domingo, 23 de outubro de 2011

SER POLÍTICO

Ser político é engolir sapos e não ter indigestão. É aprender a sofrer humilhações todos os dias, em pequenas doses, até ficar completamente imune à ofensa global. É. esvaziar a tragédia atual com uma demagogia repetida de tragédia antiga. É ver o que não existe e olhar, sem ver, a miséria existente. É não ter religião e por isso mesmo cortejar a todas. É no meio da mais degradante desonra, encontrar uma saída honrosa. É nunca pisar nos amigos sem pedir desculpas. É correr logo para a bilheteria quando a alguém grita que o circo pega fogo. É flexionar a espinha, a vocação e a alma em longas prostações ante o poder como preparação do dia de exercê-lo. È recompor com estoicismo indignades passadas projetando prá história uma biografia no mínimo improvável. É tentar nobremente a redistribuição os bens socias, começando, é natural, por acumulá-los, pois não se pode distribuir o pão disperso. E assim, por conhecer profundannte a causa pública e a natureza humana, estar sempre pronto a usufruir diariamente o gozo de pequenas provações e a sofrer na própria pele insuportáveis vantagens.

Millôr

Blog: São raros, mas existem políticos bons. Desses, quase todos estão desistindo.

ER

NADA DE NOVO NO FRONT

Êpa ! Já assisti esse filme:

"Minas Gerais, ainda está nos tempos das capitanias hereditárias: aqui em Três Corações, os nomes colocados, praticamente são os mesmos, chega-se ao absurdo de escutar a fala do vereador Emilio "Boca-rica",em entrevista, falar que está preparando o seu filho para ser seu sucessor - Rei???-. São praticamente sempre os mesmos nomes, familias que há décadas se mantém no poder, transformando a cidade em um lugar parado no tempo, conhecido com a "tartaruga-cansada" do sul de minas."

Anônimo Vigilante - Comentário no jornal O Tempo

A um ano das eleições municipais, partidos e postulantes a candidato renovam as esperanças por mudanças. Não faltam reclamações de promessas esquecidas. Mas, em alguns municípios de Minas, os eleitores já estão certos sobre os destinos da política: o prefeito pode até ser trocado pela disputa do ano que vem, mas será um velho conhecido a assumir o posto.
Em cidades como Barbacena, Juiz de Fora e Contagem, os candidatos são sempre os mesmos. E, nas ocasiões em que eles são diferentes, recebem os apoios dos antigos caciques.
Em Juiz de Fora, na Zona da Mata, por exemplo, um trio se reveza no poder desde a década de 80: Custódio Mattos (PSDB), Tarcísio Delgado (PMDB) e Carlos Alberto Bejani (PSL). Este último teve que renunciar para não ser cassado após denúncias de corrupção, em 2007.
Há um embate na cidade entre a vontade de mudança da população e a força política que os tracidicionais políticos ainda têm.

O Tempo




CANTINHO DA SALA


Édouard Leon Cortez


PHOTOGRAPHIA NA PAREDE

Barack Obama e mãe