sexta-feira, 16 de março de 2012

MOÇA BONITA


Charlotte Rampling


UMA HISTÓRIA DE AMOR

Ivan Lessa para a BBC

"Eu queria morrer quando descobri tudo. Confesso que o suicídio me passou pela cabeça. Como pude ser tão tola? Ninguém sabe o que é descobrir de repente que a pessoa que amamos, aquela com quem queríamos passar o resto de nossas vidas, não existe, é uma quimera. Dói muito. Um sonho que não passou de ilusão. Senti-me suja. Repugnava-me pensar em tudo que passamos e fizemos juntos."

Esse monólogo foi composto de frases citadas às reportagens de vários veículos de comunicação por uma gentil senhorita britânica que preferiu, com uma boa dose de razão, quedar-se no anonimato.
Um fracasso amoroso é sempre triste, embora pouco invulgar. A jovem em questão poderia ser acusada de tecer lugares-comuns de desilusões amorosas não fosse o contexto de sua dor, que revelamos em uma de suas frases que a imprensa também divulgou. Disse a jovem, de cidade e idade não especificadas: "Quando descobri que ele era mulher fiquei assustada e confusa".
O objeto do afeto e da dor da anônima enamorada teve seu nome e suas credenciais psicológicas amplamente divulgadas pela imprensa. Chama-se Gemma Barker e possui uma folha corrida e background dos mais intrigantes.
Gemma obteve identidade masculina falsa afim de que pudesse manter um relacionamento sexual com suas "vítimas", quase todas mocinhas com a idade variando entre os 15 e os 16 anos.
Pelas fotos de Gemma, em sua encarnação com que veio ao mundo, podemos vê-la, sempre sorridente, com o cabelo penteado à maneira de Jane Fonda em Klute, aparentando uns 20 anos.
A reportagem confirmou a idade da suposta embusteira. Numa das fotos a cores publicadas, ela posa, sorridente, e, verdade seja dita, bastante charmosa, com um bem apessoado ator de uma telenovela, Kieron Richardson, astro de Hollyoaks.
Os dois formam um belo casal, embora não se tenha noticiado se a coisa ficou na foto, em que ambos sorriem alegres para a câmera, ou se deu em coisa mais, digamos, "séria".
Seja como for, Gemma Barker adotou três nomes de rapazes e se introduziu, em seu sentido mais platônico, via falsos perfis que passaram a constar do popular Facebook.
Isso foi tornado público no tribunal de Guildford, a uns 40 minutos de Londres, onde o caso vem sendo julgado.
A acusada, afim de ocultar seu gênero biológico, vestia-se com roupas folgadas e vastos chapéus quando se avistava pessoalmente com suas novas "amiguinhas" informáticas.
Os disfarces eram tão convincentes que os experientes policiais que a prenderam custaram a crer tratar-se de uma mulher oculta no interior de vestes masculinas.
Gemma Barker, que é natural da cidade de Staines, no condado de Middlesex (literalmente "sexo do meio", o que faz sentido), admitiu perante a corte a vários e repetidos sexual assaults (conforme são chamados aqui os assédios sexuais), tais como beijos, abraços e apalpadelas de natureza das mais íntimas, ou seja, carícias sexuais.
A advogada de Gemma, Chetna Patel, apresentando sua defesa, alegou que a acusada sofria de autismo, ADHD, ou TDAH para nós (Transtorno de Deficit de Desordem por Hiperatividade) e que sua cliente queria apenas transformar-se num "rapaz ideal" para as jovens que se dizem ultrajadas.
Como o Amor e a Desilusão, o caso prossegue.

ivan Lessa - BBC

É DISCO QUE EU GOSTO



ER

SOB O RUFAR DE TAMBORES

Quem estivesse passando pela terrinha na última semana, ouvisse os noticiários de rádio ou desse uma lida nos jornais, poderia, sem grande exagero, se imaginar atravessando uma zona de guerra.
Interessante que todos registram e demonstram a necessidade de paz e união, normalmente logo após soprar a fumaça que sai do cano do seu Colt e às vésperas de recolhe-lo,  mesmo que momentaneamente, ao coldre.
Já aconteceu no passado.
As questões se resolviam com a intervenção de cidadãos exemplares e inatacáveis,que procuravam as partes e recolocavam a ordem no lugar, sob o lema:
"Itajubá em primeiro lugar" 
O número de "brigões" aumentou e os pacificadores sumiram.
Estamos só no começo.

ER

CANTEIRO DE OBRAS

Ano de eleição municipal e a situação se repete em várias cidades do Brasil: de olho nas urnas, políticos lançam ou apressam obras que, em muitos casos, estavam paradas ou cujos cronogramas previam outras datas de inauguração, para não mencionar a necessidade ou a prioridade de algumas dessas obras.
São ruas com trechos interdidados, praças fechadas, recapeamentos de vias, calçadas onde a passagem de pedestres se torna quase impossível e outras variedades.
Alguns municípios viram verdadeiros "canteiros de obras" nesta época.
Pela legislação eleitoral, candidatos à eleição só podem participar de inaugurações de obras até o dia 7 de julho.
A prática de concentrar inaugurações de obras em anos eleitorais é recorrente no país e ruim para a gestão pública, avalia o professor do Departamento de Gestão Pública da FGV (Fundação Getúlio Vargas) Marco Antonio Teixeira.
“É muito comum os governantes do Brasil fazerem isso. Deixarem seu pacote de investimentos para o ano eleitoral, exatamente para aumentar a sua popularidade para ter condições de se reeleger ou de fazer o seu próprio sucessor”.

Uol



FRASE DO DIA


Mineiro não fica doido, piora.

Carlito Maia

MANOBRAS