quinta-feira, 8 de março de 2012

SOB A LUZ DE VELAS

Só há uma coisa na qual homens e mulheres concordam: nenhum dos dois confia nas mulheres.

Henry Mencken

ANIVERSÁRIO DA TERRINHA - 19 DE MARÇO

Ouvido hoje na rua Nova:

- Ô cumpadre, vi a programação oficial da semana de aniversário da terrinha. Inaugurações que não acabam mais.

- Éh... pelo visto o homem vai ter caimbras nas mãos de tanto cortar fitas.

- Para falar a verdade senti falta de um item.

- Desembucha homem !

- Desta vez não está programado a inauguração de nenhum muro. Saudade do ano passado quando inauguram dois.

- Éh... pode ser que a crise esteja chegando.

ER

VÍTIMA DE OMISSÃO

Texto escrito por Catón, jornalista mexicano e enviado por email pelo amigo Ivan Mattar, de São Gonçalo do Sapucai.

Tenho a intenção de processar a revista "Fortune", porque fui vítima de uma omissão inexplicável. Ela publicou uma lista dos homens mais ricos do mundo, e nesta lista eu não apareço. Aparecem: o sultão de Brunei, os herdeiros de Sam Walton e Mori Takichiro.
Incluem personalidades como a rainha Elizabeth da Inglaterra, Niarkos Stavros, e os mexicanos Carlos Slim e Emilio Azcarraga.
Mas eu não sou mencionado na revista.
E eu sou um homem rico, imensamente rico. Como não? vou mostrar a vocês:
Eu tenho vida, que eu recebi não sei porquê, e saúde, que conservo não sei como.
Eu tenho uma família, esposa adorável, que ao me entregar sua vida me deu o melhor para a minha; filhos maravilhosos, dos quais só recebi felicidades; e netos com os quais pratico uma nova e boa paternidade.
Eu tenho irmãos que são como meus amigos, e amigos que são como meus irmãos.
Tenho pessoas que sinceramente me amam, apesar dos meus defeitos, e a quem amo apesar dos meus defeitos.
Tenho quatro leitores a cada dia para agradecer-lhes porque eles lêem o que eu mal escrevo.
Eu tenho uma casa, e nela muitos livros (minha esposa iria dizer que tenho muitos livros e entre eles uma casa).
Eu tenho um pouco do mundo na forma de um jardim, que todo ano me dá maçãs e que iria reduzir ainda mais a presença de Adão e Eva no Paraíso.
Eu tenho um cachorro que não vai dormir até que eu chegue, e que me recebe como se eu fosse o dono dos céus e da terra.
Eu tenho olhos que vêem e ouvidos para ouvir, pés para andar e mãos que acariciam; cérebro que pensa coisas que já ocorreram a outros, mas que para mim não haviam ocorrido nunca.
Eu sou a herança comum dos homens: alegrias para apreciá-las e compaixão para irmanar-me aos irmãos que estão sofrendo.
E eu tenho fé em Deus que vale para mim amor infinito.
Pode haver riquezas maiores do que a minha?
Por que, então, a revista "Fortune" não me colocou na lista dos homens mais ricos do planeta?
E você, como se considera? Rico ou pobre?
Há pessoas pobres, mas tão pobres, que a única coisa que possuem é ... dinheiro.

Armando Fuentes Aguirre (Catón)

ER





PHOTOGRAPHIA NA PAREDE

ESCRAVO DO MUNDO



Woman is the Nigger of the World 

A mulher é o escravo do mundo
Sim, ela é...pense nisso
A mulher é o escravo do mundo
Pense nisso...faça algo sobre isso
Nós a fazemos pintar o rosto e dançar
Se ela não for uma escrava, dizemos que elas não nos amam
Se ela é real, dizemos que ela está tentando ser um homem
Enquanto a colocamos pra baixo, fingimos que ela está por cima
A mulher é o escravo do mundo, sim ela é
Se você não acredita, dê uma olhada em quem está contigo
A mulher é o escravo dos escravos
Ah, sim...
Nós a fazemos parir e criar nossos filhos
E depois as deixamos de lado por serem mães gordas como galinha
Nós dizemos que elas só devem ficar em casa
E depois dizemos que são muito anti-sociais para ser amigas
A mulher é o escravo do mundo, sim ela é
Se você não acredita, dê uma olhada em quem está contigo
A mulher é o escravo dos escravos
Ah, sim...
Nós a insultamos todo dia na TV
E nos perguntamos por que lhe falta coragem ou auto-confiança
Quando jovens, tiramos delas a promessa de liberdade
Enquanto as mandamos serem pouco inteligentes, as culpamos por serem tão burras
A mulher é o escravo do mundo, sim ela é
Se você não acredita, dê uma olhada em quem está contigo
A mulher é o escravo dos escravos
Ah, sim...se você acredita em mim, melhor gritar sobre isso
Nós a fazemos pintar o rosto e dançar
Nós a fazemos pintar o rosto e dançar
Nós a fazemos pintar o rosto e dançar

Lennon

COLAR DE PÉROLAS

Belíssimo livro sobre a presença e pionerismo da mulher itajubense. "Colar de Pérolas" (Gráfica Chevalier), todos da terrinha deveriam ler. Foi escrito pelas brilhantes, Alice Bittencourt de Fernández, Benedita Iolanda dos Reis, Maria Christina Abrahão e Maria Isabel Faria Jacarini (a nossa Bel).
Fala das mulheres da nossa terra.
Trago para o blog um pouco da história de uma das personagens do livro, que tive a honra de conhecer e frequentar a sua casa no Morro Chic, amigo que fui e sou dos seus filhos. Uma extraordinária história de vida.

ADOLFINA XAVIER JONAS

(Se eu comer puro feijão, isso será sempre junto com meus filhos - Dona Dorfina)

Dona Adolfina nasceu em Silvianópolis em 1925. Casou-se aos 12 anos com o Sr. Olímpio Jonas Franco, que era barbeiro. Buscando melhores condições de vida mudaram-se para São Sebastião da Bela Vista e posteriormente para Santa Rita do Sapucai.
Com pouco mais de treze anos teve o primeiro de seus 12 filhos. Em 1950 vieram para Itajubá, mais precisamente para uma casa alugada no Morro Chic, na rua  Miguel Vianna. Seis meses após, seu Olímpio tomou o barco.
Com 36 anos, sem conhecer ninguém na cidade e com 12 crianças para criar.
Mulher de fibra como sempre foi, não desanimou e foi a luta.
Dona Dorfina, como todos a conheciam, buscou tripas de porcos nos açougues e começou a fazer linguiças. Ela mesma ia vendê-las de porta em porta.
Assim criou os 12 filhos.
Tomou o barco aos 72 anos, em 1988.
Mulher brava, alegre, extraordinária.

Colar de Pérolas

ER

O TEMPO PASSA, O TEMPO VOA

João Pedro  e João - Foto Jônatas Ambrozio
Na quarta-feira após o carnaval passaram por Itajubá junto com seus pais, os dois amigos de Mogi Guaçu, João Pedro e o nosso João (o cabeludo de boina branca).
Já tive manias de chapéus e bonés.
Há alguns anos trouxe da Geórgia (USA) o de soldado sulista. De Bilbao trouxe o de marinheiro de um veleiro.
Os bonés passaram pela minha cabeça. O que nunca passou foi que um dia fossem usados por crianças tão próximas e tão queridas.

ER

DIA INTERNACIONAL DA MULHER