. A primavera ainda está na lembrança, e o inverno é uma distância. No outono da vida percebemos que a sabedoria e a experiência que o tempo nos confere é o que realmente importa. Que nosso outono perdure cálido, duradouro e fecundo.Que um saber se transforme sempre em novos e atraentes projetos de vida! Que nossa alma esteja pulsante; gritando por vida, amor, aventura, paixão, novos conhecimentos...Um tempo mágico de uma linha tênue que separa a experiência adquirida da beleza e das surpresas que ainda estão por vir. Estaremos prontos para viver a vida com a intensidade que ela merece? Nós, os outonais podemos ainda descobrir maravilhas nessa estação repleta de beleza e poesia, cujo verbo principal é renascer. Renascer para uma nova vida.

Bah

BANDA LARGA

Postado no Facebook pelo Ivan Mattar.

ER

IMPRENSA GOLPISTA