quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

PEGA MAL SOFRER

De um Anônimo do blog:

Eu não sei o que meu corpo abriga/ nestas noites quentes de verão/ e não me importa que mil raios partam/ qualquer sentido vago da razão/ eu ando tão down...” Lembra da música? Cazuza ainda dizia, lá no meio dos versos, que pega mal sofrer. Pois é, pega mal. Melhor sair pra balada, melhor forçar um sorriso, melhor dizer que está tudo bem, melhor desamarrar a cara. “Não quero te ver triste assim”, sussurrava Roberto Carlos em meio a outra música. Todos cantam a tristeza, mas poucos a enfrentam de fato. Os esforços não são para compreendê-la, e sim para disfarçá-la, sufocá-la, ela que, humilde, só quer usufruir do seu direito de existir, de assegurar seu espaço nesta sociedade que exalta apenas o oba-oba e a verborragia, e que desconfia de quem está calado demais. Claro que é melhor ser alegre que ser triste (agora é Vinícius), mas melhor mesmo é ninguém privar você de sentir o que for. Em tempo: na maioria das vezes, é a gente mesmo que não se permite estar alguns degraus abaixo da euforia. Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip-hop, e nem pra isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar. Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor – até que venha a próxima, normais que somos.

Blog: Os anônimos começam a dominar o "viver é perigoso". Tem sido muito bom.

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ESSA TAL DE CLASSE MÉDIA

Enviado pelo Wellington Etrusco, o moço de São Gonçalo do Sapucai

DIÁLOGO ANTIGO EM TEMPOS ATUAIS

Diálogo entre Colbert e Mazarino durante o reinado de Luís XIV:

Colbert: Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar [o Contribuinte] já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é que é possível continuar a gastar quando já se está ndividado até ao pescoço...

Mazarino: Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai-se parar à prisão. Mas o Estado... o Estado, esse, é diferente! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua  endividar-se...
Todos os Estados o fazem!

Colbert: Ah sim? O Senhor acha isso mesmo ? Contudo, precisamos de dinheiro. E como é que havemos de o obter se já criamos todos os impostos imagináveis?

Mazarino: Criam-se outros.

Colbert: Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.

Mazarino: Sim, é impossível.

Colbert: E então os ricos?

Mazarino: Os ricos também não. Eles não gastariam mais. Um rico que gasta faz viver centenas de pobres.

Colbert: Então como havemos de fazer?

Mazarino: Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente! Há uma quantidade enorme de gente situada entre os ricos e os pobres: os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres. É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tiramos. É um reservatório inesgotável.

Wellington Etrusco






CAUBY, CAUBY, CAUBY !


Cauby Peixoto já nasceu Cauby Peixoto. Não é nome artístico. Estreiou na vida no dia 10 de fevereiro de 1930. Completa hoje os seus 80 anos. Iniciou a sua carreira na boate Oásis, em São Paulo. Nasceu um Niteroi e vem de uma família de músicos.
Impossível falar de Cauby sem falar de sua companheira de todos os shows: "Conceição".
Canção de Dunga e Jair Amorim, de 1956. Foi lançada num disco de 78 rpm..
Na realidade, a música foi composta só pelo Dunga, que estava com brigas com a sua mulher. Jair Amorim entrou como divulgador.
Leiam o livro de Rodrigo Faour, "Bastidores - Cauby Peixoto, 50 anos da Voz e do Mito" - Editora Record - 517 páginas.
No interessante livro, são revelados detalhes da vida do astro, como gravações, filmes feitos nos \EUA e seus encontros com Marlene Dietrich, Bing Crosby, Nat King Cole, Elvis Presley e muitos outros.
Data importante para a música do Brasil.

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CARTAS QUE NÃO RECEBI - 2

São Paulo, janeiro de 2011

Camarada Zezinho,

Iniciando o ano de 2011 e depois de muito pensar, resolvemos tomar esta difícil decisão. Por que comunicá-lo por carta ? Por reconhecermos o seu amor pelo futebol e por ter acompanhado nossas carreiras desde o inicio. Eu no São Cristovão e aqui ao meu lado, o Roberto Carlos em Araras.
Decidimos abandonar o futebol. Queremos que os brasileiros lembrem do Ronaldo e do Roberto Carlos, com saudade.
Eu (Ronaldo escrevendo) tomei a difícil decisão na noite de natal. Conversando, conversando, mandei prá dentro um chester e uma leitoinha criada no milho. Tudo bem, 120 quilos não é nada. Sinto que ainda posso correr uns bons quinze minutos. Mas a torcida do timão tem sido muito exigente.
Zé (quem escreve agora é o Roberto Carlos). Em primeiro lugar, mais uma vez obrigado pelo seu telegrama de apoio, quando me culparam pelo gol da França enquanto eu arrumava a meia.
Só tem uma maneira de continuar puxando uma lateral esquerda. Seria colocarem um táxi a minha disposição na lateral do gramado. Se eu avanço não dá para voltar em 10 minutos. Ninguém é de ferro.
Preferimos sair antes do início da pré-libertadores. Pode acontecer alguma desgraça, o timão ser eliminado e com certeza irá sobrar prá nós.
Qualquer hora vamos aparecer em Itajubá para bater umas bolinhas no Tererê, no Pé de Porco e no Frango com as Estrelas. Coisa leve.

Abraços

Ronaldo e Roberto Carlos

ELES DISSERAM...

Comentário postado ontem por um anônimo do blog.

Ah....meus caros, acreditar não é preciso, mas me sinto totalmente realizado. Não sou rico e nem pobre. Não sinto mais ódio e nem desprezo. Não tenho inveja de tolices, mas sim daqueles que estão cada vez mais ausentes sem estarem ausentes. São Poucos, mas existem. Morte?, aprendi a entende-la e quase aceita-la, o que é muito gostoso e bom. Inimigos? Devo te-los, mas não me lembro mais e nem me importo mais.
Sou uma pena a fluir no ar. Graças a Deus. 66 anos

Anônimo

CORTES EM BRASÍLIA