sábado, 28 de janeiro de 2012

IMAGENS PARA SEMPRE

Steve McCurry, quase todos sabem, é um fotógrafo estadunidense da National Geographic, responsável pelo registro da famosa imagem da Menina Afegã, cujo rosto foi capa da revista e reconhecido por todo o mundo.
Steve começou a sua carreira de fotojornalista cobrindo a invasão soviética ao Afeganistão. McCurry utilizou vestimentas típicas para se disfarçar e esconder seu equipamento. Suas imagens estavam entre as primeiras do conflito e por isso foram largamente publicadas. Sua cobertura acabou ganhando a Medalha de Ouro Robert Capa de melhor reportagem fotográfica no exterior.
McCurry continuou a fotografar conflitos internacionais no Afeganistão e em outros países como Camboja, Filipinas, Líbano, além da guerra Irã-Iraque e a guerra do Golfo. Steve publicou suas fotos em revistas do mundo todo e contribui frequentemente para a revista National Geographic.
Encerra-se amanhã no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, a exposição Alma Revelada, composta por cerca de 100 imagens obtidas por McCurry.
A mostra traz registros feitos pelo fotógrafo americano em todo o mundo, além de trabalhos realizados em guerras e atentados, como o de 11 de setembro.

A Rack e o Liv estiveram lá hoje. Sairam admirados.

ER

FRASE DO DIA

Às vezes é melhor permanecer calado e deixar que imaginem que você não sabe nada e está por fora, do que pedir a palavra ou tomar o microfone e não deixar dúvida nenhuma.

Anônimo

É DISCO QUE EU GOSTO



JUST A GIGOLO/ I AINT GOT NOBODY

"Just a Gigolo" foi composta em 1928 por Leonel Casuci e Julius Brammer. Foi adaptada por Irving Caesar em 1929.
Foi gravada por Bing Crosby em 1931. Posteriormente foi gravada por muitos músicos, inclusive por Louis Armstrong e Marlene Dietrich.
Ficou famosa com a gravação de Louis Prima, que juntou (acoplou) com outra música 'I Aint Got Nobody", de Roger Graham e Spencer Williams. Foi gravada em 1956.
Gosto de ouvir.

ER

MOÇA BONITA

MARAVILHA DA CRIAÇÃO DIVINA

OS PALADINOS JUSTICEIROS

Publicado no Itajubá Notícias - Escrito pelo Sebastião Riera

Tenho observado ao longo de minha vida, que na comunidade vez por outra vão aparecendo grupos com varias designações, mas todas tendendo para rotulá-los como paladinos justiceiros, que se dizem honestos, guardiões da moral, da ética, dos bons costumes, da verdade absoluta e, acreditam, sobre o que opinam, que nem Deus está acima deles.
Os seus contrários eles tentam execrar o tempo todo; como paladinos da verdade absoluta espalham teses escudadas em episódios complexos, que driblando números e conceitos transmudam fatos, e incriminam sem piedade aqueles que invejam, ou quais de alguma forma se opõem a seus instintos de justiçosos do “bem”.
Nenhum dos que conheci e conheço, nos últimos 45 anos, fez absolutamente nada de concreto á comunidade; nem uma única ação e obra que pudesse servir á alguém. Pregam com determinação avassaladora a desmoralização dos lideres que gostariam de ser, os quais, por lhes faltarem carismas e amor a causas maiores, nunca serão.
Festejam como as víboras a rolarem de prazer quando picam uma vitima em ascensão, pois a única maneira em que se divertem é vendo o sofrimento dos que têm o que eles nunca tiveram, ou seja, utilidade, praticidade e destemor ao progresso e causas consagradoras.
Todos terminam isolados, infelizes, sorumbáticos e macambúzios, pois nem os seus mais próximos os toleram.
Reconhecê-los é por demais fácil, basta atentar para a maneira impositiva com que conduzem seus os seus atos e suas opiniões.
Nunca buscam o consenso, a não ser o que estabelece em suas rígidas regras, que na maioria das vezes situam-se distantes do entendimento coletivo, pois é o estilo que buscam, entre a dúvida e o sentimento de justiça, para incentivar uma ou outra facção, nas quais aliam, temporariamente, para defenderem suas idéias malfazejas e desalentadoras.
Infiltram-se em grupos bem intencionados, mas a alucinação em impor estatutos, princípios e obstinados regulamentos, que somados aos desejos de se julgar, punir, banir e condenar acabam por afastar muitos e os deixam em pares ou trincas frustradas, que facilmente podem ser avistados em praças, reuniões sem quóruns e movimentos dispersos , onde muitos se afastam para não embalar inúteis discussões e conversas sem causas.
Os aforismos de paladinos justiceiros em nada os diferem dos que aniquilam a tiros suas vitimas, pois, friamente, por ausência de qualquer sentimento de culpa e possibilidade de estarem errados, aniquilam moralmente o escolhido da vez causando mágoas, sentimentos e antipatias que arrastam por toda vida. Tais atitudes contribuem para tornar a cidade uma arena de embates, disputas descabidas e querelas, que, eles, por não gerarem nenhum progresso nada temem perder, porque nem amigos ensejam cultuar.
Assim agem de forma desvairada, talvez, não sei, pode ser, porque buscam uma realidade que somente existe dentro dos próprios, ou seja: consertar o mundo nos moldes dos projetos que arquitetaram, pois tudo que é feito, se não for como querem fica errado e imperfeito.
Graças a Deus alguns, após muitos sofrimentos e angustias, mudam para melhor e acabam uteis e exemplares. É a vida.

Sebastião Riera

OLIMPÍADAS DE 2016

BONDADE HUMANA

Uma menina alemã de ascendência judaica teve de interromper um "diário" que escrevia com discrição e medo; finalmente, após mais de dois anos escondida com a família no forro de uma casa em Amsterdã, Anne Frank foi aprisionada pelos nazistas que, presentes como violentos ocupantes na Holanda, caçavam sem piedade aos que tivessem qualquer vínculo semita. Entre 1942 e 1944 ela houvera anotado tudo o que sentia, vivia e doía no esconderijo; mas também indicava as alegrias e esperanças que despontavam ineditamente em meio ao pânico habitual daqueles que, a qualquer instante,podem ser vitimados pelo hediondo.
Essa adolescente, aos 15 anos de idade, foi levada para a Alemanha, ao campo de concentração de Bergen-Belsen, próximo de Hanover; em abril de 1945 as forças aliadas, representadas ali pelos ingleses, conseguiram tomar esse campo (o primeiro a ser libertado) e se depararam com a mais real constatação de horror: milhares de cadáveres e o registro sistemático do assassinato de quase 40.000 pessoas, entre elas, Anne, executada um mês antes da tomada.
No entanto, o inesperado aconteceu: as anotações da menina sobreviveram e , publicadas em 1947, ficaram conhecidas como O Diário de Anne Frank . Expressão do odioso e do terno, do terrível e do amável, do medonho e do delicado, o livro assombrou o mundo com revelações que ultrapassam a mera literatura circunstanciada e datada, ajudando muito a compreender as nossas perseveranças e as nossas fraquezas. Naquelas bem-traçadas linhas desponta um relato fiel sobre a ansiedade da salvação e a expectativa do sofrimento, tudo sob a ótica da vítima pueril e precocemente madura.
O mais incrível, porém, é encontrar nesse diário uma frase surpreendente de Anne:
"Apesar de tudo, eu ainda creio na bondade humana"

Mário Sérgio Cortella (trecho do "Não Espere pelo Epitáfio" )