sábado, 8 de outubro de 2011

FICA

O FICA! pretende fomentar a arte e a cultura em Itajubá, por meio da oferta de oficinas, shows, espetáculos, mostras e exposições em três dias de muitas atrações! A ideia nasceu há um ano, e até agora já tem o apoio do Governo Federal, Universidade Federal de Itajubá, Prefeitura Municipal de Itajubá, Insituto Mantiqueira de Música e Arte, Circuito Turístico Caminhos do Sul de Minas, além de outros parceiros, artistas e grupos culturais da cidade. Guarde esta data: 28, 29 e 30 de outubro de 2011. FICA! Festival Itajubense de Cultura e Arte. Para programação completa e maiores informações, escreva-nos. Faça parte de nossa rede, ajude-nos a divulgar esta ideia!

(Vindo da Cláudia Riera)

SOB A LUZ DE VELAS

O que é um banco ? A princípio, não passa de um intermediário entre pessoas com algum dinheiro sobrando e pessoas comuns com algum dinheiro faltando.

Alexandre Versignassi

PAPEL MOEDA

Ando meio intrigado com uma coisa. Do alto (seria alto?) dos meus 64 anos já posso dizer: "no meu tempo..." . Questiono o sumiço das notas (dinheiro) velhas, rasgadas e coladas com fita durex e com mensagens escritas com canetas Bic.
Eram comuns mensagens tipo: "vai notinha e traga outras de volta"". Cédulas com palavrões e desenhos obcenos a gente passava para frente logo.
Há quanto tempo não mandam para a lavadora de roupas uma calça ou camisa com uma notinha (sempre de valor baixo) esquecida nos bolsos ?

Pois bem, vamos ao interessa: Hoje ficou esclarecido algo nebuloso para mim.

Você sabia que, segundo o Banco Central, existe R$ 131 bilhões em cédulas circulando pelo país ? Que existe R$ 4 bilhões de moedinhas distribuídas nos bolsos do povo ? Que existe (entre cédulas e moedas), R$ 48 bilhões guardados nos cofres do Banco Central para qualquer emergência ?

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INIMAGINÁVEL - 3

Às vésperas do feriado de Nossa Senhora Aparecida, funcionários do Santuário Nacional podem iniciar uma inédita greve no local. Aparecida espera receber cerca de 500 mil romeiros nas festividades, que vão até quarta-feira.
A decisão sobre a paralisação acontece hoje, em assembleia convocada pelo Sindicato dos Empregados em Turismo e Hospitalidade de São José dos Campos.
Se a greve for confirmada, serão afetados os serviços de limpeza, manutenção e apoio aos romeiros, entre outros.
Segundo o Santuário, há 1.330 funcionários no local; o sindicato, porém, afirma que são 600. O sindicato diz que o Santuário não cumpre decisão da Justiça que determinou o pagamento de vale-refeição retroativo aos funcionários.
De acordo com o sindicato, o benefício não foi concedido entre 2006 e 2009. Jamil Assad Júnior, da diretoria do sindicato, calcula que o Santuário deva R$ 9 milhões aos funcionários.

Blog: E agora ?

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PIADA DE SALÃO

CASO DE INTERNAÇÃO ?

Deu no Mdig

Hábitos que refletem verdadeiramente o vício de uma pessoa devota às redes sociais. Tenha uma ideia de qual é seu estado. Quantos dos 10 sintomas reflete a sua realidade?

1.Quando esquece o celular em casa sente-se perdido, isolado do mundo... porque não pode verificar as atualizações do Facebook e Twitter enquanto está fora, no trabalho, no escritório.
2.Verifica sua sua conta do Facebook ou Twitter ao menos 20 vezes ao dia.
3.Se não receber um comentário no último post de seu blog em menos de 12 horas, pensa que seus leitores te abandonaram e entra em contato com o servidor de hospedagem para saber se não estão te boicotando.
4.Nega-se a sair no fim de semana sem levar seu notebook.
5.Tem mais ícones de redes sociais em seu celular que aplicações de produtividade.
6.Comprou um iPad e só utiliza-o para atualizar Facebook a partir de uma tela maior que a do celular quando está fora de casa.
7.Tem mais amigos on-line que na vida real.
8.Tuita no celular enquanto está andando.
9.Vai ver o Facebook ou Orkut inclusive antes de escovar os dentes pela manhã.
10.Comprova as últimas atualizações das redes sociais antes de ir dormir.

Mdig

MOÇA BONITA

Mdig

A REUNIÃO SECRETA DOS INFELIZES

Ignácio de Loyola Brandão (Estadão)

Os infelizes reuniram-se pela terceira vez em um pequeno prédio, de onde podiam ouvir a música que vinha das lojas da Rua Teodoro Sampaio. Uns dizem que foi na Rua Cristiano Viana, outros na Alves Guimarães e ainda na Capote Valente. Não há certeza. Havia oito membros a mais do que na segunda reunião que não tinha sido nada fraca. As pessoas apareceram de orelhada, vieram no boca a boca. A não divulgação por meio de um pequeno anúncio classificado foi deliberação do primeiro encontro. Desnecessário gastar dinheiro. Tiveram razão aqueles cinco primeiros associados.
A conversa preliminar girou em torno da designação: seriam associados, membros, componentes, participantes, integrantes? Andam à procura de um termo simpático. Ali estavam homens profundamente infelizes, arrasados pelas intempéries da vida. A expressão é deles, ainda que possa soar arcaica. Intempéries da vida. Eu jamais usaria tal expressão, porém desejo que este relato seja autêntico, diga como as coisas estão se passando.
Quando se soube no bairro que os infelizes estariam se reunindo outra vez, houve intensa movimentação. Todos queriam saber onde, quando, a que horas, o que seria preciso fazer para se inscrever, participar. A maioria movida pela curiosidade. Saber quem eram os infelizes da região. Pura maldade. Muitos imaginaram que haveria testes, entrevistas para se determinar o grau de infelicidade, para se obter uma graduação, uma nota de corte que permitisse uma hierarquia na organização. Outra palavra ainda pendente. É uma organização, instituição, fundação, clube, associação, sociedade, partido, facção, bloco, confraria, congregação, centro comunitário, o quê? Centro comunitário foi uma definição rechaçada unanimemente, indica movimentos sociais, ideologias superadas.
A ideia de testes e entrevistas foi aventada - o termo é deles - e logo descartada. Como determinar os parâmetros para se avaliar a infelicidade? Trata-se de algo subjetivo, íntimo. Como dizer que a infelicidade de A é maior do que a de M? Como encontrar critérios? A menos que fosse possível definir os vários níveis de infelicidade:
Profunda ou incomensurável
Abissal ou abismal
Crônica ou aguda
Insolúvel ou dolorida
Amargurante ou fingida
Pretensa ou impertinente
Inebriante ou apaziguante
Genética ou adquirida por contágio
Bacteriológica ou alérgica
Persistente ou intermitente
Suportável ou arrasadora
Os critérios são aleatórios. Não incluem ordem classificatória. Um verticalmente prejudicado (quase escrevi anão, vejam só) sugeriu que deveria haver cotas para determinadas parcelas menos favorecidas. Argumentou-se que a infelicidade atinge a todos, seja índio, afro, amarelo, GLS, coxo, vesgo, maneta, careca, obeso, raquítico, albino. Como determinar o nível de dor e sofrimento causado pela infelicidade?
Na terceira reunião havia filas que se estendiam pela Cristiano Viana e seguiam atravessando a Rebouças, continuando pela Rua Estados Unidos e terminando na Rua Atlântica. Sem que se soubesse onde era o encontro. Soube, porque tenho uma amiga infelicíssima com que converso na esquina. Neste terceiro encontro aconteceu o impasse que promete persistir e será tema recorrente. E se a infelicidade em vez de dor causar prazer? Prazer para alguns, argumentou um professor de lógica que todos sabem ser visceralmente infeliz.
A mulher dele garante que ele não teve um único dia feliz a vida inteira. Prazer para uns, não prazer para outros, ele prosseguiu. "Estou mergulhado na infelicidade há exatos 37 anos, quatro meses e seis dias, porque sei perfeitamente em que momento esta sensação começou." Discutiu-se se a infelicidade seria sensação ou emoção, mas como havia prioridades, o assunto foi postergado (outra palavra feia, mas que foi usada, lamento). As causas, motivos, razões, princípios, não estão em pauta, rebateu o arquiteto que teve a ideia dos encontros. Chamemos encontros, por enquanto; houve quem sugeriu simpósio, todos acharam horrível.
Se houver alguma conclusão, volto ao assunto. Infelizmente, para participar você precisa ser recomendado por algum infeliz no grau 10. Não adianta eu dar as dicas. E se souberem que você é feliz, será rechaçado na porta, pode contaminar. O porteiro tem faro apurado, é um homem infelicíssimo, amargurado, triste, sem nenhuma autoestima.

Ignácio de Loyola Brandão



E SEGUE A VIDA...