quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

VERDE OTÁRIO ?



Blog: O zelador não é contra as ecobags. Que fique claro. Mas é para checar e pensar.

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PHOTOGRAPHIA NA PAREDE

Ali MacGraw e Alain Delon
Ali MacGraw, bela atriz americana que no filme "Love History" pronunciou a célebre frase: "Amar é jamais ter que pedir perdão". Provocou muitas lágrimas por esse mundo afora. Como já citado numa postagem, o zelador assistiu esse filme no antigo Cine República, em São Paulo. Estava acompanhado nada menos pelo ex-petista Alaor (época de estágio na Escola de Engenharia).
Entre outros filmes famosos que protagonizou, estão "Os implacáveis" e "Comboio", do Sam Peckinpah.
Foi casada com o produtor de cinema Robert Evans e com ator Steve McQueen.

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JORNAL DO LITORAL

Deu na concorrida coluna social do Jornal do Litoral - Ubatuba

Depois de suportarem dois dias de sol, que por certo, decepcionou a todos, os itajubenses que lotam nossas praias estão esfuziantes com os três dias seguidos de chuvas leves porém intermitentes.
Prossegue o desfile na orla, de pessoas, normalmente em grupos, desfilando com guarda-chuvas em padronagens atualíssimas, seguindo a moda de final de inverno europeu. Predomina a cor pastel. Tanto em ligeiros estampados, como até mesmo caindo levemente para o xadrez.
O sucesso está no guarda-chuva masculino. Não nas cores, onde conservadoramente, como mandam as tradições sul-mineiras, prevalesce o negro.
A arte encontra-se no cabo dos guarda-chuvas.
Madeira nobre, quase sempre incrustada delicadamente de marfim de presa de elefante africano.
O importante é a história que envolve o cabo (do guarda-chuva).
Um médico oftalmo sul-mineiro, jura de pés juntos, que o cabo do seu protetor contra-chuvas pertenceu ao famoso Coronel Estevão. Ninguém duvida.
Um professor da Escola de Engenharia, garante que o seu foi presente recebido pelo seu Avô, de um ex-presidente da república.
Uma dama prova por fotografia que sempre leva consigo, que o seu guarda-chuva é o original da "Mulher de Bronze", cuja estátua encontra-se no cemitério local.
Um conhecido comerciante da aprázivel cidade sul-mineira, garante que o seu guarda-chuva é o mesmo com que o estadista Zé Dirceu foi agredido em Brasília, em passado recente.
Um pouco de tristeza, somada com decepção, é demonstrada pelos abastados visitantes.
Razão: A TV informa que vem por aí bom tempo.

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PREVISÃO DO TEMPO

Repetindo. Muitas lições contidas.
 
Os índios de uma reserva americana perguntaram ao novo chefe se o inverno iria ser muito rigoroso ou se, pelo contrário, poderia ser mais suave. Tratando-se de um chefe índio mas da era moderna, ele não conseguia interpretar os sinais que lhe permitissem prever o tempo. No entanto, para não correr muitos riscos, foi dizendo que sim senhor, que deveriam estar preparados e cortar a lenha suficiente para aguentar um inverno frio.
Mas como também era um líder prático e preocupado, alguns dias depois teve uma ideia: dirigiu-se à cabine telefónica pública, ligou para o Serviço Meteorológico Nacional e perguntou:
"O próximo inverno vai ser frio?"
-"Parece que na realidade este Inverno vai ser mesmo frio", respondeu o meteorologista de serviço.
O chefe voltou para o seu povo e mandou que cortassem mais lenha. Uma semana mais tarde, voltou a falar para o Serviço Meteorológico:
"Vai ser um Inverno muito frio?"
- "Sim!", responderam novamente do outro lado, "O inverno vai ser mesmo muito frio".
Mais uma vez o chefe voltou para o seu povo e mandou que apanhassem toda a lenha que pudessem sem desperdiçar sequer as pequenas cavacas. Duas semanas mais tarde voltou a falar para o Serviço Meteorológico Nacional:
"Vocês têm a certeza de que este Inverno vai ser mesmo muito frio?"
 - "Absolutamente!" respondeu o homem, "Vai ser um dos Invernos mais frios de todos os tempos."
"Como podem ter tanta certeza?", perguntou o chefe. O meteorologista respondeu:
- "Os índios estão a aprovisionar lenha que parecem uns doidos."

Web






COMO NOS VELHOS TEMPOS

Ainda nos tempo do onça, quando surgia um problema difícil de resolver ou melhor, que não havia interesse em ser resolvido, imediatamente era convocada uma reunião extraordinária, com a presença de todos os caciques e com ampla divulgação.
Após mornos e difusos debates, decidiam ferozmente pela criação de um "grupo de trabalho". Sinônimo de "operação gaveta".
Tragédias decorrentes das chuvas nos meses de verão vêm acontecendo há muitos anos e de forma quase que programada.
Providências ? ninguém sabe e ninguém viu.
Cumprindo o roteiro, aconteceu novamente.
De imediato é  convocada pela presidente, com divulgação em cadeia nacional, reunião emergencial no palácio com a participação de todo o sólido gabinete ministerial.
Conclusão ?
Como nos velhos tempos, energicamente foi criada a "Força Nacional de Apoio Técnico de Emergência".

Primeira providência:
Enviar 35 geólogos e 15 hidrólogos para as regiões de alto risco de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Os profissionais vão identificar as áreas sujeitas a deslizamentos e inundações e alertar a Defesa Civil para que as famílias sejam retiradas dos locais com antecedência.

Segunda providência:
Mandar 800 kits de remédios para o Espírito Santo.

Terceira providência:
"não só para apoiar as ações em campo, em conjunto com as defesas civis estaduais e municipais, mas também para que possam ser identificadas ações de médio e longo prazos a serem implementadas dentro de uma política de investimentos na área de reconstrução e, sobretudo, na área de prevenção"

Agora vai !

ER




UM OLHO NA TV E OUTRO NO SAPUCAI

FALOU E DISSE !

Ouvido ontem na Feira Livre da Boa Vista:

- Ô cumpadre, vou dizer uma coisa e pode escrever aí que eu assino em baixo:
 Não votarei em hipótese alguma no candidato a vereador que não defender com unhas e dentes o candidato a prefeito do seu partido ou da sua coligação. Se não tem convicção prá isso, não serve. Irá negacear depois, com certeza.
Não votarei em candidato a prefeito que prometer construir aeroporto, construir pontes, aumentar para 20 o número de PSF, arrumar definitivamente o trânsito, acabar com a fila de exames médicos, construir o rodoanel, construir um centro de convenções, acabar com o suplício do pessoal que faz tratamento de doenças graves fora da terrinha, construir um grande parque municipal e acabar definitivamente com as enchentes com a construçãao de barragens e nem fazer funcionar escolas de tempo integral.

- Pôxa, mas são providências boas!

- São boas sim. Aliás, ótimas. Mas já foram compromissadas nas eleições passadas e imagino, que serão entregues para o povo antes do final do ano. Compromisso é compromisso Uai !

- Éhhh. Faz sentido.

ER 

CARTAS QUE RECEBI












Santa Rita de Caldas, 10 de janeiro de 2012

Zelador,
Fotinhas mostrando a solução universal, barata e eficiente (quando bem executada) para recolher o lixo que todos temos que descartar, uma hora ou outra, quando estamos pela rua.
Concepção sem novidade: meio na linha "inconsciente coletivo de como deve ser uma pequena lixeira pública (se grande, pesaria e dificultaria a recolha)". O que varia de um lugar para outro é a qualidade do latão, do suporte e do padrão de fixação no chão.
Numa das fotos, modelo barato-paca-pracabá usado nos corredores do Metrô (diria um personagem do Costinha: simplérrimo, santa!!)
No caso dos latõezinhos das fotos 015/016 (e existem milhares assim na cidade) duvido que algum burocrata chamou dois sub-burocratas, de coturno mais baixo e disse:
- Fulano, sicrano. Venham cá. Chegou aqui mais um lote daquela latinhas de lixo (compradas em concorrência pública, rigorosíssima, lei 8666, etc); peguem material prá assentar estes troços nas calçadas e saiam distribuindo por aí, conforme der. Se chover, deixem o resto do serviço para amanhã".
O uso de saco plástico (afff!!! plástico??!! vade retro!!!), além de não apressar o fim do mundo nem dos dinossauros, facilita a troca quando o anterior estiver cheio (sem trocadilho). A pintura, cinza escura, ajuda a "não sujar" muito (temos ainda, na principal artéria comercial da terrinha, algums exemplares, sobreviventes aos trancos, chutes, barrancos e maltratos do populacho, que foram, um dia, na aurora de sua vida, branquinhos como se fossem para ser instalados em um centro cirúrgico de filme de ficção).
Autores das lixeiras do bem: turma de Barcelona, cujo serviço de limpeza das vias públicas, calçadas, calçadões rambleiros e de recolhimento/destinação do lixo, além de possuir padrão invejável (tudo limpinho, 24hs), é público. Serviço executado pelo povo do guverrrno, José !!!. Pago pelos impostos dos catalões. Gerido pelos eleitos/designados pelo citado guverrrno, seu Zézinho!!!. Vê que coisa !!!
Enquanto isto, em uma terra distante, cheia de areia branca, palmeiras e de gente dizendo adeus, tem-se notícia de até troca de tiros em sessões de abertura de propostas de concorrências para contratar um "terceirizado" para se encarregar da limpeza pública e coleta de lixo da cidade, mesmo que seja lá em Barra do Xorroxó, lá em Jacaré dos Homens, lá em Lagoa da Canoa (bença, seu Hermeto Pascoal).
Teus antepassados vieram de terra de respeito, seu Zé.
Pode contar isto, com a fronte alta e o peito inflado, pro Pedro e pro resto da netaiada que vem por aí.

Abraço,

Marcos Carvalho 



PESO PESADO