segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

SOB A LUZ DE VELAS

O homem mais sábio que já conheci me ensinou uma coisa que jamais esqueci. E embora eu nunca tenha esquecido, nunca a memorizei também. Então, o que me sobrou foi a memória de ter aprendido algo muito sábio a qual não consigo me lembrar.
 
George Carlin

IMPOSSÍVEL IGNORAR

SORVETE DE QUEIJO COM FIOS DE GOIABADA

A dica foi do Marquinho Carvalho, o moço de Santa Rita de Caldas.
Sorvete de queijo com goiabada do Mauro. Ali pertinho da saída para Maria de Fé.
Recomenda-se tomar só duas colheres, o que proporcionará aquela terrível sensação de perda que sentíamos quando crianças, ao devorar a última "torcida" no recreio do Grupo Escolar Rafael Magalhães.
O sentimento de perda aparece até quando depositamos o copinho vazio no lixo.
Resumindo: Justifica plenamente você sair de São Paulo, dirigir por 273 kms e estacionar no Oásis Mauro e encarar a maravilha.
Ou melhor, faça como um casal amigo: saia de São Paulo às 10.00 horas, almoce às 13.00 no Tererê, encare uma leitoinha criada "caminhando na esteira" e no retorno para Sampa, passe pelo Mauro.
No máximo às 19.00 horas estará de volta ao paraiso paulistano.
Vale a pena. É um tirinho.
(Dra. Rachel: só sigo o script uma vez por mês)

ER  

UMA VIDA DE NOVELA

SOPHIA LOREN - UMA VIDA DE NOVELA

Aos 76 anos, Sophia resolveu abrir um pouco o seu lado pessoal, que sempre foi tratado de modo extremamente reservado. Está sendo lançado na Europa a sua biografia autorizada, escrita pela jornalista Silvana Giacobini.
Sophia fala de sua relação de 50 anos com o produtor de cinema Carlo Ponti e de como se conheceram num concurso de Miss Roma, ela com 17 anos e ele com 39 anos e casado. Na época foi tudo difícil.
No livro aborda a sua rivalidade com a belíssima e também atriz italiana, Gina Lolobrígida e os assédios que recebeu de outros atores, como Cary Grant e Peter Sellers.
Com Marcelo Mastroianni, segundo ela, cultivou uma grande amizade.
Antipatia mútua aconteceu com Marlon Brando. Filmaram juntos "A Condessa de Hong Kong", sob a direção de Charles Chaplin.
Sophia Loren, foi a primeira atriz de lingua não inglesa a receber o Oscar. Foi pelo desempenho no filme "Duas Mulheres", de 1960, quando foi dirigida por Vittório de Sica.
Aguardem.

ER 

ELES DISSERAM...


Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e oramos raramente, esquecemos até que Deus existe.
Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores. Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente.
Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos. Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho.
Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio. Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos. Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.
Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos menos. Estamos na era do ‘fast-food’ e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.
Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados. Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, dos cérebros ocos e das pílulas ‘mágicas’. Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na despensa. Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar ‘delete’.
Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre. Lembre-se dar um abraço carinhoso num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer. Lembre-se de dizer ‘eu te amo’ à sua companheira (o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, ame… Ame muito.
Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro. O segredo da vida não é ter tudo que você quer, mas amar tudo que você tem!
Por isso, valorize o que você tem e as pessoas que estão ao seu lado.

George Carlin

SANTO ANTONIO - TENENTE CORONEL

Fato que muitos desconheciam e foi lembrado pelo Carlos Heitor Cony, na Folha, mencionando um livro escrito pelo ex-ministro José Carlos Macedo Soares.
Santo Antonio era português e faleceu em Pádua, Itália, em 1231.
Além das patentes militares conseguidas em Portugal, foi membro das forças armadas brasileiras, recebendo soldos (alguém recebia). Na Bahia chegou a Tenente Coronel, em Goiás a Capitão e em São Paulo foi Coronel.
Major em Santa Catarina, Tenente Coronel no Rio de Janeiro e Capitão em Minas Gerais.
Na Paraíba ficou só como soldado raso.
As patentes foram cassadas com o advento da República.

Leiam:

Em Portugal, sua terra natal, e em outros países de língua portuguesa, a devoção ao santo atingiu tal intensidade que era invocado mormente em ocasiões de batalhas e guerras. Com isso, mereceu ser promovido a soldado, intervindo em 1595, e a Capitão internido da Fortaleza da Barra (Salvador-Bahia) pelo governador da época D. Rodrigo da Costa, em 16 de julho de 1705. Dom João V, em carta régia de 7 de abril de 1707, confirma a promoção a capitão internido.
Mais tarde, o príncipe regente, Dom João, futuro rei Dom João VI, por decreto de 13 de setembro de 1810 e carta patente de 4 de fevereiro de 1811 promove o santo ao posto de Sargento-mór, por atribuir à intercessão do santo a proteção celeste recebida, abençoando seus esforços para “salvar a Monarchia da grande e difícil crise” a que esteve exposta, durante as invasões francesas em Portugal.
Finalmente, aos 25 de dezembro de 1814, Dom João, ainda Príncipe Regente, assinou no Palácio da Real Fazenda de Santa Cruz (Rio de Janeiro) um decreto promovendo o Sargento-mór Santo Antônio ao posto de Tenente-Coronel de Infantaria.
Em 22 de outubro de 1816 é expedida a carta patente da promoção do Santo a tenente-coronel já assinada pelo Rei Dom João VI. Ei-la:
“Dom João por graça de Deos Rei do Reino Unido de Portugal e do Brazil, e Algarves d’aquem e d’alem Mar, em Africa Senhor de Guiné e da Conquista, Navegação, Commercio d’Ethiópia, Arabia, Persia e de Índia etc. “Faço Saber aos que esta Minha Carta Patente virem: Que tendo por Decreto de treze de setembro de mil oitocentos e dez concedido a patente de Sargento Mór ao Glorioso Santo António, que se venera na Cidade da Bahia, e a quem o Povo da mesma Cidade Consagra a mais viva Devoção: Sou ora servido elevá-lo ao Posto de Tenente Coronel de Infantaria, cujo soldo lhe será pago na mesma forma que até aqui o tem sido da anterior. Pelo Que mando ao Conde dos Arcos, Governador e Capitão General da dita Capitania, que assim o tenha entendido, e o soldo se lhe assentará nos Livros a que pertencer para lhe ser pago aos seus tempos devidos. Em firmeza do que lhe mandei passar a presente por mim Assignada e Sellada com o Sello Grande de Minhas Armas. Dada na Cidade do Rio de Janeiro aos vinte e dois dias do mez de Outubro do Anno do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo de mil oitocentos e dezasseis, (a) - El Rey João R.”.

ER

A CLASSE C VAI AO RESORT

Deu no "Estadão" - José Roberto de Toledo

Sonolento balneário do sul da Bahia, Santo André vive do turismo. São duas ruas apenas: a da praia é dominada por pousadas e restaurantes cujos donos falam português com sotaque. Os cardápios dão a volta ao mundo, mas é preciso rodar para encontrar uma moqueca.
O vilarejo tinha tudo para ser um destino privilegiado e exclusivo de VIPs internacionais. Privilegiado ainda é. Exclusivo, nem tanto. Quem tem movimentado a economia local são os turistas de outra sigla, a CVC.
Os “barões”, como os nativos chamam os viajantes endinheirados, só passeiam por lá durante os meses de verão. No resto do ano, grande parte dos estabelecimentos fecha as portas, seus donos voltam para a Europa, seus chefs vão destrinchar peitos de pato em outras cozinhas.
Um dos poucos abertos 365 dias é o maior empreendimento turístico da praia, o Costa Brasilis. Resort com arquitetura e decoração para agradar ao baronato, passou a oferecer pacotes de uma semana por 10 parcelas de R$ 130 (“aéreo” incluído). O preço mal paga duas faxinas em São Paulo.
Os comerciantes locais descobriram que, ao contrário do turista nobre, vale a pena investir no ex-pobre. Enquanto os primeiros ficavam entocados e intocados no resort, os novos viajantes se dispõem a explorar pratos além do buffet - desde que se ofereça táxi grátis na ida e na volta do restaurante.
O neoturista desce no aeroporto de Porto Seguro, sobe em um ônibus amareló ovo de janelas panorâmicas e 38 quilômetros, 29 quebra-molas, duas aldeias indígenas e uma balsa depois desembarca no seu hotel de luxo. Piscinas, jacuzzis e praias semi-virgens (sic) o aguardam, promete a propaganda.
O trecho menos glamouroso é entre o avião e o ônibus. O aeródromo de Porto Seguro é o único no Brasil que recebe voos internacionais a ser administrado por uma empresa privada. O feito é anunciado com orgulho no site da Sinart. A propósito, a sigla vem de Sociedade Nacional de Apoio Rodoviário Turístico. Seu forte são rodoviárias.
A convivência no veraneio é pacífica entre descolados e deslocados. A praia é grande e demarcada. Na ponta de areia formada pelo encontro das águas doce e salgada há uma pororoca diária. Nada a ver com as marés. A onda é humana e corre do rio para o mar.
Uma vez por dia, outra parte da “família CVC” desce desde Cabrália a bordo de duas chalanas. Centenas de alegres turistas vão passar algumas horas nos guarda-sóis e barracas que os esperam na barra. Muitas caipirinhas e águas de coco depois, voltam ao seu porto seguro.
À distância, a cena da prancha caindo sobre a praia, seguida do aglomerado deixando a chalana em ordem unida, poderia lembrar o movimento das balsas que povoaram as fazendas de pecuária da região do Araguaia, no sul do Pará, nos anos 70. Mas boi não dança axé.
A rotina silenciosa de Santo André é quebrada momentaneamente por uma terceira vaga diária. São as escunas que descem o rio e passam ao largo da costa até Coroa Grande. A cada rajada de vento ouvem-se, na praia, trechos entrecortados da música de bordo: “muito assanhada (…) lapada (…) rachada”.
Na maré baixa, o horizonte divisa um ilhote de areia avermelhada e o que parecem centenas de gravetos espetados n’água. São, na verdade, os passageiros das escunas, passeando pelas faces descobertas de uma extensa barreira de coral, a quilômetros da costa. Na volta, eles param para almoçar em um restaurante a beira-rio.
Nenhum morador dá pistas de estar ficando milionário, mas o dinheiro circula. E assim, graças cada vez mais ao turismo de massa e cada vez menos ao exclusivismo da classe A gargalhada (A-A-A…), Santo André vai passando seus verões, sem perder a tranquilidade.
Não foi preciso reivindicar um policial permanente para a vila. Se alguém rouba algo, dizem os andreenses, avisa-se os operadores da balsa, e a cana aguarda o imprevidente larápio do outro lado da travessia.

José Roberto de Toledo

FOLHA DE HYUNDAI

Já falamos neste assunto. Os jornais de domingo são sempre mais caprichados (capitais). Normalmente são para se ler com calma.
Ontem a Folha de São Paulo em seu importante primeiro caderno extrapolou. Das 24 páginas, nada mais do que 11 eram integralmente dedicadas a propaganda dos carros da Hyundai.
Leio diariamente os jornais desde moleque. Nunca vi antes na história deste país, tanta publicidade num jornal de tiragem nacional.
O "Estadão" também não ficou atrás. Publicou em seu primeiro caderno as mesmas 11 páginas.
Estimo que o custo de cada página deva ser o equivalente a um carro. Considerando os dois jornais paulistas, a frota "gasta" foi de 22 veículos.
Se os carros são  tão bons, seria necessário tanto esforço de venda ? Ou a propaganda entraria no cálculo do índice de nacionalização ?
Estranho.

ER

RESTAURANTE "AS VÉIA"

Fica em São Paulo, mais precisamente pelas bandas da Serra da Cantareira. Comida muito boa. Apenas uma chateação: não aceitam cartão (problema de comunicação). Pagamentos só com cheque ou dinheiro.
Pessoal muito atencioso.
Um dos gerentes puxando conversa, soube que éramos de Itajubá. A conversa avançou.
Disse que tem entre os seus clientes, dois médicos da nossa cidade, que sempre aparecem juntos para almoçar ou jantar, com as respectivas e bonitas  esposas.
Segundo ele, pessoal muito simples e educado.
Pedindo reservas, coxixou que por lá nunca viram dois clientes tão bons de prato.
Segundo ele, dos dois, o magro come mais.
Nomes ? Disse que não lembrava. Só guardou serem médicos em Itajubá.
Complementou o gerente:
- Na última vinda deles aqui, na saída, com toda a educação, pedimos para que da próxima visita nos avisassem por telefone, pelo menos uns dois dias antes.
E finalizou:
- Não queremos ser pegos desprevenidos quanto ao estoque.

ER

QUESTÃO DE ESTILO

De Artigo publicado no Estadão:
 "Até agora, a melhor coisa do governo Dilma é a ausência do Lula."

ER